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A nova geração de ERP começa com inteligência artificial no centro da estratégia

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  João Machado
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Por Éric Machado, CEO da Revna Tecnologia*

Quem ainda trata a inteligência artificial generativa como um recurso adicional em projetos de ERP já começou atrasado. A ruptura não está na automação de tarefas, nem na velocidade da parametrização. Ela acontece no momento em que a empresa decide estruturar todo o projeto partindo da inteligência artificial, e não tentando encaixá-la em um modelo antigo.

Durante décadas, implementações de ERP seguiram uma lógica quase ritualística. Mapeavam-se processos, consolidavam-se requisitos, desenhava-se o cronograma e, ao final, ajustava-se o sistema para suportar aquilo que já estava decidido. A IA generativa desmonta essa sequência. Quando adotada sob uma mentalidade “GenAI-first”, ela altera o ponto de partida da decisão. Segundo o Boston Consulting Group, essa abordagem pode reduzir entre 20 e 40% do esforço em implementações. O número chama atenção, mas o impacto real é estrutural.

Usar IA para acelerar documentação ou gerar testes automatizados produz ganhos incrementais. Decidir a partir da IA muda o desenho do projeto. Perguntas deixam de ser operacionais e passam a ser estratégicas. Por que manter fluxos que podem ser ajustados continuamente por aprendizado de máquina? Por que estruturar equipes para tarefas que podem ser absorvidas por sistemas inteligentes? O ERP deixa de ser apenas um sistema de registro e passa a funcionar como núcleo de inteligência operacional.

Esse deslocamento exige maturidade organizacional. Projetos de ERP sempre foram projetos de mudança, embora muitas empresas insistam em tratá-los como iniciativas técnicas. A diferença agora é que a IA acelera tudo, inclusive decisões equivocadas e modelos de governança ultrapassados. De acordo com a Accenture, ganhos de produtividade com IA generativa podem superar 30% em funções ligadas a sistemas corporativos. Capacidade aumenta. Se a estratégia não evoluir na mesma proporção, apenas se amplia a ineficiência.

A lógica “GenAI-first” também altera o debate sobre arquitetura. A discussão deixa de girar em torno de qual ERP é dominante e passa a considerar como construir ecossistemas adaptáveis. Ambientes multicloud, integrações inteligentes e estruturas modulares tornam-se consequência natural de uma decisão orientada por inteligência. O foco migra da ferramenta para o desenho do negócio.

No fim, a divisão mais relevante não está entre empresas que usam IA e as que não usam. Está entre aquelas que decidiram pensar a partir dela e as que continuam tentando acomodá-la em estruturas antigas. Implementar ERP na era da inteligência artificial não é correr mais rápido. É escolher outro ponto de partida. Quem entende isso constrói vantagem. Quem ignora apenas acelera na direção errada.

*Éric Machado é CEO, especializado em gestão de Tecnologia da Informação (TI) e Supply Chain. Com quase 30 anos de experiência e conhecido por ser um dos primeiros consultores de Oracle EBS e Supply Chain do Brasil, além de já ter atuado em grandes companhias como General Eletric (GE), Xerox, Yamaha, Toyota, Globo, Epson, IBM, Deloitte, LATAM, Cummins e Meritor.


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