Brasil,

Argentinos fazem viagem de carro cruzando as Américas, participam do Psycho Carnival em Curitiba e depois seguem rumo ao Alaska

O Festival Psycho Carnival é realizado há 21 anos em Curitiba, com uma programação repleta de shows de rock durante as festividades carnavalescas, com dedicação ao gênero psychobilly e outros estilos relacionados. Desde as primeiras edições o evento tem caráter internacional, trazendo não só artistas de vários países mas também um público de fora do Brasil para apreciar o festival.

Nesta edição de 2020, o Psycho Carnival receberá a visita de duas pessoas da Argentina que estão em uma grande viagem cruzando as Américas, tendo como destino final o Alaska. Davi e Ludmila (que costumam ser chamados como Dash e Vampi) saíram de Buenos Aires e iniciaram esta aventura, adotando um estilo de vida alternativo, nômade e minimalista.

Esta viagem, realizada a bordo de uma van, ganhou o nome de Contemplando América e vai passar pelo maior número de países possíveis. O primeiro destino é o Brasil, onde estão desde setembro do ano passado, quando cruzaram a fronteira em São Borja, no Rio Grande do Sul, e seguiram para Santa Catarina.

Por ser realizada por vias terrestres, o roteiro pode variar conforme os viajantes vão conhecendo o país, gerando a vontade de conhecer determinados locais e eventos. Foi assim que o festival curitibano se tornou uma das escalas. “O Psycho Carnival nos entusiasmou desde que chegamos ao Brasil”, afirma Vampi, que assim como Dash, são apreciadores de gêneros como psychobilly e rockabilly. “Dessa vez, viajamos de Florianópolis a Curitiba para curtir e conhecer outras bandas que participam do festival, em especial Guana Batz”, comenta, referindo-se aos britânicos que são a principal atração do evento.

Companheiros, viajantes e aventureiros, Dash e Vampi são veganos e defensores dos direitos dos animais. Eles difundem relevantes informações sobre este tema durante a viagem, buscando expandir a empatia e o respeito aos animais. “Desenvolvemos atividades diferentes nesta área e levamos esse trabalho conosco aonde quer que vamos, procuramos transmitir uma mensagem em favor do respeito e do amor por outros seres”, afirma. Os relatos de viagem são registrados nas redes sociais do Contemplando América (no Facebook e Instagram) e também eu um fanzine impresso chamado Travelzine.

Confira a entrevista completa com Vampi:

Qual a imagem que vocês tem do carnaval brasileiro? E do Psycho Carnival, que é um evento diferenciado no Carnaval?

Quanto ao renomado Carnaval do Brasil, temos uma imagem com forte conotação cultural e tradicionalista, em que também encontramos a maior diversidade sexual, assim como as diferentes etnias que habitam o país, vivida de forma livre e aceita pela sociedade como algo natural, como deveria ser em qualquer outro lugar do mundo. Também está claro o espírito dos nativos dessas terras, de alegria, muita dança e cores.

O Psycho Carnival nos entusiasmou desde que chegamos ao Brasil. Já que eu (Vampi) nunca pude frequentar na Argentina por diferentes razões. Contei a Dash sobre o festival, do que se trata, já que compartilhamos um gosto pela cena e cultura rockabilly / psychobilly, ele gostou da ideia de visitar Curitiba para participar e aqui estamos, aguardando pelo evento.

Desde que chegaram ao Brasil, quais cidades vocês visitaram? Depois de Curitiba, para onde vocês irão?

Cruzamos a fronteira em 18 de setembro pela cidade de São Borja tendo como primeiro destino Florianópolis, atravessando o Rio Grande do Sul. Visitamos a ilha quase inteiramente onde aproveitamos a oportunidade para trabalhar na temporada, também visitamos Camboriú e todas as suas praias. No caminho para o Psycho Carnival de Curitiba, visitamos as cidades de Blumenau e Pomedore.

No final do festival, continuaremos percorrendo um pouco mais do Brasil. Estamos indo para São Paulo, onde visitaremos o Santuário Terra dos Bichos, entre outros lugares. Depois vamos para o Rio de Janeiro visitando as diferentes praias no caminho e de lá vamos para o Peru, passando por destinos como Belo Horizonte, Brasília e parte do Mato Grosso. Será uma aventura.

Depois do Brasil, quais outros países vocês pretendem visitar?

Contemplando a América, como chamamos essa travessia, propõe-se atravessar o continente do país mais ao sul de onde viemos (Argentina) até a última fronteira ao norte (Alasca, EUA), visitando todos os países possíveis, com exceção da Guiana, Suriname e Guiana Francesa por uma questão de vistos.

Quanto tempo vai levar para chegar ao Alaska? O retorno à Argentina será mais rápido ou haverá muitas paradas?

Contando a partir de agora, acreditamos que em dois anos e meio estaremos no Alaska. Não temos nenhum tipo de planejamento em relação ao retorno, acreditamos que será mais rápido. Neste modo de vida, muitas coisas surgem o tempo todo, o que torna a viagem muito incerta. Também gostaríamos de conhecer outros continentes.

Como vocês planejaram a viagem? Qual o veículo utilizado? À noite vocês acampam, dormem no carro ou ficam em hotéis?

O planejamento de viagens baseia-se em viver a vida da mesma maneira que em qualquer outra alternativa padrão, embora optemos por ficar longe de laços e estagnação. Viajamos e trabalhamos na estrada. Somos surpreendidos dia após dia, não apenas por regiões com seus habitantes e suas paisagens, mas também pela capacidade de sermos uma espécie com adaptabilidade. Viajamos e vivemos o que é conhecido como VanLife, em um VW Transporter T4 modelo 2000 (Albita), que foi equipada com tudo o que é necessário para esse fim, com isolamento térmico e possui uma agradável sala de estar que se converte em uma cama à noite. Também temos um banheiro químico, uma cozinha completa e um chuveiro de mão. Portanto, dormimos onde gostamos, evitando despesas desnecessárias para nós, como hotéis, camppings, etc.

Vocês trabalham nas cidades que viajam para pagar as despesas de viagem?

Sim, não temos outra forma de financiamento no momento, nem somos ricos, portanto usamos nossa criatividade para gerar renda para pagar a viagem ao longo do percurso. Carregamos conosco uma TravelZine, uma revista de viagem autogerenciada e adesivos com nosso logotipo. Este material está disponível e todas as vendas são úteis para seguirmos adiante.

Vocês são ativistas veganos e defensores dos direitos dos animais. Fale mais sobre essa causa.

Este ponto é muito importante para nós, pois nos motiva e nos une além da viagem como uma aventura. Nos conhecemos em Buenos Aires, Argentina, em um trabalho pela causa dos direitos dos animais, independentemente das espécies. Como ativistas, desenvolvemos atividades diferentes nesta área e levamos esse trabalho conosco aonde quer que vamos, procuramos transmitir uma mensagem em favor do respeito e do amor por outros seres sencientes com quem compartilhamos o planeta, conscientizando as pessoas sobre a situação que os animais e o planeta estão sofrendo por causa do nosso consumo, que são altamente substituíveis nesses tempos.

É difícil fazer o ser humano entender a diferença entre um algo e um ALGUÉM. No entanto, as mentes estão mudando e trabalhamos para isso, essa cruzada também é um alerta, para desenvolver empatia e igualdade. Qualquer pessoa pode viver sem prejudicar os outros, independentemente da situação em que vive, da região, do clima e de outros fatores. Só é necessário ter consciência sobre o sofrimento que causamos em cada escolha que fazemos.

Convidamos todos a conhecer mais sobre esse problema assistindo a documentários como “Dominion” e “Cowspiracy”.

O Psycho Carnival já recebeu várias bandas argentinas, inicialmente com artistas de neorockabilly (como Motorama e Los Primitivos), até o surgimento das primeiras bandas psychobilly portenhas (como Jinetes Fantasmas). Qual a experiência de vocês nesse cenário musical?

Nossa experiência nesta cena começou assistindo aos shows destas bandas em Buenos Aires ou cidades costeiras da Argentina. Jinetes Fantasmas, Los Cianuros, The Broken Toys, Los Peyotes, Ghost Bastards, etc. Uma das nossas bandas favoritas é o Sick Sick Sinners (de Curitiba), uma ótima referência local.

Dessa vez, viajamos de Florianópolis a Curitiba para curtir e conhecer outras bandas que participam do festival, em especial Guana Batz (da Inglaterra).

O que vocês esperam da estadia em Curitiba durante o Psycho Carnival?

É a nossa primeira visita à cidade, esperamos que seja uma estadia segura e muito divertida. Estamos na expectativa por onde estacionar nossa van para ir tranquilamente ao festival, visitar o local, conhecer novas pessoas e voltar para descansar em nossa casa sobre rodas. Estamos empolgados com a chegada antecipada e sabemos que vamos ter experiências positivas e muitas outras histórias para contar.


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