Consórcio em 2026: de alternativa de compra a estratégia financeira
Por Tatiana Schuchovsky Reichmann*
O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas para o sistema de consórcios no Brasil. Mais do que recordes numéricos, o que vimos foi uma mudança profunda no comportamento do consumidor brasileiro, uma virada de chave que coloca o planejamento financeiro no centro das decisões de consumo.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), até novembro o setor atingiu números históricos: 4,78 milhões de cotas comercializadas, mais de 12,74 milhões de participantes ativos e um volume de negócios superior a R$ 460 bilhões, representando um crescimento de quase 32% em relação ao ano anterior. Esses resultados não são fruto do acaso. Eles refletem uma transformação estrutural na forma como as pessoas encaram crédito, consumo, investimento e construção patrimonial.
E diante desse cenário, a pergunta que naturalmente surge é: qual é, afinal, o verdadeiro segredo do consórcio?
O maior diferencial está na sua essência. Ele é, antes de tudo, uma poderosa ferramenta de educação financeira. Em um ambiente econômico marcado por juros elevados, endividamento excessivo e decisões impulsivas, o consórcio oferece exatamente o oposto: disciplina, previsibilidade e visão de longo prazo.
Enquanto outras modalidades de crédito dependem diretamente das oscilações da taxa Selic, o consórcio cresce de forma consistente justamente por ser imune a isso. Parcelas versáteis, ausência de juros, prazos personalizados, isenção de IOF e regras claras tornam a modalidade uma aliada natural do planejamento financeiro responsável.
Mais do que viabilizar aquisições, ele estimula um comportamento saudável: o compromisso mensal com um objetivo definido. Assim, o consumidor deixa de “comprar agora e pagar caro” para adotar uma lógica de construção programada. Esse é o ponto-chave que explica por que a modalidade cresce mesmo em cenários econômicos adversos.
Inclusive, essa mudança de mentalidade vem atravessando gerações. Hoje, o consórcio é validado tanto por baby boomers quanto pela Geração Z. Os mais jovens, nativos digitais, têm sido impactados por conteúdos que mostram, de um jeito claro e didático, como decisões financeiras influenciam o futuro. E neste contexto, a modalidade deixou de ser vista como alternativa e passou a ser usada como estratégia.
Ainda existe mercado para crescer?
Os números comprovam que estamos apenas no início de um ciclo de expansão amplo. Segundo a ABAC, desde janeiro de 2022, o total de consorciados ativos cresceu mais de 50%, o que demonstra não apenas aumento nas vendas, mas retenção, recorrência e confiança na modalidade.
Porém, apesar do crescimento expressivo em 2025, a participação do consórcio no mercado ainda é pequena quando comparada a outras opções de crédito. No segmento de veículos leves, por exemplo, a modalidade respondeu por cerca de 9% das aquisições até setembro de 2025, enquanto o financiamento tradicional concentrou mais de 90%. No mercado imobiliário, a participação potencial foi de aproximadamente 24% no mesmo período.
Esses números deixam claro o tamanho da oportunidade. Em alguns segmentos, o produto já está em uma de cada três vendas; em outros, ainda há um amplo espaço para que os consumidores migrem de modalidades caras e imediatistas para uma solução baseada em planejamento e menor custo financeiro.
O que esperar de 2026?
Se 2025 foi o ano da consolidação, 2026 tende a ser o ano da expansão qualificada. As projeções feitas no fim de 2024 não apenas se confirmaram, como foram superadas em vários segmentos. Isso nos dá segurança para projetar um futuro de evolução contínua.
A tendência de aumento do tíquete médio, que já cresceu acima de 30% nos últimos cinco anos, deve se manter, impulsionando o volume total de créditos comercializados e ampliando o impacto positivo do consórcio na economia.
Para 2026, o foco do setor continuará sendo a conscientização financeira e o fortalecimento do produto como instrumento de formação e ampliação patrimonial. A injeção de recursos na economia, que ultrapassou R$ 112 bilhões apenas entre janeiro e novembro de 2025, segundo a ABAC, seguirá como um motor relevante para diversos setores produtivos.
Por fim, o grande desafio, e também a grande oportunidade, será avançar na inovação digital, garantindo uma experiência simples, transparente e acessível para todas as gerações. Isso porque, a modalidade já provou que não é apenas uma alternativa ao crédito tradicional. Ela é, cada vez mais, uma escolha inteligente para quem quer realizar projetos cm planejamento, disciplina e foco em investimento.
* Tatiana Schuchovsky Reichmann é administradora, especializada em gestão empresarial e CEO da Ademicon. Com quase 30 anos de atuação na empresa, lidera atualmente uma equipe de 450 colaboradores e 10 mil consultores de venda em todo o Brasil. Acredita que o consórcio é um meio de democratizar o acesso ao crédito e uma ferramenta de planejamento financeiro.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
https://www.facebook.com/groups/portalnacional/
<::::::::::::::::::::>
IMPORTANTE.: Voce pode replicar este artigo. desde que respeite a Autoria integralmente e a Fonte... www.segs.com.br
<::::::::::::::::::::>
No Segs, sempre todos tem seu direito de resposta, basta nos contatar e sera atendido. - Importante sobre Autoria ou Fonte..: - O Segs atua como intermediario na divulgacao de resumos de noticias (Clipping), atraves de materias, artigos, entrevistas e opinioes. - O conteudo aqui divulgado de forma gratuita, decorrem de informacoes advindas das fontes mencionadas, jamais cabera a responsabilidade pelo seu conteudo ao Segs, tudo que e divulgado e de exclusiva responsabilidade do autor e ou da fonte redatora. - "Acredito que a palavra existe para ser usada em favor do bem. E a inteligencia para nos permitir interpretar os fatos, sem paixao". (Autoria de Lucio Araujo da Cunha) - O Segs, jamais assumira responsabilidade pelo teor, exatidao ou veracidade do conteudo do material divulgado. pois trata-se de uma opiniao exclusiva do autor ou fonte mencionada. - Em caso de controversia, as partes elegem o Foro da Comarca de Santos-SP-Brasil, local oficial da empresa proprietaria do Segs e desde ja renunciam expressamente qualquer outro Foro, por mais privilegiado que seja. O Segs trata-se de uma Ferramenta automatizada e controlada por IP. - "Leia e use esta ferramenta, somente se concordar com todos os TERMOS E CONDICOES DE USO".
<::::::::::::::::::::>

Adicionar comentário