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Golpe do seguro leva polícia a investigar crime inexistente e pode resultar em prisão

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Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba (DFRV) visitaram Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS) para ampliar troca de informações sobre casos suspeitos.

Os índices de furtos e roubos de veículos vêm apresentando queda nos últimos anos em Curitiba e no Paraná, reflexo do trabalho integrado das forças de segurança pública. Mas além dos desafios naturais do combate ao crime com limitação de pessoal e de recursos, a Polícia Civil do estado tem observado um problema que desvirtua o esforço de investigação e repressão: recorrentes registros de boletins de ocorrências de furtos e roubos que notadamente não existiram, apenas para tentar obter a indenização do seguro.

Para discutir formas de enfrentar esse tipo de fraude, a delegada titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba, Anna Polodetto, e o delegado superintendente, Rodrigo dos Santos, visitaram na última segunda-feira (02/03) a sede do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS). O objetivo foi ampliar o diálogo entre polícia e seguradoras para melhorar a identificação de casos suspeitos de golpe do seguro.

“As vezes já no relato da ocorrência percebemos inconsistências, mas em regra, o boletim instaura uma investigação. O falso comunicado de furto e roubo faz com que a Polícia Civil tenha a sua atuação desviada da sua verdadeira função para estar fazendo investigações que sabemos que são infrutíferas, tendo em vista que esse crime nunca aconteceu".

A delegada explicou que em alguns casos, apesar de fortes indícios de fraude, não é possível comprovar. "Por isso estamos tentando esse contato com o sindicato para que, quando houver uma certa suspeita, nós possamos contar com as informações e apoio das seguradoras para verificar se realmente aquele crime existiu, ou trata-se de estelionato”, explicou.

De acordo com a delegada, normalmente a pessoa simula uma situação de furto ou roubo veicular para receber o pagamento, em outros casos, vende o carro como "piseira" (veículo sem documento), relata uma ocorrência fictícia e ainda aciona o seguro, gerando um duplo enriquecimento ilícito.

Caso seja comprovada a fraude, se a seguradora não fez a indenização o autor responde por falsa comunicação de crime com pena de detenção de um a seis meses ou multa. Caso a seguradora tenha pago a indenização, o responsável incorre em estelionato consumado com pena de reclusão, de 4 a 8 anos, e multa.

A ideia é que, quando houver indícios ou suspeitas levantadas durante investigações, mesmo que não haja provas suficientes para caracterizar crime, essas informações possam ser compartilhadas com as seguradoras. Assim, as companhias podem aprofundar a análise do caso e decidir pelas providências cabíveis, como a negativa de cobertura ou eventual encaminhamento de denúncia. A delegada explicou que para instaurar o inquérito para investigação do estelionato precisa da denúncia pela seguradora.

Estiveram representando o Sindseg PR/MS na reunião, o diretor executivo Ramiro Dias, o conselheiro suplente Adilson Dorascenz e o coordenador da Comissão de Seguros de Automóveis Alexandre Dubiella. Eles explicaram que a situação não impacta apenas o resultado das companhias, mas principalmente o bolso do consumidor na medida em que o seguro é reajustada conforme aumenta a sinistralidade.

"As seguradoras tem total interesse em aumentar a interlocução com a polícia para combater esse tipo de crime que encarece o seguro. Observando logicamente as diretrizes do novo marco legal do setor e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vamos procurar ampliar e facilitar os canais de troca de informações e compartilhamento de casos suspeitos", afirmou Dubiella.

Queda nos furtos e roubos de veículos

Apesar da preocupação com as fraudes, a delegada ressalta que o cenário geral de criminalidade envolvendo veículos tem apresentado melhora nos últimos anos.

No Paraná de 2023 para 2024 o total de furtos e roubos diminuiu 14,35%, e de 2024 para 2025, nova queda de 20,71%. Segundo dados levantados pela Fenseg com as secretarias estaduais de segurança pública, de janeiro a novembro de 2025, no Paraná, foram furtados ou roubados 9.952 e recuperados 6.191, índice de recuperação de 62,21%.

Levando em consideração apenas Curitiba foram 1.875 furtos e 211 roubos de veículos em 2025. O total representa queda de 39% em relação a 2024, quando houve mais de 3 mil casos, e consolida o menor índice dos últimos cinco anos. O bairro com maior número de registros é o Centro, que concentrou 142 furtos e 12 roubos de veículos em 2025. Em seguida aparecem a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e o Sítio Cercado, ambos com 123 ocorrências, em sua maioria furtos.

“Nós vimos uma franca queda nos índices de furtos e roubos veiculares, tanto em Curitiba quanto no Paraná. Isso traduz o trabalho da segurança pública como um todo nesse combate aos crimes patrimoniais.” Segundo ela, os resultados são fruto da atuação integrada de diferentes instituições. “É uma atuação conjunta da Polícia Militar, da Polícia Civil, das Guardas Municipais e da Polícia Rodoviária Federal, que estão unidas nesse propósito.”

Apesar da redução nos furtos e roubos, as indenizações no seguro auto subiram 7,4% no Paraná enquanto a arrecadação aumentou 4,7% de janeiro a novembro de 2025, segundo dados da Revista Conjuntura CNseg.

Mais policiais x legislação branda

A boa notícia é que a delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba recebeu reforço em seu efetivo essa semana, com 3 delegados e 10 policiais entrando em atividade. Além disso a carceragem da delegacia que historicamente permanecia abarrotada de presos em função da superlotação do sistema prisional, atualmente encontra-se praticamente esvaziada, permitindo que os policiais foquem em sua atividade precípua.

Por outro lado, legislação atual dispõe de uma série de institutos despenalizadores, como a progressão de regime e o livramento condicional. De acordo com os delegados responsáveis pelo combate aos furtos e roubos de veículos na capital, quando conseguem prender uma quadrilha especializada, passados em média 8 meses de cumprimento de pena, os bandidos já estão circulando novamente.

Tipos de veículos mais visados

De acordo com a Polícia Civil, os veículos furtados ou roubados atualmente costumam se enquadrar em três principais perfis: motocicletas, carros mais antigos e veículos mais novos de valor intermediário.

"As motos frequentemente são levadas para a região metropolitana de Curitiba, onde têm os sinais identificadores alterados antes de serem revendidas. Já os carros mais antigos costumam ser clonados e comercializados em plataformas digitais. Os veículos mais novos, por sua vez, são frequentemente desmontados para venda ilegal de peças", disse a delegada.


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