Brasil,

Combate à pirataria requer ação global

Fórum de Inovação de TV Paga estima que 17% das famílias usam serviços ilegais

Sábado à tarde, o futebol distribuído na Europa é transmitido para outros países ao redor do mundo, tudo de graça. Como o esporte ao vivo é um dos mais caros e maiores geradores de receita dos canais pagos, essas atividades são um grande espinho para os detentores de conteúdo e ninguém está livre do risco de ter esse valioso ativo roubado. Com a internet, a pirataria não reconhece as fronteiras dos países, o que significa dizer que deter os direitos de distribuição, local ou internacional, já não representa segurança.

De acordo com o Fórum de Inovação de TV Paga (Pay-TV Innovation Forum) de 2019, os executivos do setor estimam que 17% das famílias em todo o mundo agora usam serviços ilegais de TV regularmente, contra 11% em 2017. Essa aceleração significativa no consumo de serviços piratas é causada por aplicativos e dispositivos que podem fornecer acesso fácil aos chamados serviços do mercado clandestino, o que cria um risco comercial para toda a indústria. No final da cadeia, isso também prejudica o consumidor, pois os players acabam contando com menos recursos para desenvolver novos projetos.

Para Tim Pearson, diretor sênior de marketing de produto da Nagra, líder mundial em proteção de conteúdo, com o crescimento do 5G, os executivos esperam que essa tendência continue. Isso também é o que aponta o relatório Global Market for Premium Sports OTT Services. “Estamos vendo uma tendência crescente de serviços inovadores de piratas roubando conteúdo, e está claro que os operadores e distribuidores de conteúdo devem se preocupar. A tecnologia de segurança é bastante útil, mas a nova natureza dos serviços piratas está exigindo uma resposta que vai além do que foi feito no passado”, sentencia o especialista da Nagra.

Nova dinâmica

O setor mundial de distribuição de conteúdo - dos fornecedores tradicionais de TV paga ao crescente número de players direto ao consumidor (DTC) – vem passando por uma profunda transformação e, à medida que isso ocorre e o consumidor tem mais poder de escolha, os operadores existentes precisam se apressar para acompanhar os novos entrantes, diferenciando-se para criar uma oferta atraente e segura.

“Os produtores de conteúdo cada vez mais lançam seus próprios serviços e reservam esse ativo para si. A Disney, por exemplo, retirou suas produções da Netflix, incentivando os consumidores a assinarem seu serviço. Porém, com tanta oferta de conteúdo, os usuários são forçados a criar efetivamente seus próprios pacotes - geralmente a um custo maior do que se ainda estivesse disponível por um único fornecedor”, explica Pearson.

O problema é que, até que as operadoras agreguem e reorganizem conteúdo e serviços que podem ser mais econômicos, os consumidores irão procurar substitutos, incluindo serviços piratas. Mas não se trata apenas de lobos solitários compartilhando com seus amigos. Os piratas comerciais representam uma ameaça dobrada de roubar conteúdo e atrair assinantes com ofertas baratas que imitam serviços legítimos de provedores de TV paga. Geralmente encontrados como aplicativos em dispositivos Android ou mesmo em decodificadores e smart TVs, os serviços piratas podem parecer legítimos para o usuário comum, tornando essa a verdadeira concorrência.

“O problema não está em um tipo de conteúdo especificamente, agora que estamos operando em um mercado consumidor conectado globalmente, onde a Internet pode ser mal utilizada por piratas, com facilidade. A questão é que nem tudo tem o mesmo valor: shows ao vivo e shows premium, obviamente, têm maior valor para os consumidores e, portanto, também para os piratas. Até o sinal aberto está em risco, pois, quando roubados, os piratas podem remover a publicidade ou as restrições de tempo, tudo dentro do que parece ser um serviço conveniente para os assinantes”, afirma o diretor sênior de marketing de produto da Nagra.

Soluções possíveis

Para os piratas casuais, uma mistura de soluções de hardware e software, da tecnologia de criptografia em chipsets a uma abordagem baseada em inteligência, que inclui marcas d'água de conteúdo (watermarking), monitoramento e remoção de serviços infratores (taking down infringing services), pode ser um poderoso instrumento de defesa.

Para os grupos criminosos mais organizados, Pearson aponta a necessidade de ações mais incisivas, com abordagem baseada em inteligência em três frentes:

- Identificar e cortar vazamentos usando tecnologias como marca d'água, que adiciona uma 'assinatura digital' invisível ao conteúdo, permitindo rastrear qualquer redistribuição ilegal;
- Monitorar servidores de streaming e remover quaisquer serviços ilegais com a ajuda de empresas de hospedagem;
- Interromper os serviços piratas, bloqueando o acesso a servidores específicos usados por eles.

“Acreditamos que todas as partes interessadas - proprietários de conteúdo, governos, provedores de serviços e grupos de consumidores - têm um papel a desempenhar na solução do problema da pirataria”, argumenta Pearson.

Segundo o especialista da Nagra, além de criar pacotes inteligentes de produtos que atendem às necessidades dos consumidores, o combate à pirataria deve vir de ações diversas, como investir na educação do consumidor, em uma legislação rigorosa e ágil e em tecnologias antipirataria. Tais medidas, juntas, podem favorecer a criação de um cenário cada vez mais difícil para atuação dos piratas.

Sobre a Nagra

A Nagra, divisão de TV digital do Grupo Kudelski (SIX: KUD.S), fornece soluções de segurança e experiência de tela múltipla para a monetização da mídia digital. A empresa fornece aos provedores de conteúdo e operadoras de DTV em todo o mundo plataformas e aplicativos seguros, abertos e integrados em plataformas de broadcast, banda larga e móvel, permitindo experiências de visualização atraentes e personalizadas. Visite https://dtv.nagra.com/ para mais informações. Siga-nos no Twitter e no LinkedIn.


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