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Autonomia supera automação no futuro da IA nos negócios

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Renato Caliman
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*por Por Filipe Santos, Chief AI Officer (CAIO) e Líder de Inovação da MakeOne

Vivemos um momento em que a inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta de apoio e se tornou uma força estruturante na forma como tomamos decisões, consumimos e nos relacionamos com marcas. À medida que algoritmos assumem grande parte das recomendações que moldam o que assistimos, lemos e compramos, surge uma questão essencial: o que realmente significa integrar IA aos negócios em 2025? E, mais importante, como fazemos isso sem reduzir a autonomia das pessoas a meros padrões estatísticos?

Em minha trajetória profissional, que passou por organizações como Grupo Abril, CNN, Hackathon Brasil, Afferolab e HSM, sempre enxerguei a tecnologia como meio, não como destino. Porém, há um equívoco recorrente no mercado: considerar IA sinônimo de eficiência. Eficiência é importante, mas representa apenas a superfície do potencial transformador.

O verdadeiro desafio é garantir que a IA não empurre consumidores a um looping de previsibilidade, em que escolhas são apenas repetições do já conhecido. Se tudo é recomendado, o que ainda é escolhido? A inovação corre o risco de ser engolida pela lógica da conveniência algorítmica.

É por isso que defendo a ambidestria digital: usar a IA para otimizar operações, sim, mas também para explorar territórios inéditos, novas narrativas, novas experiências, novas provocações. Empresas que não desafiarem seus próprios algoritmos se tornarão previsíveis e, portanto, irrelevantes.

Empatia digital: o próximo salto da IA aplicada

A próxima fase da inteligência artificial não será definida apenas por modelos mais potentes, mas por sistemas capazes de compreender estados emocionais, adaptar interações e reconhecer contexto com profundidade. A IA passa a interpretar pausas, hesitações, frustrações e até entusiasmo, entregando experiências personalizadas em tempo real.

Isso não elimina o papel humano; pelo contrário, fortalece. Ferramentas empáticas ampliam repertório, apresentam caminhos inesperados e devolvem ao consumidor a sensação de controle sobre suas escolhas. A tecnologia deixa de conduzir e passa a colaborar.

Integração real exige cultura, dados e coragem

A integração estratégica entre IA e negócios não é plug-and-play. Ela exige sistemas preparados, dados confiáveis, times treinados, revisão de processos e clareza sobre quais decisões podem (ou não) ser delegadas aos modelos.

Mais do que isso: exige coragem para repensar como a organização aprende. Estruturas rígidas não sobrevivem à velocidade da IA generativa. Empresas que tratam tecnologia apenas como uma camada de marketing ou atendimento não terão fôlego para competir em ambientes onde a decisão precisa ser tomada em segundos e precisa fazer sentido para o cliente.

No fim, a integração entre IA e negócios não é apenas sobre automação, eficiência ou redução de custos. É, e sempre será, sobre pessoas. Sobre criar experiências mais humanas, mais inteligentes e mais autênticas. Sobre entregar não apenas o que o consumidor quer, mas o que ele ainda não sabe que pode querer.

O futuro dos negócios será híbrido: humano na intenção, algorítmico na capacidade e inteligente na experiência. Empresas que entenderem, além de acompanharem a transformação, vão liderar a próxima década.

*Filipe Santos é o Chief AI Officer e Líder de Inovação da MakeOne, professor de MBA em Inteligência Artificial e consultor internacional com as principais escolas de negócios como HSM, Conquer, Singularity BR, Exame, Startse e Afferolab. Conduz caravanas ao Vale do Silício, Israel e China. É Mentor do Hackathon da NASA Space Apps e já atendeu mais de 100 corporações, treinando mais de 30 mil profissionais em 12 países diferentes.


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