Seguro rural avança com crescimento de 51% em insurtechs do agro
Picsel encerra 2025 em alta após estruturar expansão com aporte de R$ 5 milhões e mira um mercado que ainda projeta crescer 2,3% e mantém 80% dos produtores sem seguro
Em um setor marcado por baixa digitalização, elevada volatilidade financeira e dificuldade de escala, uma insurtech brasileira vem crescendo acima da média e se preparando para um novo ciclo de expansão. A Picsel, especializada em seguros agrícolas, encerrou 2025 com crescimento de 51% no faturamento, após estruturar sua operação com um aporte de R$ 5 milhões recebido no início de 2025, e inicia o ano com foco em ampliar o uso da tecnologia para destravar o seguro rural no país.
O movimento ocorre em um momento em que o mercado de seguros agrícolas no Brasil projeta crescimento de 2,3% em 2026, segundo estimativas da Fenseg, com um volume de negócios de aproximadamente R$ 3,57 bilhões. Apesar da relevância do setor, entraves estruturais seguem limitando sua expansão, como a dificuldade de customização de produtos em escala, precificação individualizada de risco, processos manuais e o longo tempo necessário para análise e contratação das apólices.
Essas barreiras ajudam a explicar por que, de acordo com a Fenseg, cerca de 90% dos agricultores brasileiros ainda não contam com qualquer tipo de seguro. A baixa cobertura pode ser atribuída a questões de política agrícola, por exemplo, a cortes e contingenciamentos do orçamento do Programa de Subvenção do Governo Federal, e também, de entraves do próprio mercado. Podemos citar a baixa aderência dos produtos as necessidades dos produtores rurais em algumas regiões, histórico limitado de dados e baixo uso de soluções “embedadas” na jornada de crédito, o que restringe o acesso, especialmente entre pequenos e médios agricultores.
É nesse contexto que a estratégia da Picsel se posiciona. Ao longo do último ano, a empresa investiu no desenvolvimento de um conjunto de soluções, que vão desde a oferta de dados e inteligência via APIs às Cias Seguradoras, uma plataforma completa voltada a jornada do seguro, já com oferta personalizada de seguros agrícolas em escala, com foco na análise de risco por talhão e no cruzamento de dados climáticos, produtivos e históricos, até o modelo de brokertech, em que a Picsel origina os canais de distribuição usando sua tecnologia. A proposta é ampliar o seguro agrícola no segmento do agronegócio, com produtos modernos e uma jornada que possa ser acoplada ao crédito. .
“Iniciamos 2025 com o importante aporte da Arar Capital, que nos permitiu encorpar o time com profissionais experientes e definir nosso modelo brokertech como um desdobramento estratégico do nosso negócio de tecnologia”, afirma Vitor Ozaki, CEO da Picsel.
A plataforma permite estruturar tanto seguros tradicionais quanto seguros paramétricos, modalidade que utiliza gatilhos objetivos, como índices climáticos ou produtividade, para automatizar indenizações. Na prática, esse modelo reduz disputas, encurta prazos de pagamento e diminui custos operacionais para seguradoras, fatores considerados críticos para viabilizar a expansão do seguro rural no país.
Com a estrutura fortalecida ao longo de 2025, a empresa reforçou as áreas de tecnologia e comercial, ampliou parcerias com seguradoras, agentes financeiros e empresas de insumos e avançou na integração de dados, sustentando o crescimento registrado no período.
Para este ano, a empresa planeja ampliar o uso da tecnologia como habilitadora do seguro agrícola, expandir sua atuação como brokertech em parceria com seguradoras e avançar para mercados adjacentes, como auditorias e certificações baseadas em dados de risco e produtividade, áreas que ganham relevância em cadeias produtivas mais reguladas e orientadas por dados.
“O setor deve se preparar para inovações e mudanças significativas nos próximos anos. O modelo de seguros agro que começou em 2005 foi importante para sedimentar a cultura do seguro e diversas regiões, mas precisa evoluir. Acreditamos que a tecnologia de alta escalabilidade e precisão será fundamental para massificar o seguro em regiões com baixa penetração e garantir a proteção do agronegócio frente às intempéries climáticas e os desafios do setor”, conclui Ozaki.
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