A Desigualdade e o Seguro: Uma Unanimidade Burra
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“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.” – Nelson Rodrigues

“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.” – Nelson Rodrigues
A condição humana está intrinsecamente ligada à busca incessante por causas, que variam desde as mais elevadas e abstratas até as mais concretas e específicas. As causas são os fundamentos que sustentam as nossas ações e pensamentos: a causa da raça, a causa dos direitos individuais, a causa da religião, e também a causa dos corretores de seguros. Cada uma dessas causas, ao moldar a sociedade, dá forma às interações e desigualdades que nela se manifestam.
O crescimento exponencial das empresas de Proteção Veicular tem gerado um impacto profundo em nosso mercado de seguros. Em retrospectiva, é possível afirmar que a falha inicial reside na própria indústria de seguros. Contudo, um movimento reformista, apoiado por entidades como CNSeg, Susep e Fenacor, tomou a iniciativa de corrigir esse erro, apresentando o Projeto de Lei (PL 519/18), que agora depende do Senado Federal. Esta proposta promete benefícios substanciais, especialmente para os consumidores de produtos associativos e de seguros e dos corretores de seguros brasileiros.
Os processos de assistência residencial oferecidos pelas seguradoras demandam aprimoramento significativo. A Porto Seguro destaca-se como um exemplo notável de excelência, tendo revolucionado o setor com sua abordagem inovadora. Sua capacidade de fidelizar segurados através de uma assistência residencial eficiente e bem estruturada estabeleceu um padrão elevado que outras empresas ainda tentam alcançar.
Recentemente, a SUSEP anunciou a suspensão das novas regras de bônus no setor de seguros, uma mudança que gerou considerável debate. No entanto, é crucial que a SUSEP esclareça se essa suspensão abrange também alguns aspectos benéficos dessas novas diretrizes do bônus, que trazem melhorias para os direitos dos consumidores.
A recente decisão da SUSEP, de suspender uma medida que afetava negativamente os direitos dos segurados, levanta uma série de questionamentos. É incompreensível como uma mudança tão significativa pode ser implementada sem a devida consulta aos corretores de seguros, profissionais essenciais no setor. A intervenção da federação dos sindicatos dos corretores foi crucial para a reversão dessa decisão.
As recentes mudanças na regra de bônus representam uma ameaça significativa e um grande prejuízo para os corretores de seguros, configurando-se como uma das maiores afrontas aos direitos adquiridos dos consumidores de seguros. Tais alterações não apenas afetam diretamente os corretores, como também comprometem a proteção dos direitos dos segurados, tornando o cenário mais desafiador para todos os envolvidos.
É frequentemente observado que uma parcela do mercado de seguros parece desconsiderar o segurado como um verdadeiro consumidor de seguros. Tal desconsideração não afeta apenas os segurados, mas também pode repercutir negativamente sobre os corretores de seguros e seus representantes. É relevante relembrar que em recente passado houve julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde o segurado foi reconhecido como um consumidor de seguros, uma questão que será abordada em detalhes em outro momento.
Protágoras ensinava que a verdade seria uma construção humana e não absoluta, com caráter subjetivo. No entanto, a verdade é absoluta, embora o pensamento sobre a percepção da verdade possa ser subjetivo.
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