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Identidade corporativa: riscos começam antes do ataque cibernético

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Caren Godoy
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O crescimento dos ambientes de TI trouxe um efeito colateral que muitas empresas ainda ignoram: a complexidade dos acessos. Cada novo sistema, aplicação em nuvem ou plataforma SaaS (softwares contratados como serviço pela internet) representa não apenas uma funcionalidade adicional, mas também mais credenciais, mais permissões e mais pontos que precisam ser controlados.

O problema da identidade corporativa não começa com um ataque. Ele começa no dia a dia da operação, acessos concedidos com pressa, privilégios que nunca são revisados, contas que permanecem ativas após mudanças de função ou desligamentos. Com o tempo, o que deveria ser controle vira acúmulo, e esse acúmulo se transforma em risco.

Hoje, a identidade é o principal ponto de conexão entre usuários e recursos. Em ambientes híbridos e distribuídos (nos quais parte da infraestrutura fica em servidores próprios e parte em nuvem), em que colaboradores acessam sistemas de diferentes locais e dispositivos, saber exatamente quem pode acessar o que deixou de ser uma prática de segurança e passou a ser uma necessidade básica de gestão de TI.

Antes de discutir arquiteturas complexas ou novas ferramentas, muitas organizações ainda precisam resolver o essencial.

Senhas continuam sendo um ponto frágil

Apesar dos avanços tecnológicos, o uso de senhas reutilizadas ou pouco robustas ainda é bastante comum. Na prática, isso acontece porque o número de sistemas cresce mais rápido do que a capacidade das pessoas de gerenciar credenciais diferentes. Quando um mesmo acesso é compartilhado entre múltiplos ambientes, um único incidente pode se espalhar rapidamente. Mais do que exigir senhas complexas, o desafio está em reduzir a dependência delas e adotar mecanismos que simplifiquem a autenticação sem comprometer o controle.

Autenticação adicional deixou de ser exceção

A autenticação multifator (MFA, na sigla em inglês) é o processo que exige mais de uma confirmação de identidade para liberar o acesso: além da senha, um código enviado ao celular ou uma aprovação por aplicativo, por exemplo. Não pode mais ser tratada como uma camada extra reservada para ambientes críticos. Em um cenário onde grande parte dos acessos ocorre remotamente, ela se tornou um requisito operacional. Além de reduzir riscos, ajuda a criar um modelo de acesso mais previsível, especialmente quando combinada com políticas de contexto, localização, dispositivo ou comportamento do usuário.

O excesso de privilégios é mais comum do que se imagina

Um dos problemas mais frequentes nas organizações não é o acesso indevido, mas o acesso desnecessário. Usuários que mudam de área e mantêm permissões antigas, contas administrativas (com acesso irrestrito a sistemas e configurações) que continuam ativas por conveniência, acessos temporários que nunca são revogados. Esse acúmulo dificulta auditorias, aumenta a superfície de risco e torna a gestão mais complexa. Conceder apenas o necessário para cada função, princípio conhecido como menor privilégio, ainda é um dos controles mais eficazes e menos aplicados.

Visibilidade é o ponto de partida

Em muitos ambientes, há dificuldade em identificar onde estão as falhas. Sistemas isolados, múltiplos diretórios de usuários (bases de dados que registram quem são os usuários e quais são suas permissões) e integrações parciais dificultam uma visão consolidada dos acessos. Sem essa visibilidade, a gestão se torna reativa. Com ela, é possível identificar padrões, revisar permissões periodicamente e responder com rapidez a inconsistências. Mais do que monitorar eventos isolados, a maturidade em identidade depende da capacidade de entender o comportamento de acesso ao longo do tempo.

Identidade exige governança contínua

A gestão de identidade precisa acompanhar o ciclo de vida do usuário dentro da organização, admissão, movimentações internas, mudanças de função e desligamento. Em ambientes que combinam nuvem, aplicações SaaS e sistemas legados (plataformas antigas que ainda estão em uso, muitas vezes difíceis de integrar com tecnologias mais recentes), essa governança se torna ainda mais importante. Processos automatizados de provisionamento (criação e configuração de acessos) e desativação reduzem erros operacionais e evitam que o controle dependa exclusivamente de ações manuais.

No fim, o desafio da identidade não está apenas na segurança, mas na gestão da complexidade. Quanto mais sistemas, integrações e pontos de acesso uma empresa possui, maior a necessidade de processos claros, visibilidade centralizada e políticas consistentes. Quando mal gerenciada, a identidade gera risco, aumenta a carga operacional e dificulta auditorias. Quando bem estruturada, simplifica o acesso, reduz chamados e melhora a eficiência do ambiente.

Em um ambiente de TI cada vez mais distribuído, essa visibilidade deixou de ser diferencial. É o que sustenta todo o resto.

Franklin Nunes é Head de Soluções Cloud e Arquitetura da Teltec Data


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