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Executivas têm atividades mais afetadas na pandemia

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A pandemia de Covid-19 vem impondo uma série de mudanças organizacionais e comportamentais. O medo de perder o emprego, as formas para conciliar essas mudanças com a maternidade e a disponibilidade virtualmente ampliada pelo sistema de home office tornaram-se pontos de tensão.

Quase 50% das executivas temem perder seus empregos

Uma realidade à qual os escritórios tiveram que se adaptar às pressas, desde março, a pandemia de Covid-19 vem impondo uma série de mudanças organizacionais e comportamentais, aparentemente ainda longe do fim. Do ponto de vista das mulheres executivas, o medo de perder o emprego, as formas para conciliar essas mudanças com a maternidade e a disponibilidade virtualmente ampliada pelo sistema de home office tornaram-se pontos de tensão e atenção permanentes.

A pesquisa Mulheres Executivas em Tempos de Pandemia, realizada em 12 países pelo escritório de advocacia Cleary Gottlieb e o segmento de Consultoria Técnica e Investigativa da FTI Consulting, demonstra essas perspectivas baseadas nas respostas de 357 mulheres (84% em cargos de liderança e 48% atuantes em empresas com mais de 500 funcionários), após oito meses vivendo esta realidade.

Entre os números apresentados neste estudo, um chama a atenção: 70% das executivas disseram enxergar uma penalidade sobre a maternidade em sua profissão. Embora contem com uma proteção legal comparativamente mais ampla do que à média aplicada a suas pares nos Estados Unidos, as brasileiras percebem mais essa penalização, que se revela na dificuldade de promoções e contratações, por exemplo. Essa percepção também é maior entre aquelas que trabalham para empresas menores (até 500 funcionários) e em atividades relacionadas a consultoria e advocacia, entre outras de profissionais liberais.

Consultoras e advogadas também aparecem entre as que mais têm medo de perder o emprego e a relevância profissional como consequência da pandemia – algo que afeta 48% das respondentes do estudo. Com base nos grupos etários predominantes entre os 52% que dizem não ter medo de perder o emprego (o das executivas com mais de 50 anos ou entre 20 e 30 anos), é notório como este fator também se relaciona à maternidade. Não custa lembrar, as Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo IBGE em dezembro de 2019 mostram que o grupo de mulheres entre 30 e 44 anos foi o único que apresentou tendência de crescimento do número de nascimentos, sobretudo primeiros filhos, enquanto os demais seguiram em queda ao redor de 28%.

O cruzamento desses dados também permitiu compreender como os efeitos econômicos da pandemia se fazem sentir de forma mais potente em empresas menores ou do setor de serviços (inclusive serviços profissionais), mais suscetíveis a fatores como a dependência de contratos que foram represados e/ou renegociados por empresas maiores, e que costumam contar também com menos capital de giro e ativos para segurar as pontas em tempos de crise. Não por acaso, os números de respondentes que notaram impactos negativos da Covid-19 sobre as finanças de suas organizações e sobre o volume de demissões chegam a 58% e 43%, respectivamente.

Empresas menores ou que atuam sob o modelo de cobrança por horas dedicadas ao cliente – caso comum entre advogadas e consultoras – tendem também a serem mais dependentes de cada profissional e, por isso, terem menos capacidade para flexibilizar o total das jornadas de trabalho, ainda que encontrem espaço para flexibilizar a duração e escolha dos períodos trabalhados ao longo do dia. Desta forma, segundo 72% das respondentes, a pandemia e o modelo de home office trouxeram uma pressão adicional para estar disponível ao trabalho.

Realizada entre junho e novembro por um escritório de advocacia e uma firma de consultoria, ambos com atuação multinacional, é interessante notar como este estudo é capaz de destacar realidades muito particulares desses setores, ainda que eles não representassem a maioria dos respondentes e de a pesquisa não incluir participantes de dentro das organizações organizadoras.

Por mais que o universo analisado também não inclua uma multidão de mulheres que atuam todos os dias em trabalhos operacionais e posições não-executivas, não dá para imaginar os fatores macros (maternidade, jornada estendida e desemprego) possam ser muito diferentes. Os dados levantados pela FTI Consulting e pela Cleary Gottlieb estão à disposição para aprofundar a discussão e a comparação entre esses universos, enquanto devem permitir às organizações balizar suas políticas internas para lidar com uma pandemia que ainda parece longe de acabar.

Cynthia Catlett, Senior Managing Director e Daiane Nabuco, Senior Director da FTI Consulting

Ambas Co-lideram um grupo de liderança feminina - FTI WIN Brasil.


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