Como avaliar o retorno financeiro da IA na sua empresa em 2026
No último ano, apenas 7% das empresas que adotaram IA conseguiram comprovar retorno sobre o investimento e executivos apontam falta de planejamento e governança
Mesmo com a rápida disseminação da inteligência artificial nas estratégias corporativas, a materialização de resultados financeiros ainda é exceção no Brasil. De acordo com um levantamento da Totvs no ano passado, apenas 7% das empresas que já adotaram IA conseguiram comprovar retorno sobre o investimento até o momento. Para a Semantix, deep tech brasileira especializada em dados e inteligência artificial, o principal entrave não está na tecnologia em si, mas na forma como os projetos são estruturados, executados e governados.
“O hype da IA atingiu praticamente todas as organizações, mas poucas estão realmente maduras no tema. Muitos projetos nascem desconectados de objetivos de negócio claros e sem critérios de sucesso definidos. Nesses casos, a inovação vira apenas discurso. Hype não paga as contas, retorno financeiro, sim”, afirma Plínio Martins, CFO da Semantix.
Na tentativa de reduzir essa lacuna entre expectativa e resultado, a empresa passou a adotar uma abordagem baseada em provas de valor de curto prazo. A metodologia prevê ciclos de até 30 dias, com foco em um problema concreto, métricas objetivas como redução de custos ou ganho de produtividade e a entrega de um MVP funcional capaz de demonstrar impacto com dados reais. “O conselho e a alta liderança tomam decisões com base em números. Se o valor não aparece rapidamente, o orçamento não vem”, resume Martins.
Outro ponto recorrente nos projetos que conseguem escalar, segundo o executivo, é o envolvimento direto da alta gestão. Estudos internos indicam que empresas mais avançadas em IA apresentam o dobro de participação de CEOs e diretores em comparação às demais. “Sem patrocínio executivo, iniciativas de IA tendem a ficar restritas a pilotos isolados”, diz.
Essa atuação mais próxima da liderança está ligada a um modelo que combina consultoria estratégica e execução tecnológica, conhecido internamente como “Think + Do”. A proposta é atuar como advisor em IA, cocriando soluções e assumindo compromissos mensuráveis desde o início. “Não se trata apenas de implementar tecnologia, mas de resolver problemas reais do negócio”, afirma Martins.
Governança como pré-requisito
De acordo com a Semantix, a governança deixou de ser uma etapa posterior e passou a integrar o desenho inicial dos projetos. Na empresa, por exemplo, os sistemas são desenvolvidos com princípios de compliance by design, alinhados a padrões como ISO 27001, NIST, OWASP e Cloud Security Alliance. Além disso, possuem a plataforma própria Safetix, voltada ao monitoramento do uso de dados, detecção de desvios e geração de evidências auditáveis — em antecipação a regulações como a LGPD, o PL 2338 e o AI Act europeu.
Alexandre Caramaschi, CMO da companhia, aponta que a próxima onda da transformação digital será marcada pelo avanço de agentes autônomos de IA. “São sistemas capazes de executar processos completos, como prospecção comercial, automação de vendas ou otimização operacional. Em alguns casos, já observamos ganhos de receita entre 7% e 12% e redução de até 50% no tempo de execução de tarefas”, afirma.
Segundo ele, esses ganhos só se sustentam quando acompanhados de controles rigorosos. “Autonomia não significa ausência de controle. É preciso definir limites, registrar decisões, prever reversões e garantir auditoria em tempo real”, explica. No caso da Semantix são adotados frameworks como NIST AI RMF e MITRE ATLAS, além de testes red e blue team, monitoramento contínuo e supervisão humana em etapas críticas.
Fator humano é o principal desafio
Sem mudança cultural, a IA não escala. Os especialistas precisa atuar também na capacitação de lideranças e equipes, com foco em uso responsável da IA, gestão de riscos e desenvolvimento de competências técnicas. “Quando as pessoas compreendem os limites e os benefícios da tecnologia, a adoção deixa de ser baseada no medo e passa a ser consciente”, destaca Caramaschi.
Para os próximos anos, a avaliação da Semantix é que a inteligência artificial deixará de ter um papel apenas operacional e passará a influenciar decisões estratégicas. Com arquiteturas baseadas em agentes, maior pressão regulatória e demanda crescente por transparência e explicabilidade, o desafio das empresas será equilibrar inovação e segurança. “Estamos apenas no início. Quem conseguir conectar IA a valor de negócio, com governança sólida, terá vantagem competitiva no longo prazo”, conclui.
Sobre a Semantix
A Semantix é uma deep tech brasileira fundada em 2010 e referência em soluções data driven para grandes empresas na aplicação de Inteligência Artificial, desde a base de dados até soluções especializadas. Com mais de 300 clientes em 15 países, a Semantix possui produtos que vão desde a integração de APIs até soluções de AI de ponta a ponta para players de setores como finanças, saúde, varejo e telecom. Em 2022, foi a primeira deep tech da América Latina a abrir capital na Nasdaq, sendo reconhecida como uma das pioneiras em AI no Brasil.
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