Brasil,

Fluxo de consumidores em lojas cai 3,21% em janeiro, de acordo com Índice de Performance do Varejo

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Indicador da FX Retail Analytics e da F360º traz dados de visitantes e de vendas das lojas físicas brasileiras

São Paulo, fevereiro de 2020 - O primeiro mês do ano tradicionalmente é um período fraco para os varejistas após as vendas de Natal e Ano-Novo. Não à toa, o fluxo de visitantes caiu em janeiro de 2020. É o que mostra o Índice de Performance do Varejo (IPV), realizado em conjunto pela FX Retail Analytics, empresa especializada em monitoramento de fluxo para o varejo, e pela F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas.

No total, as lojas do país registraram uma queda de 3,21% no fluxo de visitantes em janeiro na comparação com o mesmo período de 2019. As cinco regiões tiveram indicadores negativos. O Sudeste e o Centro-Oeste caíram 1,89% e 1,9%, respectivamente. O Sul, por sua vez, registrou -2,78%, enquanto o Norte teve -5,55%, e o Nordeste, -5,72%.

No comparativo com dezembro de 2019, o índice caiu 18,84% em todo o país. A região Sul teve queda de 10,3%, seguida por Sudeste, com -12,11%; Centro-Oeste, -13,29%; e Nordeste, -15,12%. As lojas da região Norte tiveram o pior desempenho, com -18,92%.

“O primeiro mês do ano é marcado por liquidações do varejo brasileiro após o período de festas, motivo ao qual deveria trazer fluxo às lojas físicas. Porém mesmo com esse contexto, o fluxo de janeiro de 2020 caiu de forma generalizada com destaque para o segmento de óticas e utilidades domésticas que caíram respectivamente 3,48 e 3,54. ” Explica Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Entre os segmentos, os melhores desempenhos na comparação com janeiro de 2019 foram de “Eletrônicos” e “Calçados”, que cresceram 2,85% e 2,78%, respectivamente. “Beleza” teve queda de 1,21% e “Moda”, de 1,88%. Já “Ótica” e “Utilidades Domésticas” caíram 3,48% e 3,54%, respectivamente.

Já na comparação com o fluxo de consumidores em dezembro de 2019, todos os segmentos registraram índices negativos. “Moda” teve -8,98%, seguido por “Ótica”, -14,76%; “Eletrônicos”, -15,32%; e “Calçados”, -15,96%. Já “Beleza” teve -18,31% e “Utilidades Domésticas” registrou o pior desempenho, com -20,25%.

Vendas acompanha queda no fluxo de visitantes

Os dados do IPV também mostram que a queda na circulação de consumidores impactou o caixa dos varejistas. Os indicadores de quantidade de vendas e do volume financeiro ficaram negativos tanto na comparação com janeiro de 2019 quanto na comparação com o mês anterior (dezembro de 2019).

No comparativo com o mesmo período de 2019, as lojas brasileiras tiveram um recuo de 1,37% no volume financeiro negociado e de 2,26% no total de vendas. Já em relação a dezembro de 2019, a queda foi maior: -49,03% no volume total e de -50,64% na quantidade de transações realizadas.

“Os dados apenas mostram que o mês de janeiro realmente é o período mais fraco para o varejo nacional em termos de vendas. Após os gastos nas compras de fim de ano, os brasileiros tendem a economizar mais agora, mesmo com a estratégia de liquidação de estoque que muitas marcas adotam”, comenta Henrique Carbonell, sócio-fundador da Finanças 360º.

Fluxo em lojas de shopping também cai

O IPV também traz os dados do Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC), com fluxo de consumidores nos centros de compra. No total, o indicador de janeiro de 2020 caiu 1,64% em todo o país em relação ao mesmo período do ano anterior. A região Sudeste registrou crescimento de 3,09%, enquanto o Sul e o Nordeste caíram 2,1% e 3,82%, respectivamente.

Na comparação com dezembro de 2019, o resultado também não é favorável, com baixa de 20,17% em todo o país. Os shopping centers do Nordeste caíram 14,21% neste período, enquanto o Sudeste registrou -21,4% e o Sul, -26,53%.

“O mês de janeiro naturalmente tende a ser mais fraco para o comércio nacional por conta das festas de fim de ano. É o período em que o consumidor planeja seu orçamento e se prepara para datas especiais no primeiro semestre, como Carnaval e Páscoa”, explica Flávia Pini, CEO da FX Retail Analytics.

Sobre a FX Retail Analytics

A FX Retail Analytics oferece soluções para monitorar e analisar o fluxo do consumidor em todos os ambientes do varejo. Por meio de visão computacional e tecnologia proprietária, a plataforma SaaS da FX possibilita que o lojista tenha total controle dos dados coletados e possa auditá-los a qualquer momento. Além disso, KPIs são entregues em tempo real, baseados em algoritmos e inteligência artificial, sem a interferência de pessoas. Tudo isso visando a que o lojista identifique a ineficiência da operação, melhore o investimento em marketing para aquisição de novos clientes e torne a gestão da equipe de vendas mais dinâmica e eficiente. A empresa faz parte da HiPartners, grupo de empresários investidores focado em empresas inovadoras e com alto potencial de crescimento dentro do conceito de new retail.

Sobre a SBVC

Fundada em 29 de maio de 2014, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) é uma organização sem fins lucrativos, aberta, multissetorial e com atuação complementar às demais entidades de classe do varejo. Sua missão é contribuir para o aumento da competividade do varejo, por meio de conteúdos e estudos de mercado, promovendo networking entre executivos do varejo de todos os segmentos. A entidade tem como objetivo defender os interesses do segmento e promover ações sociais. A SBVC é sustentada por quatro pilares fundamentais: conteúdo, relacionamento, responsabilidade social e apoio técnico.



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