Por que o sucesso da educação corporativa começa no CEO
Não é de hoje que a educação corporativa se transformou em um diferencial competitivo. Cada vez mais empresas de alta performance reconhecem que a capacidade de aprender e se adaptar rapidamente é indispensável em um mercado de trabalho dinâmico e digital como o atual. No entanto, esse tipo de mentalidade só se concretiza quando há um engajamento genuíno da alta liderança, especialmente do CEO (Chief Executive Officer).
Mais do que uma função executiva, a pessoa que ocupa essa posição tem o potencial de ser um agente ativo da mudança em relação à visão que se atribui ao desenvolvimento interno de talentos. Já se foi o tempo em que a sua responsabilidade era somente a de gerir resultados ou entregar metas para investidores. Hoje, esse líder influencia prioridades estratégicas e molda a cultura da organização, o que se reflete em decisões mais assertivas, equipes mais eficientes e profissionais com competências de inovação.
O valor que uma empresa dá ao aprendizado contínuo e como ela conduz iniciativas dentro deste âmbito dependem totalmente de um CEO que acredita em questões como autonomia, colaboração e compartilhamento de conhecimento. Ele entende que o crescimento do time é o da companhia; portanto, a capacidade da equipe de aprender é um indicativo direto da capacidade que a empresa tem de responder a transformações, desafios e planos de expansão ousados.
Exemplos práticos
Há vários sinais que demonstram o quanto a qualidade e a eficiência da educação corporativa requerem a presença de um CEO que prioriza o tema. Um deles, por exemplo, surge quando programas de desenvolvimento deixam de dialogar com a estratégia da empresa e passam a ser vistos apenas como um mero custo. Até mesmo em situações em que gestores intermediários resistem a mudanças decorrentes da implementação de iniciativas de capacitação.
Nesses momentos, a visão do CEO não é simbólica: é decisiva para destravar barreiras e posicionar o aprendizado como investimento. Uma liderança que coloca o desenvolvimento de colaboradores em primeiro plano pode ser protagonista em avanços como retenção de talentos e desempenho financeiro.
Talvez um dos maiores exemplos disso seja a Microsoft. Quando Satya Nadella assumiu o cargo de CEO em 2014, transformou a cultura da empresa de “know-it-all” (“saiba tudo”) para “learn-it-all” (“aprenda tudo”), colocando o aprendizado contínuo como valor central. Essa mudança foi acompanhada por uma gama de investimentos em programas de desenvolvimento, além do incentivo à experimentação. Como resultado, a big tech conseguiu, em 2025, ultrapassar a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.
Desenvolvendo a fluência digital
Ainda é importante reforçar que a era das transformações digitais intensificou a necessidade da educação corporativa e, consequentemente, da presença do CEO nesse processo. O “Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025”, publicado no início do ano pelo Fórum Econômico Mundial, ajuda a ilustrar esse cenário ao revelar que habilidades em temas como IA, big data e segurança cibernética devem estar entre as mais demandadas até 2030. O levantamento contou com a participação de mais de mil lideranças globais.
A aceleração tecnológica exige que empresas desenvolvam profissionais preparados para interpretar dados, aplicar soluções digitais e pensar criticamente sobre os impactos das novas ferramentas. Em outras palavras, não basta adotar a IA generativa do momento no dia a dia. É preciso saber questionar, contextualizar e decidir a partir dela. Nesse ponto, as ações das lideranças são a chave para o sucesso, pois definem como a inovação se conecta ao objetivo e à realidade do negócio.
Outro aspecto relevante é o próprio engajamento das equipes. Quando os colaboradores percebem que a alta liderança está envolvida ativamente no processo de aprendizado, cria-se um catalisador de confiança, reforçando que o desenvolvimento não se limita apenas a uma retórica corporativa e é essencial para alavancar carreiras.
No fim, a educação corporativa é menos sobre treinamentos formais, embora eles também sejam importantes, e mais sobre construir uma mentalidade coletiva capaz de aprender, desaprender e reaprender com velocidade. O CEO que assume esse compromisso consegue preparar sua empresa para lidar com as mudanças que vierem pela frente da melhor maneira possível, pavimentando o caminho para que ela seja inovadora e longeva.
*Adriano Almeida é CEO da Alura, maior e mais completa escola online de tecnologia
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