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Transformação Digital ainda é lenta no Brasil, mas é possível acelerar e alcançar os níveis globais

Carlos Baptista, especialista em transformação digital - Crédito: Divulgação Carlos Baptista, especialista em transformação digital - Crédito: Divulgação

A chegada da pandemia gerou o desafio de implantar a transformação digital de forma veloz, é um momento único e mostra uma necessidade de constante mudança.

Por Carlos Baptista*

Mais do que digitalizar processos, produtos e serviços para melhorar desempenho, ampliar alcance e otimizar resultados de uma empresa, a transformação digital é um processo cultural que deve ser permanente nos negócios. Mas isso só ocorre a partir do momento em que a organização passa a absorver uma cultura digital, com a participação das lideranças e dos colaboradores. Apesar dessa necessidade contínua, muitas empresas brasileiras ainda resistiam a esta tendência até antes da pandemia. Afinal, o novo proporciona um certo medo e, apesar de não ser tão recente assim, o tema ainda causa um temor em muitos executivos.

Entre os C-levels, isso acontecia porque o mercado ainda crescia em alguns setores antes do surgimento do coronavírus. Então, muitos deles pensavam "para que mudar ou por que mudar". Mas a chegada da pandemia gerou esse desafio de fazer rapidamente essa transformação, que é um momento único e mostra uma necessidade de constante mudança.

Prova desse cenário nas organizações do país é a pesquisa da KPMG, feita pela Forrester Consulting. Segundo o levantamento, a proporção das empresas que aceleraram investimentos foi maior no país, em comparação com o agregado global. Em âmbito mundial, 67% dos entrevistados disseram que impulsionaram a estratégia de transformação e 63% aumentaram orçamentos para o setor. Os percentuais são um pouco abaixo dos números para o Brasil.

A pesquisa ouviu 780 executivos líderes de "estratégia de transformação digital" de dez diferentes países, entre os meses de maio e julho do ano passado. Para os responsáveis pelo estudo, um atraso na adoção das tecnologias digitais nas companhias brasileiras antes da pandemia pode justificar essas diferenças entre os resultados para o Brasil com os globais.

O levantamento, contudo, aponta que a maturidade digital das empresas brasileiras é, na média, menor do que a de companhias dos outros países pesquisados. É possível perceber que a pesquisa foca em processos físicos. Por esse motivo, existe a necessidade de chamar a atenção para as habilidades não-técnicas e mudanças no comportamento entre os líderes, que devem acompanhar essa transformação organizacional, acelerada pela pandemia.

Diante desse contexto, quatro pontos são considerados importantes como forma de reverter esse atraso:

Liderança inclusiva

O medo de errar é natural, mas não deve ser maior do que o objetivo a ser alcançado. Falhas fazem parte do processo de aprendizado, por isso, a liderança deve considerar que tropeços vão existir inevitavelmente e se concentrar em corrigi-los rapidamente, é nessa hora que a habilidade de fazer correções rápidas aparece. Este novo gestor que surge nas novas organizações se diferencia daquele modelo tradicional no que diz respeito a processos decisórios; ao invés de ser somente o líder que sabe e manda fazer, passa a liderar de modo mais inclusivo e colaborativo.

Inovação é criatividade

Outro aspecto relevante é a inovação, não no sentido de criar somente uma área na empresa específica para essa finalidade É necessário estimular a inovação de forma constante em toda a organização. Além da utilização de tecnologias modernas, inovar é, acima de tudo, manter um pensamento crítico e disruptivo. E, para que a empresa toda tenha uma cultura inovadora, esse é o pensamento que deve existir em toda a organização.

Para isso é necessário investir no desenvolvimento da criatividade, soft skill crucial neste momento. As habilidades técnicas sempre foram muito valorizadas; agora, mais do que nunca, é preciso olhar para as habilidades não-técnicas. Elas vão gerar essas disrupções.

Cliente tem sempre a razão

É importante que seja adotada uma estratégia muito mais client centric, ou seja, focada no cliente em vez do produto ou serviço. O poder da decisão está nas mãos do cliente e não mais de quem produz. Não é mais a estratégia feita por alguém que vai condicionar o cliente. Ele próprio é quem decide como e quando irá consumir. Portanto, a empresa precisa focar na melhor experiência que pode entregar ao seu potencial cliente para que haja esse ‘como’ e ‘quando’.

Esta é a verdadeira transformação digital. A questão não é só tecnológica, mas a experiência que o consumidor tem ao consumir determinado produto/serviço. Isso foi comprovado com a pandemia, tantas empresas não atuavam com e-commerce e abrir esse canal foi a única e redentora alternativa.

DNA coletivo

Toda essa transformação não se acaba da noite para o dia. A transformação é necessária para atender as necessidades de seres humanos e como tal é muito volátil. Por isso necessitam ser movimentos constantes. Para que essa evolução de fato se mantenha, a cultura digital deve ser inserida no DNA da empresa e das pessoas, que são a organização.

Sendo cultural, essa mudança deve atingir todos os níveis da empresa, por isso, é essencial investir em valor humano, desenvolvendo novas formas de capacitar colaboradores e lideranças. Dessa forma, todos abraçarão o mesmo propósito, justamente por reconhecerem o seu importante e valioso papel nesse processo contínuo de transformação digital.

* Carlos Baptista é especialista em transformação digital e processos ágeis para as empresas. Professor e Coordenador do núcleo de seleção de alunos do MBA da FIAP. É empresário, consultor de negócios e mentor. Possui mais de 30 anos de experiência em TI no Brasil e Portugal.


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