Gestão estratégica da força de trabalho define resultados operacionais no início do ano
Por José Pedro Fernandes*
É natural que o início do ano seja marcado por um recomeço, pois após o fechamento do ciclo anterior, organizações entram em uma primeira fase de reorganização, revisão de processos e redefinição de prioridades. No entanto, para quem lidera operações intensivas em mão de obra, esse recomeço tem um peso muito maior do que o simbólico, porque é nesse momento que decisões sobre dimensionamento, escalas, jornadas e cobertura começam a ser estruturadas, passando a impactar diretamente os custos, a eficiência e a sustentabilidade da operação ao longo de todo o ano.
Na prática, o desempenho anual não é definido apenas no orçamento aprovado ou pelas metas estabelecidas, mas pela capacidade real de execução. Quando demanda e capacidade não estão alinhadas desde o começo, a operação passa a depender de medidas de curto prazo que rapidamente se tornam permanentes. Horas extras deixam de ser pontuais, remanejamentos viram regra e ajustes sucessivos nas escalas passam a ser inevitáveis. O resultado é um modelo que compromete previsibilidade, reduz consistência e cria pressão financeira progressiva ao longo dos meses.
Esse cenário é especialmente relevante no Brasil, onde produtividade ainda representa um desafio estrutural. Uma análise do IBRE da Fundação Getúlio Vargas, com base na série histórica de 1995 a 2024, mostra que os ganhos mais recentes de produtividade por hora trabalhada permanecem limitados. Isso reforça um ponto central para a competitividade das empresas. Resultados sustentáveis dependem menos de intensidade e mais de organização, método, disciplina operacional e gestão de capacidade, sobretudo em ambientes em que pessoas são o principal vetor de entrega.
Ao mesmo tempo, existe um limite humano para a maneira como muitas empresas tentam equilibrar a operação quando a capacidade não foi estruturada adequadamente. Em 2024, o Brasil registrou quase meio milhão de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com alta de 68% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Quando a execução depende da sobrecarga recorrente e correções constantes, o risco deixa de ser financeiro e passa a ser de continuidade, porque a entrega começa a exigir mais do sistema do que ele é capaz de sustentar no longo prazo.
Por isso, o início do ano deve ser tratado como uma janela de governança. Nele, consolidar o desenho do trabalho com controle, calibrar a cobertura a partir da demanda real e estruturar um modelo de execução que não dependa de urgência para funcionar tornam-se prioridades. Mais do que discutir o tamanho do quadro, operações maduras passam a se orientar por outra pergunta estratégica: qual capacidade a organização precisa, em quais horários e com quais competências, para sustentar o nível de serviço esperado com custo previsível e qualidade consistente.
Nesse contexto, soluções de Workforce Management (WFM) assumem um papel decisivo ao conectar planejamento estratégico e execução operacional. O WFM permite transformar dados históricos, variáveis de demanda e regras laborais em previsões de longo prazo, possibilitando que a organização antecipe necessidades, simule cenários e ajuste sua capacidade com precisão. Ao integrar competências, disponibilidade, legislação e objetivos de negócio em um único modelo, o WFM reduz a dependência de correções emergenciais, aumenta a previsibilidade dos custos e cria uma força de trabalho mais equilibrada, produtiva e sustentável ao longo do tempo.
Em termos de gestão, o que diferencia um ano estável de um ano turbulento é a disciplina de estruturar a operação corretamente desde o começo. Em operações intensivas em mão de obra, essa disciplina é um fator de competitividade, porque previsibilidade não é consequência de esforço, mas de resultado de um modelo bem desenhado, monitorado e sustentado ao longo do tempo.
*José Pedro Fernandes é vice-presidente global da SISQUAL® WFM.
Sobre a SISQUAL WFM
A SISQUAL ® WFM é líder de mercado no desenvolvimento de soluções de gestão de força de trabalho (Workforce Management – WFM). Fundada em 1992, no Porto, em Portugal, é uma das principais soluções de RH para o setor do varejo e de saúde a nível mundial. A SISQUAL ® WFM está empenhada em ajudar as empresas a melhorarem a produtividade e a qualidade de vida dos seus colaboradores, cumprindo a legislação laboral local e a cultura interna.
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