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Terça, 18 Outubro 2016

ENTREVISTA: Novo superintendente da Susep aborda desafios e importância do setor de transportes

Nomeado conforme publicação no Diário Oficial da União de 26 de julho, Joaquim Mendanha de Ataídes, corretor de seguros e presidente licenciado do Sincor-GO, é o novo superintendente da Susep. Ele sucede Roberto Westenberger, que cinco dias antes deixou o cargo que assumiu em março de 2014.

Joaquim tem 48 anos e está há 29 anos no mercado de seguros. Graduado em Administração e Marketing pela então Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e Master in Business Administration (MBA) em Seguros e Resseguros pela Escola Nacional de Seguros, habilitou-se corretor de seguros em 1989 e, desde 1997, desempenha também atividade de representação institucional junto ao setor. De 1998 a 2000 foi 2º secretário na diretoria do Sincor-GO. Entre 2001 e 2003, ocupou a cadeira de 1º secretário e entre 2004 e 2006, 1º vice-presidente nessa entidade. Em 2007, elegeu-se para seu primeiro mandato como presidente do Sincor-GO. Estava exercendo o seu terceiro mandato (gestão 2014-2018), até ser convocado pelo Governo para assumir o comando da Susep. Desde 2001, ocupa funções na diretoria da Fenacor.

Nesta entrevista exclusiva à revista CIST News, ele fala de seus planos para a nova e desafiadora atuação, destacando o ramo de transportes.

CIST News – Quais são as prioridades de sua gestão à frente da Susep?
Joaquim Mendanha – Dentre elas, a que reputo ser a mais importante é a plena defesa do consumidor. E, quanto mais forte for o mercado de seguros, melhor atendido será o segurado. Então, para atingir essa meta, a Susep deve trabalhar para garantir as ferramentas necessárias para o crescimento sustentado do setor de seguros.
As prioridades, definidas em conformidade com a orientação econômica do Ministério da Fazenda, passam, também, pela questão da conduta ética de todos os entes supervisionados, requisito básico e indispensável para que o mercado possa funcionar bem e de forma disciplinada.

CIST News – Existem projetos para a área de transportes?
Joaquim Mendanha – É uma carteira de extrema relevância para o mercado de seguros. Não há desenvolvimento econômico se não existirem transportes adequados, especialmente em um país que tem uma dimensão continental, como é o caso do Brasil. Cabe, então, ao mercado segurador atuar para oferecer coberturas diversificadas e adequadas às reais demandas desse segmento.
Ainda assim, a Susep estará atenta para, se for necessário, corrigir, na forma infralegal, eventuais omissões ou lacunas na legislação que, de alguma forma, possa obstaculizar o desenvolvimento desse processo.

CIST News – O CIST é formado por especialistas de toda a cadeia de seguros de transportes, incluindo seguradores, corretores e prestadores de serviços diversos. Como o CIST pode contribuir com o trabalho da Susep? Existe a possibilidade de criação de grupos de trabalho para discutir os assuntos ligados ao ramo?
Joaquim Mendanha – A nova gestão da Susep tem como um dos seus preceitos estabelecer o amplo diálogo com as entidades representativas do setor privado. A nossa disposição é a de ser possível acatar sugestões que possam contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentado do mercado e a ampla defesa do consumidor, como premissas básicas.
Eventualmente, se for comprovada a necessidade de realizar ajustamentos pontuais, não hesitaremos em criar grupos de trabalho visando a discutir questões relevantes para esse segmento e, enfim, propor soluções.

CIST News – Qual a importância das entidades representativas, como o CIST, para o desenvolvimento do setor?
Joaquim Mendanha – Não podemos abrir mão da especialização e extensa experiência acumulada pelos profissionais que integram entidades como o CIST, que poderão ser ouvidos quando necessário, especialmente nos assuntos diretamente relacionados à sua área de atuação.

CIST News – Sua trajetória profissional teve origem na corretagem de seguros, assim como o presidente do CIST, José Geraldo da Silva, é corretor de seguros. Qual a importância de ter corretores de seguros à frente de entidades representativas ou, em seu caso, como a maior liderança do setor? Os anseios do consumidor ganham força?
Joaquim Mendanha – O mais importante é ter um profissional que conheça profundamente o mercado; as suas demandas; e suas reais necessidades. Pode ser um corretor, segurador ou outro profissional qualificado. O essencial, naturalmente, é a experiência profissional. E entendo que posso aproveitar a expertise acumulada em 30 anos de atuação no setor de seguros, como empreendedor, para ajudar este mercado a crescer em bases sustentáveis a e oferecer o melhor atendimento possível ao consumidor brasileiro.

CIST News – Quais os principais desafios do setor? E quais os principais desafios, em especial, para o ramo de transportes?
Joaquim Mendanha – Desafios e oportunidades andam de mãos dadas em mercados como o de seguros, que enfrenta gargalos como a baixa penetração, mas que ainda tem diante de si um gigantesco espaço para crescer. Poucos setores são tão necessários para a sociedade brasileira como o mercado de seguros, que tem a missão de proteger as pessoas, amparar as famílias e garantir a continuidade de negócios para que a sociedade brasileira tenha um suporte necessário no momento em que houver a retomada do crescimento econômico, o que não está tão longe.
Especificamente no ramo de transportes, é imprescindível termos um bom marco regulatório que permita ao mercado oferecer as coberturas necessárias para que esse segmento cumpra, com sucesso, o seu papel de protagonista no contexto da economia nacional.

CIST News – Algum ponto adicional que queira mencionar (sobre o mercado de transportes, mercado em geral, ou sobre a Susep).
Joaquim Mendanha – Apenas pretendo reafirmar a nossa convicção de que o mercado de seguros reúne totais condições para crescer, e evoluir ainda mais, no curso do tempo, em ritmo forte nos próximos anos. E a Susep está pronta para atuar no sentido de oferecer as ferramentas mais adequadas para garantir, repisando, o crescimento sustentado do mercado e a plena defesa do consumidor.

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