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Combate ao Covid-19 exige soluções locais, afirma empresário

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O empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior fala sobre a situação econômica e social do Brasil durante pandemia do COVID-19

É a primeira vez que a classe mais privilegiada deste país testará a sensação de impotência no caso de um agravamento da pandemia de COVID-19

É tudo muito novo para os brasileiros - a população trabalhadora, os governos e também para nós, empresários", afirma José de Moura Teixeira Lopes Junior, que comanda empreendimentos nos ramos de telecomunicações, construção e logística.

Para Mourinha, como o empresário é conhecido, é fundamental o conhecimento dos vários "Brasis" que existem dentro de um só país, com realidades muito diferentes entre regiões, estados e municípios. Diante disso, diz, as medidas precisam ser tomadas de acordo com as necessidades e realidades regionais e locais. A começar do Estado do Amazonas, onde nasceu e concentra grande parte dos seus negócios. "É um outro mundo. Apenas Manaus, nossa capital, possui infraestrutura para atender os casos de Covid-19, com respiradores e leitos, mesmo assim de forma insuficiente." Para os outros municípios amazonenses, ainda de acordo com Mourinha, as dificuldades são inimagináveis para quem vive, por exemplo no Sudeste, não só pela falta de infraestrutura médico-hospitalar, mas algo bem mais básico, como as distâncias a serem percorridas entre as localidades: apenas 12 dos 62 municípios do Estados estão ligados à capital por rodovias, outras 50 cidades acessam Manaus por vias fluviais, em viagens de barco que chegam a durar 4 dias.

De acordo com o empresário, enquanto o Amazonas tem a Floresta, o pulmão do mundo, São Paulo está anos à frente do Amazonas no processo de industrialização e de desenvolvimento de educação, infraestrutura, ciência e inovação, além de favorecido naturalmente pela geografia de planaltos. São dois mundos completamente diferentes. Necessitam, portanto, de olhares diferenciados. Em linha com os preparativos de países de Primeiro Mundo, São Paulo transformou grandes espaços disponíveis, como o Centro de Convenções do Anhembi, o Estádio do Pacaembu e o Campo de Marte, em hospitais de campanha, para atendimento dos casos menos graves. Assim, abriu-se espaço para desafogar as UTIs da rede SUS para atendimento dos casos crônicos e emergenciais. Grandes grupos econômicos, como Ambev e Gerdau se uniram ao Hospital Albert Einstein para a garantir a construção em tempo recorde e o atendimento em um novo hospital na região de M´Boi Mirim. Para José de Moura Junior, essa união de esforços também precisa se estender ao Amazonas, levando em conta suas particularidades.

"É a primeira vez que a classe mais privilegiada deste país testará a sensação de impotência no caso de um agravamento da pandemia de COVID-19, pelo fato de não haver leitos suficientes nem para esta parcela da população", diz Mourinha. "Redes de influência não vão funcionar. Não adiantará ser amigo de um, ter viajado com outro, ser classe A ou E. Chegou a hora de responder a uma só pergunta para todos os brasileiros: como amparar, preventivamente e clinicamente, os milhões de cidadãos espalhados neste país de dimensões continentais e que precisarão de assistência? Precisamos trabalhar juntos nesta resposta. E a resposta não está na escolha entre VIDA ou TRABALHO. Está em união de esforços, conhecimento do país e propostas adaptadas às necessidades locais."

O empresário cita casos como a Coreia do Sul, país que adotou como estratégia fazer testes clínicos em 100% de sua população para detectar os cidadãos que haviam contraído o vírus - isso é inimaginável para o Brasil, onde o número de testes é limitado. Outro exemplo: o Japão, que, mesmo seguindo uma linha diferente das adotadas pelos demais países, possui infraestrutura extremamente desenvolvida, além de fatores como cultura e educação próprios daquele povo, fatores decisivos para que tivessem uma velocidade de reação muito diferente da que teríamos no Brasil. E, dando sequência a seu raciocínio, Mourinha explica algumas das razões para essa diferença de resultados: "A nossa realidade inclui favelas, comunidades onde existem 1, 2 até 3 famílias vivendo aglomeradas na mesma casa, sem comida suficiente, sem camas para todos e até sem banheiros; e é para essas famílias de brasileiros que não podemos deixar de olhar também".

Moura está seguindo à risca a quarentena em SP, com sua esposa e filhos confinados em seu apartamento, assim como adotou toda cautela em relação aos colaboradores de suas empresas. O empresário ressalta ainda que acredita que nem toda informação sobre essa nova realidade tem chegado à população, ficando apenas concentrada na cúpula do poder. "Então, precisamos ter mais iniciativa e realmente tomar as medidas protetivas. Essa é a primeira missão de todo brasileiro para a contenção da pandemia do COVID-19. É uma missão de vida, de respeito ao outro e de solidariedade. É daí que surgirá a união para enfrentarmos as dificuldades econômicas, que já mostram seus primeiros sinais, mas que serão igualmente vencidas. Temos que acordar todos os dias e cultivar essa força e essa certeza dentro de nós."


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