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Varejo acumula 3º mês de queda

  • Quinta, 09 Dezembro 2021 07:47
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Veronica Mendes
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Marco A. Caruso | Lisandra Barbero | Eduardo Vilarim

Após contração de 3,3% no terceiro trimestre do ano, o comércio varejista brasileiro desacelerou 7,1% na comparação interanual de outubro, o equivalente a uma contração de 0,1% em relação ao mês anterior, na série livre de efeitos sazonais. Na série ampliada, que leva em consideração também os setores automobilístico e de construção civil, as quedas foram de 7,1% a/a e 0,9% m/m, também abaixo tanto das nossas expectativas (-6,4% a/a) quanto do consenso de mercado (-6,1% a/a).

A perda de ímpeto foi disseminada, com todos os setores contraindo na margem à exceção de tecidos, equipamentos de informática e outros artigos de uso pessoal. Entendemos que o comércio varejista reflete majoritariamente problemas relacionados à inflação elevada e, em menor grau, à redução de crédito à pessoa física, que vem desacelerando desde agosto desse ano.

Detalhes

O resultado do comércio varejista de outubro foi puxado principalmente pela queda do volume de vendas dos combustíveis e lubrificantes, supermercados, veículos, materiais de construção e móveis e eletrodomésticos, prejudicados pela alta da inflação (o IPCA de outubro registrou alta de 1,25% com alimentação e combustíveis avançando 1,17% e 3,21%, respectivamente). Por outro lado, surpreenderam positivamente as altas dos setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (5,6% m/m), tecidos e vestuário (0,6%) e outros artigos de uso pessoal (1,4%).

Olhando pelos grandes grupos, tantos as vendas correlacionadas com renda e quanto aquelas ligadas ao crédito tiveram desempenho negativo. Os artigos duráveis cederam 0,70% no mês, com não duráveis recuando 0,25%. Diferentemente, os semiduráveis (como vestuário) subiram 1,4% em outubro depois de ter desacelerado 2,1% no mês anterior.

Fazendo um paralelo entre o varejo e o mercado de trabalho, o impacto negativo sobre as vendas causado pela inflação tem compensado a melhora do emprego. De fato, temos visto uma estabilidade da massa de renda real, com o poder de compra da população sendo reduzido pelo aumento de preços mesmo com o avanço da população ocupada.

O resultado divergente entre as quedas nas vendas da construção civil versus a alta na produção de bens de capital e de insumos típicos da construção civil traz incertezas sobre a performance futura da formação bruta de capital fixo. Considerando a elevação dos juros e as incertezas do cenário econômico, os investimentos devem seguir perdendo momentum nos próximos meses.

Olhando à frente, entendemos que a atividade econômica deve continuar se recuperando de forma heterogênea, com a indústria ainda fragilizada pela falta de insumos e o comércio perdendo tração em meio a alta inflacionária. Os resultados de outubro trazem um viés negativo para as nossas projeções de crescimento, hoje em 0,2% e 4,8% no quarto trimestre e em 2021, respectivamente. Os resultados do setor de serviços, a serem divulgados na próxima semana, serão fundamentais para definir o ritmo do PIB nesse trimestre.

Obs.: A polaridade de curto prazo é positiva quando a performance mensal é superior à performance média dos três últimos meses e negativa quando contrário. A polaridade de longo prazo é positiva quando a performance mensal é superior à performance média dos últimos 12 meses e negativa quando contrário.


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