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Autônomos buscam alternativas para se adaptarem ao novo normal

Autônomos buscam alternativas para se adaptarem ao novo normal

Muito afetados pela pandemia e "invisíveis" aos incentivos do governo, autônomos buscam alternativas para se adaptarem ao novo normal. Respeitando as medidas de isolamento social, profissionais tradicionais recorrem aos videoatendimentos online para manter clientes ativos e até aumentar sua clientela.

O profissional deve preparar seu atendimento online com o mesmo carinho que teria se estivesse abrindo um novo escritório.

Após 3 meses de confinamento e isolamento social, as pessoas começam a se adaptar e a se preparar para um mundo totalmente novo. O chamado novo normal ainda não tem forma, mas já começa a apresentar algumas de suas cartas.

Um dos grupos de profissionais mais afetados pelo isolamento social foi o de prestadores de serviços autônomos. O grupo — que vem crescendo significativamente desde a crise de 2015 — não conta com o suporte de grandes empresas para manutenção de salários e benefícios.

Profissionais da saúde (exceto aqueles trabalhando diretamente no combate à Covid-19), professores particulares e consultores em geral convivem diariamente com a incerteza da demanda variável, e em tempos de corona a variação foi pra baixo, e muito.

O administrador Marcelo Sentra, de 40 anos, que começou a dar aulas de violão em seu estúdio e na casa dos alunos, há 15 anos, jamais imaginou que enfrentaria um confinamento como agora, por conta da pandemia do novo coronavírus. Acostumado a atender seus alunos em um cômodo de seu apartamento na zona sul do Rio de Janeiro, ele disse ter se desesperado quando a maioria dos alunos avisou que não daria continuidade às aulas durante a quarentena. "Eu não podia receber as pessoas em casa e nem tinha como ir até elas, então a situação ficou bem complicada, até eu me adaptar… foi difícil, perdi alguns clientes.”

Maurília Gutierrez, coach de relacionamentos de 33 anos, também precisou se adaptar. Quando não pode mais fazer os encontros presenciais em seu escritório, ela aproveitou o grupo de alunos no WhatsApp para montar programas online. “É claro que as pessoas têm de ficar em casa, tudo bem, mas a demanda existe não posso abrir mão desse dinheiro.”

Os entrevistados não têm salários fixos, não contam com auxílios ou benefícios como os celetistas ou servidores públicos. Por outro lado, suas rendas e patrimônio não se encaixam na faixa abrangida pelo auxílio emergencial do governo federal.

A esperança digital

Felizmente para esses profissionais, nem tudo está perdido. Há 20 anos não seria possível trabalhar remotamente, não é possível imaginar um psicólogo realizando suas sessões por telefone. Também não é factível que uma nutricionista fizesse o acompanhamento à distância de seus clientes por carta, enviando novas dietas pelo correio toda semana.

A tecnologia já evoluiu o suficiente para que as pessoas pudessem se comunicar de modo eficiente. Mesmo à distância, basta um pouco de habilidade e ferramentas certas. Chamadas de vídeo são cada vez mais comuns e estão disponíveis mesmo com internet móvel ou com baixa velocidade.

Segundo Thiago Haddad, CEO da startup especializada em videoatendimentos profissionais NuVidio, “coaches, consultores, professores particulares, psicólogos e muitos outros se viram perdidos em um mundo digital, à procura de meios de continuar seu trabalho. A grande questão para esses profissionais é: como manter a qualidade do atendimento prestado utilizando ferramentas online?”

Haddad ressalta que a mudança para o mundo digital é simples, mas demanda alguma adaptação. “Um bom computador com câmera, internet estável e programas especializados são importantes para que o serviço possa ser bem prestado. O profissional deve preparar seu atendimento online com o mesmo carinho que teria se estivesse abrindo um novo escritório. Deve pensar na localização, no ambiente, na segurança e nos processos de atendimento”.

"Não basta publicar um post"

Outra dificuldade apontada se refere à divulgação dos serviços. As pessoas estão isoladas em suas casas, e podem não se lembrar de procurar serviços não essenciais. É preciso comunicar a mudança, avisar os clientes antigos e se apresentar para possíveis novos clientes “virtuais”.

"Não é tão fácil vender seu serviço pela internet, não adianta você postar uma foto assim: 'atendo online'. Tem que se jogar, avisar os amigos e família, dar um jeito de aparecer no Google. Online você está disputando espaço com todo mundo, sabe?", conta Valéria Fernandes, 47, nutricionista de São Paulo, que trabalhava no consultório e agora faz os atendimentos via WhatsApp.

Nem tudo são pedras

Apesar das dificuldades apresentadas, trabalhar de casa tem muitos benefícios, entre eles: diminuição das despesas à medida que se reduz os espaços físicos de escritórios localizados, por exemplo, em regiões caras; maior produtividade, considerando uma jornada de 8 horas di­árias e que grande parte tempo se passa em deslocamento; bônus do bem-estar, com ambiente de trabalho agradável e flexível; maior conexão com a família, possibilidade de acompanhar o crescimento dos filhos, en­tre outros fatores.

A adaptação online pode inclusive aumentar a receita desses profissionais, com a ampliação da área de atuação, já que é possível atender qualquer pessoa do país desde que haja internet disponível. “Um relato comum entre nossos clientes na NuVidio é que antes eles tinham milhares de seguidores mas poucos clientes. Atendendo online eles conseguem monetizar a influência que eles têm nas redes sociais. Já tivemos casos de profissional que aumentou em mais de 100% seu faturamento em relação ao atendimento presencial”, complementa Haddad.


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