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No-code e low-code como propulsores na transformação digital

Léo Andrade, influencer e especialista em tecnologia - Foto/Divulgação Léo Andrade, influencer e especialista em tecnologia - Foto/Divulgação

* Por Léo Andrade, referência em low-code e no-code no Brasil

O low-code está em alta e deve permanecer. A International Data Corporation (IDC) estima que até 2025 esse segmento tenha uma expansão de 40% no mercado. Não há dúvida de que tanto essas ferramentas como as no-code impulsionaram a transformação digital. Mas você sabe a diferença entre elas? Vou explicar!

O no-code abstrai totalmente a codificação, ou seja, não inclui códigos no desenvolvimento de sistemas. O low-code permite a codificação, como uma série de peças de Lego que vão construindo o que é preciso, e se necessitar de algo que não exista, pode ser criado. O no-code, por sua vez, tem as peças prontas; é só encaixá-las conforme der.

O low-code traz diversas facilidades e otimizações para a construção com blocos prontos e interface gráfica. Essas plataformas permitem utilizar linguagem de programação em momentos que você não consegue resolver algo com esses blocos prontos, com essas interfaces. Assim, a linguagem padrão é utilizada, sendo que cada plataforma low-code tem uma linguagem de programação. Já em se tratando das tecnologias no-code existe somente o que já está pronto para ser configurado; não permitindo assim criar novos blocos.

O surgimento das tecnologias low-code e no-code aconteceu por conta de uma percepção de que o processo de desenvolvimento de software se repete em vários momentos. Sempre é preciso criar telas e funções no mesmo estilo, os famosos CRUD (que são as quatro operações do banco de dados – criar um registro, atualizar, obter e removê-lo) toda aplicação precisa deles.

Esse processo, que envolve o CRUD, telas de login, telas de pesquisas, entre outros é muito repetitivo. Com o tempo houve a percepção de que daria para aproveitar e reaproveitar partes do sistema, e assim foram surgindo as abstrações de códigos. A partir disso começaram a aparecer também os frameworks, que proporcionam facilidade ao programar, e ao longo do tempo, foi acrescentada a parte de interfaces visuais. Nesse momento, o mercado começou a apelidar essas plataformas de low-code e no-code.

Em resumo, essas tecnologias nasceram devido à necessidade de aumentar a produtividade e diminuir a curva de aprendizagem das pessoas, porque, dessa maneira, fica mais rápido para assimilar e aprender com essas tecnologias, visto que utilizam um conceito visual que facilita a cognição.

O low-code e no-code ganharam força, principalmente, com a aceleração digital. As empresas precisam migrar cada vez mais para o digital para atenderem de maneira rápida e otimizada.

Um ponto relevante no cenário de desenvolvedor de programação é a falta de mão de obra. É preciso de desenvolvedores para a criação dessas soluções. Quando aparecem plataformas do tipo, que trazem a facilidade de desenvolver sistemas, a cadeia se autoalimenta. Um desenvolvedor munido de uma plataforma consegue multiplicar e otimizar a resposta na questão de desenvolver mais o que lhe é solicitado, e assim o segmento ganha força. O mercado precisa resolver o problema e criar soluções.

O setor está escasso de desenvolvedores capacitados, e com o low-code e o no-code é possível democratizar um pouco o processo de desenvolvimento de software trazendo um um novo personagem, o chamado Citizen Developer, que se trata de um desenvolver que não é técnico. Esses profissionais não vão tomar o lugar do programador, do pessoal de TI, pois são como regidos; já os maestros, que vão ditar como as coisas vão ficar e desenvolver sistemas mais complexos, são os programadores. As soluções pequenas de departamento, que antes eram planilhas do Excel, passam a ser aplicações desenvolvidas por essas pessoas dos departamentos.

O low-code normalmente tem um foco muito mais empresarial, com grandes empresas, que possuem alta demanda de desenvolvimento. Em contrapartida, o custo é maior por conta disso, e é possível ter total acessibilidade à infraestrutura. Pensando sobre o no-code, em decorrência do custo, é voltado para pequenas empresas e startups que querem criar MVPs (produto mínimo viável), microempreendedores e freelancers.

O Brasil começou a adotar essas tecnologias com mais força de dois a três anos para cá, principalmente o low-code, que está em um momento recente de formação. Então, é a hora de aproveitar essa novidade. Prevejo um crescimento na utilização e adoção dessas plataformas. Vamos aguardar!

* Léo Andrade é influenciador e especialista em tecnologia, referência em low-code e no-code no Brasil e autor dos e-books gratuitos A Revolução Low-Code e Citizen Developers –

Sobre Léo Andrade

Influenciador e especialista em tecnologia, Léo Andrade é uma das principais referências em low-code e no-code no Brasil. Com mais de 2 milhões de visualizações no YouTube, ele compartilha conteúdos, dicas, informações e conhecimento sobre programação para mais de 45 mil pessoas todos os meses. Formado em ciências da computação pela Universidade Santa Cecília, e pós-graduado em engenharia de software, o profissional conta com larga experiência como desenvolvedor. Atuou em projetos de grandes empresas, como Vale, Itaú, HSBC, Santander e BTG Pactual. Além disso, liderou a equipe front-end em um projeto no Ministério de Saúde de Portugal, em 2018. É idealizador do projeto Baixada Nerd, que promove eventos em Escolas Técnicas e universidades na Baixada Santista, para criar novas possibilidades ao mercado empresarial, e do Clube Léo Andrade, escola virtual focada no ensino das primeiras plataformas low-code e no-code de mercado, sem abrir mão dos princípios essenciais da programação. Para mais detalhes, acesse: https://www.youtube.com/leoandradenet e https://leoandrade.net.


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