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Com custos em alta, famílias retomam interesse no carro próprio e em opções sem juros

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Carolina Lara
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Com custos em alta, famílias retomam interesse no carro próprio e em opções sem juros

Alta no preço dos veículos custos fixos mais elevados e crédito restrito levam consumidores a planejar a compra do carro próprio com foco em previsibilidades

O carro próprio voltou a ocupar espaço central no planejamento financeiro das famílias brasileiras diante do encarecimento dos veículos, do aumento de gastos como IPVA, seguro e manutenção e das taxas ainda elevadas do crédito tradicional. Mesmo com um consumo mais cauteloso, dados do setor automotivo indicam que a intenção de compra permanece, impulsionada por modelos de aquisição que dispensam juros, como o consórcio.

Levantamentos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os preços médios dos automóveis novos seguem em patamar elevado após as altas acumuladas nos últimos anos, reflexo de custos industriais, câmbio e ajustes na cadeia produtiva. No mercado de usados, a valorização também persiste, o que encarece a troca de veículo e exige maior organização financeira por parte do consumidor.

Leonardo Baldez, economista e educador financeiro, avalia que a volta do carro ao radar não está associada apenas ao desejo de consumo, mas a uma decisão prática. “O custo de manter a mobilidade sem carro aumentou. Transporte por aplicativo, deslocamentos diários e demandas familiares passaram a pesar mais no orçamento, o que leva muitas famílias a reavaliar a compra do veículo próprio”, afirma.

Pressão de despesas muda a forma de compra

Além do valor de aquisição, as despesas fixas passaram a ter peso decisivo na decisão. O IPVA, concentrado no início do ano, o seguro automotivo, que acompanha o valor dos veículos e a sinistralidade, e os custos de manutenção, impactados por peças e serviços mais caros, ampliaram a cautela dos consumidores.

Nesse contexto, Baldez observa uma mudança clara de comportamento. “Com juros elevados, o financiamento tradicional encarece muito o custo final do carro. O consórcio surge como uma alternativa de planejamento, permitindo diluir o valor sem a incidência de juros”, explica. Segundo ele, a previsibilidade das parcelas se tornou um diferencial relevante.

Consórcio ganha espaço no planejamento familiar

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que o consórcio de veículos mantém crescimento consistente no país, com tickets médios considerados mais acessíveis em relação ao financiamento. O modelo permite a compra de carros novos ou usados, além de motos e utilitários, com prazos mais longos e menor impacto imediato no orçamento.

“O consórcio deixou de ser uma opção distante. Hoje ele é visto como instrumento de organização financeira, especialmente para quem não tem pressa e quer evitar o custo dos juros”, afirma Baldez. Ele destaca que o formato também atrai consumidores mais jovens, que priorizam planejamento em vez de endividamento imediato.

Perfis de aquisição se diversificam

De acordo com o economista, é possível identificar ao menos três perfis predominantes. O primeiro é o de famílias que buscam o primeiro carro, geralmente motivadas por mudanças na rotina ou pelo aumento do custo do transporte diário. O segundo envolve consumidores que planejam a troca do veículo e utilizam o consórcio como forma de organizar a compra. Já o terceiro perfil é formado por pequenas e médias empresas, que recorrem ao modelo para renovar ou ampliar frotas.

“No caso das PMEs, o consórcio funciona como ferramenta de gestão de caixa. A empresa consegue planejar a renovação da frota sem comprometer o capital de giro”, diz.

Planejamento passa a ser o eixo central

Especialistas alertam que, apesar da retomada do interesse pelo carro próprio, a decisão exige uma visão ampla dos custos envolvidos. “Não basta olhar apenas a parcela do consórcio. IPVA, seguro e manutenção precisam estar no planejamento desde o início”, aponta.

Com a perspectiva de manutenção do crédito caro no curto prazo, a tendência é que alternativas sem juros sigam em evidência ao longo de 2026. “O consumidor quer mobilidade, mas sem comprometer a saúde financeira. Esse equilíbrio passou a orientar as decisões”, conclui.

Sobre Leonardo Baldez

Leonardo Baldez Augusto é economista, educador financeiro e consultor empresarial. Formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pós-graduado em Finanças e Estratégias Empresariais pela Faculdade de Gestão e Negócios (FAGEN) da UFU. Com uma trajetória marcada pelo perfil empreendedor, atua transformando estratégias financeiras em resultados através de consultoria empresarial especializada e educação financeira Coordenou o programa de assessoria de crédito da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) até 2009, sendo durante todos os anos consecutivos o maior resultado de aprovação e liberação do Estado de Minas Gerais.

Foi responsável pelo posto avançado do BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal), criador do programa de crédito orientado em parceria com o Banco do Brasil (Sala Ouro) e da Caixa Econômica Federal (Sala Azul). Com vinte e cinco anos de experiência na assessoria de crédito orientando a milhares de empreendedores, fundou em 2009 o ISF Crédito Orientado (Instituto de Solução Financeira), uma entidade nacional de orientação de crédito a micro, pequenas e médias empresas.

Fontes de pesquisa

Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC)


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