Era da IA autônoma: como a tecnologia está mudando a estratégia dos negócios
Segundo especialista, empresas deixam a automação operacional para adotar sistemas inteligentes capazes de analisar dados, aprender padrões e apoiar decisões em tempo real
A Inteligência Artificial vive uma nova fase dentro das organizações. Se, nos últimos anos, o foco esteve concentrado na automação de tarefas operacionais, agora o avanço tecnológico aponta para um cenário mais sofisticado: sistemas capazes de atuar com autonomia, interpretar contextos, aprender com dados históricos e apoiar decisões estratégicas em tempo real.
Esse movimento marca uma mudança significativa no papel da IA dentro das empresas. De ferramenta voltada à eficiência operacional, a tecnologia passa a integrar o núcleo das estratégias corporativas, influenciando planejamento, gestão de riscos, experiência do cliente e alocação de recursos. A autonomia, nesse contexto, não significa ausência de supervisão humana, mas a capacidade de sistemas inteligentes realizarem análises complexas, identificarem padrões e recomendarem ações com base em múltiplas variáveis simultâneas.
Estudos globais reforçam esse cenário. Relatórios recentes da McKinsey indicam que mais de 50% das empresas já utilizam algum tipo de Inteligência Artificial em suas operações, e a tendência é que o uso evolua de aplicações pontuais para modelos integrados e orientados a decisões estratégicas. Já as projeções da consultoria PwC estimam que a IA poderá adicionar até US$15,7 trilhões à economia global até 2030, impulsionando ganhos de produtividade, personalização e eficiência operacional.
Nesse contexto, o conceito de autonomia ganha protagonismo. Diferentemente da automação tradicional, que executa tarefas previamente programadas, a IA autônoma consegue ajustar comportamentos, recalibrar processos e adaptar decisões a partir de novas informações. Isso amplia a agilidade organizacional e reduz o tempo de resposta diante de cenários complexos e dinâmicos.
Para Juliana Nunes Liguor, especialista em Tecnologia da Informação, essa transição representa uma mudança estrutural na forma como as empresas utilizam a tecnologia. “Estamos saindo de um modelo em que a IA apenas executa comandos para um cenário em que ela participa ativamente do processo decisório. A autonomia tecnológica permite análises preditivas, simulações de cenários e recomendações estratégicas com base em dados concretos, aumentando a assertividade das decisões”, afirma.
Juliana destaca que, para que essa transformação gere resultados consistentes, é indispensável investir em governança e integração entre áreas. “Não basta implementar ferramentas de IA. É preciso garantir qualidade de dados, segurança da informação, conformidade regulatória e alinhamento com os objetivos do negócio. A autonomia precisa estar sustentada por uma estrutura sólida de governança e por métricas claras de desempenho”, explica.
A mudança também impacta diretamente a cultura corporativa. Empresas que adotam IA autônoma precisam desenvolver equipes capazes de interpretar dados, validar recomendações tecnológicas e atuar de forma colaborativa com sistemas inteligentes. Segundo levantamento do Fórum Econômico Mundial, habilidades relacionadas à análise de dados, pensamento analítico e compreensão tecnológica estão entre as mais demandadas no mercado de trabalho atual, evidenciando a necessidade de requalificação profissional.
Além dos ganhos de eficiência, cresce a preocupação com ética, transparência e responsabilidade no uso da IA. À medida que sistemas passam a influenciar decisões críticas, como concessão de crédito, definição de preços ou priorização de atendimentos, torna-se essencial estabelecer critérios claros de auditoria, rastreabilidade e supervisão humana. Organizações que estruturam esses pilares tendem a fortalecer a confiança de clientes, investidores e parceiros, além de reduzir riscos regulatórios.
A era da autonomia em Inteligência Artificial reforça que a tecnologia deixou de ser apenas suporte operacional para se tornar elemento central na formulação de estratégias corporativas. Em um ambiente de negócios cada vez mais orientado por dados, empresas que compreendem esse movimento e investem em governança, qualificação e visão estratégica saem na frente na construção de vantagem competitiva sustentável.
Sobre Juliana Nunes Liguor:
Juliana Nunes Liguor é especialista em Tecnologia da Informação, FinOps e Governança de TI, com mais de 25 anos de experiência na área, atuando no alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócios. Possui sólida trajetória em projetos de alta complexidade, como migrações de Data Centers, gestão de riscos e transformação digital em grandes instituições, além de ampla atuação em governança, gestão de ativos e indicadores, sendo reconhecida pela liderança de equipes e pelo foco em segurança, eficiência e geração de valor para as organizações.
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