KPMG e WEF: acesso a projetos financiáveis define investimentos climáticos
Um relatório realizado pela KPMG e Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF) apontou que o acesso a uma carteira de projetos financiáveis (44%) é o principal fator que ajudaria os investidores a tomar melhores decisões sobre financiamento climático em economias de mercado emergentes e em desenvolvimento. O objetivo do levantamento foi entender as formas para ampliar e desbloquear o capital privado. Essas informações foram coletadas com base em respostas de formuladores de políticas, bancos de desenvolvimento, instituições financeiras, investidores privados e especialistas em sustentabilidade.
Os participantes ainda apontaram os instrumentos de mitigação de riscos (35%) e dados específicos do mercado e do setor (26%) como outros fatores que levariam os investidores a fazer melhores escolhas. Quando questionados se priorizam a qualidade e a transparência dos dados em relação a outras ferramentas, a maioria (32%) disse que preferem tais fatores. Ainda sobre este tópico, a incorporação de uma mobilização de capital privado no financiamento (16%) ficou em segundo; e em terceiro, com 11%, estavam estruturas políticas e regulatórias mais robustas e desenvolvimento de mercados locais e soluções cambiais.
Já para 24% dos participantes, a simplificação de acesso a garantias e a instrumentos de financiamento foi considerado o principal mecanismo de compartilhamento de risco no processo de mobilização para obtenção de capital. Outras formas para reduzir essas ameaças foram as seguintes: expansão de presença em mercados emergentes; maior oferta e condições favoráveis de instrumentos de instituições financeiras de desenvolvimento; e prioridade à credibilidade em detrimento do impacto, todas com 12%.
“Planos e forma de financiar adaptação de operações e cidades às mudanças climáticas são temas que nos acompanharão pelas próximas décadas. Além disso, teremos que lidar com as consequências de eventos climáticos extremo. Em 2023, US$ 332 bilhões de financiamento climático global foram destinados aos países em desenvolvimento, apenas 14% dos US$ 2,4 trilhões necessários todos os anos até 2030. Aumentar o capital a ser destinado a tudo isso e viabilizar o acesso a este capital se tornaram urgentes” , analisa a sócia-líder de ESG na KPMG no Brasil e nas Américas, Nelmara Arbex.
São considerados mercados emergentes e economias em desenvolvimento um grupo de países da América Latina, África Subsaariana, Sul da Ásia, Leste/Sudeste Asiático e partes da Europa Oriental. No relatório da KPMG, a China foi excluída devido às necessidades e restrições de financiamento específicas.
Seis áreas para alavancar o financiamento climático:
O relatório ainda elencou seis áreas prioritárias que podem ampliar o capital privado e desbloquear o financiamento climático em economias de mercado emergentes e em desenvolvimento. São elas, as seguintes:
1 – Fortalecimento da parceria público-privada por meio de fundos de inovação;
2 – Aumento da transparência de dados e da inteligência de mercado;
3 – Mobilização de capital local;
4 – Simplificação dos mecanismos de mitigação de riscos;
5 – Melhoria na segurança jurídica;
6 – Aumento das estruturas de investimento em capital próprio.
“Embora 95% dos fluxos continuem focados na mitigação, houve um aumento no financiamento de duplo benefício na América Latina, particularmente, no Brasil e na Colômbia, onde o capital privado é cada vez mais direcionado para o uso sustentável da terra e a agricultura climática inteligente, combinando mitigação com adaptação. Em contraste, a Ásia Central, a Europa Oriental e a África Subsaariana permanecem quase inteiramente focadas na mitigação, refletindo a limitada carteira de projetos de adaptação e o baixo apetite dos investidores em setores como água, agricultura e resiliência urbana”, finaliza o sócio-diretor de mudanças climáticas da KPMG no Brasil, Felipe Salgado.
O link de acesso ao relatório “Do risco à recompensa: desbloqueando o capital privado para o clima e o crescimento” (do original em inglês, From Risk to Reward: Unlocking Private Capital for Climate and Growth) é o seguinte: From risk to reward: Unlocking private capital for climate and growth
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