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E-commerce atinge R$ 89,6 bi em transações e atrai investidores

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A pandemia de Covid-19, as ferramentas de vendas em aplicativos e o Pix alavancaram o e-commerce brasileiro e empreendedores buscam estratégias assertivas para se inserirem no mercado

O jeito certo é realmente apostar em produtos que tem demanda na internet com uma boa oferta e se relacionar com os seguidores no dia a dia - William Oliveira

O crescimento do e-commerce e seu estabelecimento como realidade concreta no cotidiano da sociedade brasileira já é de conhecimento geral, pelo menos nos últimos dois anos, desde que a pandemia de Covid-19 fez com que a sociedade passasse a incorporar outras formas de consumo. No entanto, a pandemia não foi o único fator que consolidou o e-commerce, mas a adesão de ferramentas de comercialização em aplicativos e redes sociais como Instagram e Facebook, assim como a incorporação do Pix como mais um meio de pagamento e transferência de dinheiro, fizeram com que essa tendência se acelerasse no Brasil.

Mesmo com uma leve queda de 3,2% em relação ao segundo trimestre de 2021, que pode ser atribuída à flexibilização das medidas preventivas ao novo coronavírus e a um mercado desfavorável por conta da alta dos preços, o e-commerce brasileiro teve um número aproximado de 89,6 bilhões em transações on-line, o que gerou um faturamento entre abril e junho de 2022 de R$ 38,4 bilhões. Outro ponto é que diversas lojas físicas passaram a disponibilizar seus produtos em pontos virtuais, assim como novos empreendimentos surgiram já com o foco no e-commerce.

Muitos investidores ainda no início de suas carreiras já veem o e-commerce como a principal via para seus produtos e serviços, mas, às vezes, não compreendem passo a passo logístico ou publicitário para tornar seu negócio viável e lucrativo. Para William Oliveira, mentor de negócios e proprietário da Invictus Joias, é importante que o negócio seja simples para ser assertivo: “Para que se inicie um e-commerce com segurança, é interessante escolher poucos produtos para vender, mas que exista demanda na internet. Começar vendendo para as pessoas mais próximas e depois usando as redes sociais para divulgar a marca é um bom caminho”.

William acredita que a marca deve ter compromisso com o cliente, mesmo de modo virtual, e estar próxima do público em todas as etapas do atendimento, desde o atendimento até a pós-venda e nesse sentido as redes sociais como o Instagram podem propiciar uma interação mais dinâmica. “A internet traz muita praticidade e as condições de entrega estão cada vez mais rápidas. Por isso é sempre bom passar o máximo de credibilidade e gerar o máximo de credibilidade em relação aos produtos, através de fotos e vídeos bem produzidos”, afirma o mentor.

Ao que tudo indica, o e-commerce não deve sair do horizonte dos consumidores em todo o mundo. De acordo com relatório The Global Payments Report 2022, o mercado de comércio virtual deve crescer 55,3% até 2025, podendo atingir cerca de US$ 8 trilhões em transações. O mesmo estudo indica que no Brasil essa estimativa seja de R$ 79 bilhões, significando um aumento de 95%. Essa tendência de consumo implica em diversos fatores no cotidiano dos cidadãos como, por exemplo, a diminuição do uso do dinheiro em espécie e maior consolidação do Pix como meio de pagamento.


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