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Fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras

Marco Antonio Marques da Silva mostra dados sobre o tema que apontam que as notícias falsas ganham espaço na internet de maneira rápida e abrangente

A preocupação com as chamadas “fake news” — as “notícias falsas”, na tradução para o português — tem sido recorrente nos últimos anos, especialmente no Brasil e em tempos de pandemia do novo coronavírus. O professor e jurista Marco Antonio Marques da Silva, que é desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), reportou alguns dados sobre o assunto.

Segundo a décima edição do Digital News Report, do Reuters Institute, divulgada este ano, os brasileiros aparecem, durante esse tempo de pandemia de Covid-19, como o povo mais preocupado do mundo (82%) com a propagação de informações falsas. Também de acordo com a publicação, “aqueles que usam a mídia social são mais propensos a dizer que foram expostos a informações incorretas sobre o novo coronavírus do que os não usuários”.

“O Facebook é visto como o principal canal de divulgação de informações falsas em quase todos os lugares [avaliados pela pesquisa], mas aplicativos de mensagens como o WhatsApp são vistos como um problema maior em partes do Sul Global, como Brasil e Indonésia”, acrescentou ainda o Digital News Report 2021.

A preocupação com o assunto, contudo, não é de hoje, salientou Marco Antonio Marques da Silva. Outro estudo — este realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos Estados Unidos e publicado em março de 2018 na revista Science — constatou que as fake news se espalham 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras. Além disso, o levantamento do MIT mostrou que, na mesma base de comparação, as informações falsas chegam a um público muito maior.

Em reportagem sobre a pesquisa do MIT, o Estadão explicou, na ocasião, que, conforme a análise do Instituto, “as informações falsas ganham espaço na internet de forma mais rápida, mais profunda e com mais abrangência que as verdadeiras”. E que “cada postagem verdadeira atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares — aquelas que estão entre o 1% mais replicado — atingem de mil a 100 mil pessoas”, salientou o jornal.

Marco Antonio Marques da Silva lembrou que o levantamento do Instituto de Tecnologia de Massachusetts teve foco nos Estados Unidos — foram analisadas postagens feitas em inglês, no Twitter, em todo o mundo que, segundo o que explicou o pesquisador do MIT e autor principal do estudo, Sinan Aral, “passaram pela verificação de agências de checagem de fatos”. Aral, entretanto, enfatizou que as conclusões da pesquisa “podem ser extrapoladas para qualquer outro país, incluindo o Brasil”.

“Os padrões de disseminação das informações falsas que detectamos foram os mesmos em diversos países de língua inglesa e certamente se aplicam a postagens em outras línguas também”, esclareceu Sinan Aral.

No dia Dia Nacional da Liberdade de Imprensa — celebrado em 7 de junho — o Senado Federal também abordou o tema. O Órgão acentuou que o fenômeno das fake news mobiliza pesquisadores de diversas áreas com a finalidade de compreender e avaliar o impacto das falsas notícias no processo democrático. Nesse sentido, a Agência Senado ressaltou, no mesmo dia 7 de junho, que “o Senado Federal participa desse debate e vem tomando medidas para contribuir no combate à desinformação”. Um exemplo, nesse caso, é a campanha “Liberdade de imprensa, democracia viva”, frisou Marco Antonio Marques da Silva.

A agência do Senado Federal explicou que o objetivo da campanha em questão — que foi lançada no dia 3 de maio, em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa — “é reforçar a importância da livre atuação dos profissionais do setor e dos meios de comunicação, fundamentais para que informação de qualidade e credibilidade chegue a todos os cidadãos”.


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