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Reabertura das escolas poderia ter sido planejada no primeiro momento da flexibilização, dizem infectologistas

  • Segunda, 05 Outubro 2020 11:23
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafael Teixeira
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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Esta semana, o Centro de Estudos da Casa de Saúde São José (CSSJ), do Rio de Janeiro, realizou mais uma edição da Sessão Clínica On-line, série de encontros virtuais entre médicos para debaterem assuntos em alta na área da saúde, no contexto da pandemia. Com o tema “Afinal, é o momento de reabrirmos as escolas?”, especialistas da saúde e cerca de cem participantes debateram os impactos do isolamento social na educação das nossas crianças.

Uma pesquisa recente do Ibope, encomendada pelo jornal O Globo, demonstrou que 72% dos entrevistados acreditam que as aulas presenciais devem retornar somente quando houver vacina disponível contra a Covid-19.

No entanto, o mediador do encontro, o intensivista e coordenador do Centro de Estudos da CSSJ, Dr. Guilherme Penna, lembrou que, também nesta semana, os estudos com vacina de Oxford, uma das mais promissoras do mundo, foram suspensos temporariamente por possível reação adversa. “Além disso, nem a Sociedade Brasileira de Pediatria e nem a de Infectologia têm um posicionamento formal sobre o tema, o que demonstra que a questão é complexa e polêmica mesmo entre os especialistas”, afirmou o médico.

Para o infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da CSSJ, Dr. Vitor Martins, não há evidências no mundo de que o fechamento das escolas auxilie na contenção da pandemia. “A maioria dos dados que usamos até agora decorrem da experiência com o vírus da gripe, o Influenza. Mas há muitas diferenças entre ele e o novo coronavírus com relação à transmissibilidade, patogenicidade e, principalmente, a gravidade dos sintomas em crianças”, disse o especialista.

Segundo ele, as sociedades alemã e americana de pediatria já concluíram que os pequenos têm um papel secundário na cadeia de transmissão da Covid-19, e estudos feitos em “cluster familiares” pelo mundo, ou seja, quando todas as pessoas de uma casa contraem o vírus ao mesmo tempo, a criança foi o caso primário apenas entre 5 e 10% das vezes.

Já para o infectologista e epidemiologista do Departamento de Medicina da PUC-Rio, Dr. Bruno Scarpellini, flexibilizar o isolamento social é fazer gestão de riscos, e eles podem ser mitigados, mas não evitados completamente. “Para reabrir escolas, não podemos usar apenas questionário de sintomas e aferição de temperatura, como foi feito para reabrir bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais. Seria essencial uma estratégia de testagem em massa da população e acompanhamento diário de sintomas das famílias, coisa que o Brasil não fez”, afirmou.

De acordo com o médico, a decisão de reabrir não é apenas multidisciplinar na área da saúde, e sim multifatorial – ela deve incluir aspectos econômicos, sociais, psicológicos e também as particularidades das redes de ensino pública e privada brasileiras. Os especialistas lembraram que, no Brasil, cerca de 50 milhões de crianças e adolescentes estão longe presencialmente das escolas há quase 200 dias, enquanto na França, por exemplo, esse período foi de apenas 56 dias. Na Alemanha, foram 68 dias, e nos vizinhos do Uruguai, 93 dias.

A Sessão Clínica On-line, do Centro de Estudos da Casa de Saúde São José, acontece todas as terças-feiras, às 20h.

SOBRE A CASA DE SAÚDE SÃO JOSÉ

Com quase 100 anos de história, a Casa de Saúde São José (CSSJ) se estabeleceu no Humaitá, coração da Zona Sul do Rio de Janeiro, como um hospital de excelência, com mais de 30 especialidades, primando sempre pelo acolhimento e atendimento humanizado de seus pacientes. Cerca de 4800 médicos estão cadastrados no hospital. Toda a assistência aos pacientes e seus acompanhantes é realizada por uma equipe de 1,7 mil colaboradores. Além do corpo médico altamente qualificado, a CSSJ recebe cirurgiões renomados para procedimentos diversos, contando com enfermeiros e assistentes treinados para emergências e cirurgias de rotina. Por ano, o hospital soma aproximadamente 13 mil internações e 12 mil cirurgias nas mais diversas especialidades. A instituição conta com 209 leitos – sendo 50 de Unidades de Tratamento Intensivo. O Pronto Atendimento 24 horas oferece Clínica Geral, Cardiologia, Ortopedia, Neurologia, Neurocirurgia, Onco-hematologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Torácica e de Cabeça e Pescoço. 


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