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A chave para a saúde plena e para lutar contra micróbios

  • Sexta, 20 Março 2020 11:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Monica Coronel
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Poder imunológico

 

O sistema imunológico é uma coleção de órgãos, tecidos e células que trabalham juntos para proteger o corpo de diversas doenças, principalmente as causadas por micróbios patogênicos (bactérias, vírus, parasitas e fungos). As células imunes são a primeira linha de defesa no combate a doenças, e ficam depositas em diversos órgãos (timo, baço, amígdalas, medula óssea, intestino e outros) ou circulando pelo sangue, esperando o sinal para iniciar a batalha. Quanto mais competente o sistema imunológico, maior a velocidade de resposta às agressões por micróbios, e menor a chance de ficar doente.

O que baixa a imunidade?

Ingerir comida processada com frequência, não comer alimentos frescos e hortifruti nas quantidades indicadas, fumar e beber em excesso, não praticar atividade física, dormir mal, excesso de estresse, uso de medicamentos de forma crônica, doenças como diabetes, problemas cardíacos e pulmonares, colites, câncer, HIV, etc.

O que aumenta a imunidade?

1 – melhorar a saúde intestinal: a parede do intestino secreta anticorpos e contém células que reconhecem e destroem micróbios patogênicos. A microbiota (flora intestinal) compreende trilhões de bactérias diretamente ligadas à imunocompetência. Consumir alimentos fermentados (como iogurte, kefir, kombucha, chucrute), ajuda a fortalecer as boas bactérias do intestino. Tomar cápsulas de probióticos (lactobacilos e bifidobactérias) é outra forma de modular a microbiota e a imunidade.

2 – evitar alimentos processados e fast food: são ricos em conservantes, gorduras trans, sódio, açúcares e excesso de calorias. Estudos mostram que este tipo de comida aumenta a inflamação no corpo, reduz o controle de infecções, aumenta a ocorrência de câncer, doenças alérgicas e autoimunes, além de alterar a microbiota intestinal, diminuindo a capacidade imunológica. Comer frutas, legumes, oleaginosas, proteínas, grãos integrais e feijões fornece nutrientes essenciais para a boa saúde geral e a imunidade em especial. Alho, limão, cúrcuma, gengibre, frutas vermelhas (berries) são alguns alimentos que não podem faltar no cardápio diário.

3 – Checar os níveis de vitaminas e minerais no corpo. Vitaminas D, C, A, E, selênio, zinco e outros estão intimamente ligados à produção de células imunes: elas se dividem e se reproduzem velozmente, e precisam de grandes quantidades de vitaminas e minerais para este processo. Destes nutrientes, provavelmente a vitamina D é a mais importante de todas. Pessoas com infecções crônicas e baixa imunidade costumam ter níveis muito baixos de D3. É importante fazer a suplementação com multivitamínicos e multiminerais, de preferência com orientação médica para saber a necessidade específica de cada um.

4 – Usar própolis com um pouco de mel. Há cerca de 70.000 estudos sobre própolis e sua notável ação terapêutica: imunoestimulante, antioxidante, anti-inflamatório, antiviral, antifúngico e antibiótico. Pesquisas publicadas em diversas revistas científicas evidenciam que própolis contém proteínas e compostos com capacidade de alterar e regular o sistema imunológico, além dos benefícios antibacteriano e antiviral. Própolis ativa os passos iniciais da resposta imune estimulando receptores específicos e a produção de citocinas, um tipo de molécula que modula os mecanismos da imunidade.

5 – Estresse crônico aumenta a produção de cortisol, o que causa forte diminuição na capacidade imunológica. Estresse reduz a produção de leucócitos e de imunoglobulinas tipo A (IgA), ligadas à saúde de mucosas, como as do aparelho respiratório e gastrointestinal. Administrar o estresse não é uma tarefa fácil, mas é necessário para melhorar a imunocompetência. Caminhar na natureza, tomar sol, praticar exercícios físicos, ouvir música, meditar, namorar, passear, ler ou dedicar um tempo para relaxar em paz, há muitas formas de reduzir o estresse.

6 – Dormir bem é essencial para a imunidade. Durante o sono o corpo produz citocinas anti-inflamatórias e com capacidade de lutar contra micróbios. O adulto precisa em média de 7 a 8 horas de sono. Ir dormir mais cedo (desligue o celular!) faz parte da construção da imunocompetência.

Dra. Tamara Mazaracki

CRM 52 301716

Especialista em Nutrologia

Membro da ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia


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