Seguro de transporte moderno revela nível de maturidade operacional das organizações
Mudanças regulatórias, pressão de custos e aumento da fiscalização estão elevando o nível de exigência das seguradoras e tornando a qualidade operacional um fator decisivo na contratação e no custo do seguro de transporte.
A combinação entre MP do frete mínimo, alta do diesel, fiscalização eletrônica dos seguros obrigatórios e aumento da exposição a acidentes e roubo de cargas está empurrando o seguro de transporte no Brasil para um modelo mais seletivo, mais analítico e mais sensível à qualidade operacional do segurado, alterando o comportamento das seguradoras e, na prática, redesenhando a lógica das apólices.
De acordo com Marcos Gollin, diretor de Ramos Elementares e especialista em seguro de transportes e gestão de grandes riscos da Conduta Plus Consultoria em Seguros, a principal mudança é que o seguro de transporte deixa de ser tratado como commodity e passa a depender cada vez mais da qualidade operacional do risco. “Transportadores com governança, rastreamento, gestão de terceiros, manutenção disciplinada e bom histórico tendem a preservar acesso ao mercado em condições mais equilibradas. Já operações frágeis, pouco documentadas ou com baixa aderência regulatória devem enfrentar mais restrições, exigências adicionais e aumento de preço”, afirma Gollin.
A Medida Provisória do piso mínimo do frete - MPV 1343/2026 - em vigor desde 20/03, reforça a formalização das operações e aumenta a rastreabilidade do transporte. Isso tende a melhorar a visibilidade do risco para as seguradoras, mas também eleva o nível de cobrança sobre a coerência entre frete contratado, operação real e documentação da viagem. Na subscrição, isso significa maior rigor na análise de cadastro, averbação, CIOT, RNTRC e aderência ao plano de gerenciamento de risco.
O aumento do preço do diesel também pesa de forma relevante. Como o combustível é um dos principais componentes do custo logístico, sua alta comprime margens e pode afetar manutenção de frota, jornada de motoristas e uso de agregados. Para o seguro, esse é um sinal de alerta: margens mais apertadas costumam vir acompanhadas de maior exposição operacional e, consequentemente, maior risco de sinistro.
Outro ponto decisivo é a fiscalização eletrônica dos seguros obrigatórios ( Lei nº 14.599/2023). A integração entre ANTT, seguradoras e bases regulatórias reduz a informalidade e amplia a visibilidade sobre quem está regular e quem não está. Na prática, a operação passa a ser muito mais auditável, o que fortalece a disciplina de mercado, mas também expõe com rapidez segurados que não mantêm sua estrutura securitária em conformidade.
Já o aumento dos acidentes e roubos de carga segue como o vetor mais direto de pressão sobre sinistralidade. Em especial nas rotas críticas, nas entregas urbanas e nas operações ligadas ao e-commerce, as seguradoras devem intensificar critérios de aceitação, exigindo mais controle sobre rotas, horários, paradas, monitoramento e subcontratação.
Gollin destaca que o efeito combinado desses fatores aponta para três movimentos principais:
· Subscrição mais rigorosa em novas apólices e renovações;
· Indenizações mais auditadas, com maior atenção à documentação e ao cumprimento das condições contratuais
· Prêmios mais altos, com forte segmentação entre bons e maus riscos.
“Na precificação, a tendência não é de reajuste uniforme e o mercado deve caminhar para uma reprecificação seletiva: operações estruturadas podem sofrer aumentos moderados, enquanto riscos deteriorados devem enfrentar elevação mais forte de prêmio, franquias mais altas, sublimites e até restrição de capacidade”, explica o especialista.
Apesar da relevância, o impacto desse cenário no seguro de transportes é um tema pouco abordado de forma mais aprofundada e esse é justamente o ponto que torna essa análise tão relevante: não se trata apenas de uma mudança regulatória, mas de uma mudança estrutural na forma como o risco de transporte é avaliado e precificado no Brasil.
A mensagem é clara para transportadores, embarcadores, corretoras e seguradoras: compliance, dados e gestão de risco deixaram de ser apoio operacional e passaram a influenciar diretamente a segurabilidade e o custo do seguro. Quem se adaptar mais rápido terá mais capacidade de negociar melhores condições e proteger margem num cenário mais exigente.
Sobre a Conduta Plus Consultoria em Seguros
A Conduta Plus é uma consultoria de seguros especializada em soluções personalizadas e de alta qualidade em Benefícios, Seguros Empresariais, Transportes Nacionais e Internacionais, Seguro de Garantias e Linhas Pessoais. Com uma bagagem de mais de 40 anos no mercado e um portfólio de clientes nacionais e internacionais, a Conduta Plus se destaca como uma opção estratégica para empresas com sede no exterior que buscam soluções no Brasil, assim como para empresas nacionais que desejam expandir suas operações internacionalmente. Sua abordagem consultiva e especializada garante um atendimento de excelência, alinhado às necessidades específicas de cada cliente.
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