Pesquisa aponta escassez de líderes nas empresas brasileiras
Realidade também foi atestada para Goiás. Especialista explica que carência é um efeito colateral da cultura de as empresas entenderem, por muitos anos, que somente as habilidades técnicas eram importantes para se promover gestores
Três a cada cinco empresas brasileiras (57%) definiram como prioridade número um em 2026 promover o desenvolvimento de lideranças para gerir seus negócios. É o que apontou o 8º Relatório em Gestão de Pessoas do Great Place to Work® Brasil, divulgado no início deste ano, depois de ouvir 1350 executivos e gestores de 12 estados brasileiros e do Distrito Federal - entre eles está Goiás. As entrevistas foram realizadas em novembro e dezembro de 2025 e incluíram também a participação de 227 pessoas de países da América Latina. No total, foram 1577 participantes.
A pesquisa também aponta que o desenvolvimento de lideranças é a prioridade em todos os segmentos da economia pesquisados: agronegócio, alimentação, atacado e varejo, construção e infraestrutura, consultoria e treinamentos, educação e ensino, energia, financeiro, indústria, jurídico, saúde, serviços, tecnologia, transporte e logística, saúde e lazer. No recorte das prioridades por estado, a Bahia foi único que não considerou esta necessidade como prioritária.
O consultor em gestão e em desenvolvimento humano Rubens Berredo, considera que a falta de líderes é um efeito colateral de as empresas promoverem, ao longo dos anos, a liderança para aqueles que tinham uma boa produtividade, domínio técnico e/ou tempo de casa. “Durante anos, elas formaram excelentes gestores técnicos, não líderes", diz ele, que acumula 40 mil pessoas em treinamentos de liderança, gestão e desenvolvimento humano ao longo de 25 anos de carreira.
Autor do livro Liderança como Estilo de Vida (Editora Kelp), com lançamento previsto para maio, ele avalia que as empresas deixaram de observar as verdadeiras habilidades de um líder, que se tornaram essenciais especialmente com a chegada das novas gerações ao mercado, que trabalham por propósito. “Somente um líder tem capacidade real de conduzir, mobilizar e engajar as pessoas para alcançarem resultados acima da média", diz.
Ele lembra que nenhuma empresa cresce de forma sustentável apenas com processos, metas e tecnologia, mas com pessoas engajadas, confiantes e felizes no ambiente de trabalho. “O líder é o elo que conecta estratégia à execução e pessoas a resultados", define.
Afinal, o vem a ser um líder?
Por outro lado, Berredo observa que há uma distorção dos próprios profissionais em relação ao que vem a ser liderança. Em sua passagem por mais de 350 empresas para ministrar treinamentos e mentorias, ele percebeu que a maioria acha que vai se tornar líder quando assumir um cargo de chefia, enquanto o cargo não cria o líder; apenas revela o que ele já é.
“Este é um erro brutal pois liderança não é uma posição, mas uma postura diante da vida. É um jeito de pensar, agir e se posicionar. A gente sempre levará para o trabalho aquilo que é na vida: atitudes que inspiram, valores que sustentam e ações que geram impacto”, define. “Liderança não é o que você faz quando assume um cargo.É quem você se torna antes de chegar lá", complementa.
Rubens Berredo explica que a jornada do verdadeiro líder começa muito antes de ele assumir qualquer função organizacional, sendo a família o primeiro campo de prova do caráter e o maior laboratório de desenvolvimento humano. “É no lar que se aprende a servir, influenciar, resolver conflitos com empatia e manter a palavra", define.
Dá para desenvolver a liderança?
Se a liderança reflete valores e comportamentos aprendidos em casa ainda quando crianças e adolescentes, dá para aprender a ser líder depois de adulto? Sim, define Rubens Berredo. “Mas existe uma condição: será necessário reconstruir o alicerce que não foi formado antes. A liderança não é um talento inato. Ela é uma competência desenvolvível, desde que haja intenção, método e consistência", diz.
Berredo diz que o ponto de virada é uma mudança de mentalidade, de mudanças que comecem por dentro, construindo uma identidade, não apenas habilidade”, diz ele. A credibilidade é o grande alicerce liderança e, para alcançá-la, o especialista desenvolveu os sete princípios que constróem a credibilidade de um líder, os quais ele aborda com profundidade em seu livro: coerência entre palavras e ações, decisões baseadas em fatos, respeito aos compromissos assumidos, posicionamento com assertividade, equilíbrio emocional, atuação baseada na ética, energia e maturidade pessoal.
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