Sete em cada 10 mulheres relatam ansiedade, angústia ou desmotivação frequente, aponta pesquisa
Especialista revela impacto direto da desigualdade de gênero na saúde emocional e na permanência das mulheres nas empresas
A desigualdade de gênero no ambiente corporativo segue produzindo efeitos profundos sobre a saúde, o engajamento e a performance das mulheres no trabalho. É o que mostra o Check-up de Bem-Estar 2025, maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, conduzido pela Vidalink. O estudo analisou dados de 11.600 colaboradores de 250 companhias de grande porte, de diferentes setores.
Segundo o levantamento, sete em cada 10 mulheres relatam ansiedade, angústia ou desmotivação frequente, enquanto entre homens o índice é de 51%. A dupla jornada, vivida por 38% das mulheres, também se destaca e supera em 14 pontos percentuais o índice registrado entre os homens.
“Esse acúmulo de responsabilidades impacta a qualidade de vida e o sentimento de pertencimento das trabalhadoras”, analisa Magali Frare Corrêa, Head de Capital Humano da Vidalink.
Para Taty Nascimento, especialista em liderança inclusiva e LinkedIn Top Voice, os dados revelam um problema estrutural. “Quando a maioria das mulheres relata ansiedade, angústia ou desmotivação, não estamos falando de fragilidade individual, mas de uma falência sistêmica na forma como o trabalho é organizado e liderado. A pergunta não deveria ser o que há de errado com elas, mas o que há de errado com os modelos de gestão”, afirma.
O estudo revela que apenas 21% das mulheres estão satisfeitas com o próprio bem-estar geral. Mesmo assim, são elas que mais buscam apoio: 16% fazem terapia e 18% utilizam medicamentos.
“É um paradoxo, pois mesmo sendo as que mais procuram ajuda, as mulheres continuam enfrentando barreiras estruturais para equilibrar suas responsabilidades e evoluir na carreira. A liderança precisa reconhecer que equidade não é um tema periférico, mas um fator estratégico de saúde organizacional”, destaca Magali.
A desigualdade também se manifesta em momentos específicos da vida. Na fase da menopausa, o impacto se intensifica: 47% das mulheres brasileiras relatam prejuízo profissional devido ao estigma associado ao período, segundo a pesquisa “Experiência e Atitudes na Menopausa”, da empresa farmacêutica Astellas.
Segundo Magali, essa realidade faz com que muitas mulheres recusem promoções, deixem posições ou desacelerem suas carreiras diante da dificuldade de conciliar expectativas profissionais e pessoais. “Para as empresas, o efeito é perda de talentos, maior rotatividade, custos de contratação e interrupção de ciclos de inovação”, acrescenta.
“Modelos tradicionais de performance, que valorizam o esforço teatral e a disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana, são inequitativos por natureza. Eles premiam quem pode terceirizar o cuidado e penalizam quem precisa conciliar carreira com casa, filhos, idosos ou outras responsabilidades, grupo em que as mulheres são maioria”, afirma Taty Nascimento.
Para a especialista em liderança inclusiva, esse cenário exige uma mudança estrutural que substitua a lógica da presença pela lógica do impacto. Enquanto o modelo tradicional se baseia em métricas como horas dedicadas, visibilidade constante e resposta imediata a qualquer horário, o modelo de equidade prioriza resultados e impacto estratégico dentro de uma jornada sustentável, com líderes que protegem o tempo das equipes, incentivam o uso real da licença-paternidade e tratam o bem-estar como métrica de sucesso do time.
“Equidade em performance implica reconhecer que eficiência não é estar disponível o tempo todo, mas entregar com qualidade em um contexto de vida real, especialmente para as mulheres”, complementa Taty.
“As mulheres não deveriam precisar abrir mão do próprio bem-estar ou do crescimento profissional para conciliar múltiplas demandas. Quando isso acontece, o custo humano e o custo organizacional se tornam altos demais. O equilíbrio entre saúde, carreira e vida pessoal é o que garante sustentabilidade humana e engajamento real no ambiente de trabalho”, afirma Magali.
Taty destaca ainda que as lideranças precisam ser treinadas para reconhecer quando a chamada “exaustão de combate” já está instalada, um estado em que a mulher não está apenas cansada, mas lutando diariamente contra o contexto. Entre os principais sinais estão a supercompensação, com aumento excessivo do perfeccionismo; o silêncio e a invisibilidade em discussões estratégicas; a irritabilidade e respostas emocionais desproporcionais; o chamado “presenteísmo”, com falhas de memória e dificuldade de foco; e a recusa em desconectar, com resistência a tirar folgas ou férias.
“Tenho visto, na prática, que quando gestores promovem segurança psicológica para endereçar esses desafios, as equipes se tornam mais abertas, colaborativas e produtivas. Esse é um investimento que retorna rapidamente ao negócio”, relata Magali.
A executiva da Vidalink recomenda que a equidade de gênero não seja tratada como meta abstrata, mas como prática diária integrada à cultura organizacional. “Os dados deixam claro que as mulheres estão mais sobrecarregadas e menos satisfeitas com o próprio bem-estar. Reconhecer essa realidade é responsabilidade da liderança. Mas transformar esse reconhecimento em ação é o que diferencia empresas que cuidam de suas pessoas daquelas que apenas falam sobre cuidado”, reforça.
Para gerar equidade de forma concreta, Taty Nascimento aponta competências que fazem diferença imediata no ambiente de trabalho, como escuta ativa e conversas individuais de qualidade, leitura de contexto e capacidade de adaptar regras, distribuição justa de carga e oportunidades, feedback sem viés com foco em desenvolvimento e intervenção efetiva diante de microagressões e problemas de clima.
“Se os dados mostram que as mulheres seguem mais sobrecarregadas, mais adoecidas e mais expostas a microagressões e assédio, é preciso mudar a forma de gerir pessoas e de cobrar resultados das lideranças. Isso passa por colocar a equidade de gênero dentro das regras, responsabilizar gestores pelos efeitos da sua gestão, tratar o bem-estar como parte da infraestrutura do trabalho e garantir transparência com planos de ação contínuos”, conclui Taty.
Sobre a Vidalink
A Vidalink é a maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil e pioneira ao oferecer um plano de medicamentos para colaboradores, com cobertura nacional e 100% digital. Por meio de um aplicativo único, integra saúde física e mental, promovendo bem-estar 360º.
O plano de medicamentos funciona como um aumento salarial indireto, com custo até 85% menor para a empresa do que repassar o mesmo valor na folha. Para o colaborador, oferece experiência descomplicada e segura com sistema antifraude. A Vidalink também disponibiliza segurança para a empresa com 100% de auditoria das receitas e ferramentas como o Portal Empresas, o Dashboard Médico e o Check-up de Bem-Estar, que apoiam o RH na gestão e análise dos dados de uso.
Com mais de 25 anos de mercado, atende mais de 850 empresas e 4 milhões de usuários. Grandes marcas como Apple, iFood, Johnson & Johnson, Pirelli, Ipiranga, Tim, Vivo e Warner Bros já utilizam os benefícios da Vidalink no ambiente de trabalho.
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