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TOKIO MARINE SEGURADORA

Corrupção no seguro: se houver, tem que terminar essa vergonha nacional

Armando Luis Francisco Armando Luis Francisco

A Lei de Deus é o Código moral mais avançado de todos os tempos. Enfim, No Livro Sagrado, em Êxodo 20: 3 - 17, no oitavo mandamento, diz assim: "Não Furtarás"!

Ademais, qualquer pessoa (ou organização) que levou para casa à vantagem indevida é corrupta. E qualquer pessoa (ou empresa) que pagou ou gerou vantagem indevida para outros personagens corrompidos é corrupta. E qualquer pessoa que se aproveitou de sua prerrogativa de cargo para dar ou receber benefícios indevidos é corrupta. A máquina da corrupção sempre quer se manter ativa e pujante. E ser corrupto é ser ladrão! Desde um simples caramelo recebido a fim de cobrir os olhos para uma questão boba, até as festas produzidas para mudar questões ou encobrir certas coisas é engodo. Até às arbitrariedades mais significativas, que se maquiam com notas fiscais de empresas de fachada, é o puro desdobramento da corrupção e do furto!


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E qualquer governo leniente que não pune a corrupção é conivente. Porque é dever de governança o de se fechar o cerco para os corruptos ativos e inativos, da própria temporada. Aliás, um parêntese aqui, usando de toda a inteligência possível em governos sérios - e que combatam a destruição do Estado - é simplesmente um Dever de se Fazer no próprio País. Basta dizer que Michel Foucault, Em Defesa da Sociedade: Curso no Collège de France (1975-1976), (trad. de Maria Ermantina Galvão). São Paulo: Martins Fontes, 2000, me deixou uma percepção por assimilação (e similaridade, também), quando se fala da vergonha do Racismo, que é questão de Vida ou Morte. Mas, boa parte do outro tema do mesmo autor em Vigiar e Punir – História da Violência nas Prisões, Editora Vozes, apesar da discordância com boa parte de seu raciocínio, acreditando no dever do Estado em se colocar a frente dessa punição, tendo fé que presos devem se sustentar e que sejam mais úteis à sociedade, devo concordar que Estado não deve se mover por Vingança Pessoal, mas por um claro conceito da evolução dos atributos atemporais da razão da sociedade, para suprimir o esboço da interferência contra essa mesma população. Portanto, a infiltração da corrupção em ordenamentos diversos de nossa sociedade não é a Utopia de uma virtude pregada para poucos, mas da desconcertamente miserabilidade de uma nação empobrecida por esta realidade, findo.

Deixemos de filosofar e vamos aos fatos: A corrupção tem saídas absurdas na legislação. A corrupção quase sempre envolve política, agentes, pessoas e empresas. Mas, antes disso, submerge o humano, os tratos, os desvios de conduta, a falta de ética; dos escrúpulos, da razão, da moralidade etc. A corrupção sempre começa em pessoas e para outras pessoas, a fim de sistematizar a perpetuidade. Porque a corrupção é feita em redes dessas mesmas pessoas, que impedem o desmantelamento de sua estrutura criminosa. O próprio indivíduo corrupto não tem poder para largar a bandeira de sua pregação coletiva e se enchafurda na criminalidade, pelo simples motivo de abastecer em ciclos de vantagens os demais criminosos da organização. É como um pacto entre seus personagens, onde poucos entram e ninguém sai. É como uma máfia que astutamente refaz, renega, reprime, conduz e passa por cima de tudo e de todos os que tentam mudar isso tudo. Mas os rastros estão ai para serem seguidos e não vê quem não quer ver. A moralidade de uma sociedade exige isso tudo, principalmente comprometimento. A temporalidade da corrupção do Estado se estende ao âmago do irracional. Basta!

A corrupção mata as pessoas fragilizadas por este crime e inibe a riqueza de seu povo. E, por causa desses benefícios indevidos, a pobreza se alastra no mundo. O corrupto vive de regalias e muitas vezes não lhe passa na percepção a própria dor que esta causa nos indivíduos atingidos por sua ganância. A pobreza de espírito lhe faz e lhe outorga o direito de roubar e destruir quem ele deveria, no mínimo, defender. Em profissões, é sufragante, quando o eleito se move contra seus eleitores e se regala com o vinho da corrupção e com a carne de seus adeptos. De fato, anestesia-se, as vezes, no se ir a casa de culto de sua fé, no rezar em algum credo lastimoso; de ser considerada por outros (não por Deus) uma boa pessoa; honrada da sociedade e desfazendo-se em encantamentos de seu julgamento próprio. Onde idolatrado por seus costumes é considerado um deus. Por mais que isso apresente conotações gloriosas, eu diria que os encantamentos - ou hipnotismo sob sí próprio - conduz com a uma percepção do que vemos ali e acolá: Não é um deus.

Se falássemos de Deus aqui, uma atitude imprópria, talvez, diríamos que isto - a corrupção - é um crime (ou pecado) grave para ser punido por Ele. Até porque, tanto lá (no céu), como aqui (no inferno), é um pedido ostensivo de uma gente que sofre com o tema de vanguarda. Mas eu não estou falando de divindade, mas de humanidade. E o crime deveria ser rigorosamente punido aqui, e muito mais ainda no agora, por homens e por governos de bem; e poderíamos até fazer o corrupto entender sua própria corrupção ativa. Porque o corrupto só vai entender o que fez para seus prejudicados, quando for punido pela sociedade que encontrou o seu crime. E severamente punido. O Estado tem o dever de vigiar e punir, de novo! E sem punição não há mudança. Sem mudança não há futuro. E sem futuro não há Brasil.

Pra ilustrar: Ontem visitei três famílias pobres. E quando vi as dores - e fome - que sentem, não consegui pensar em outra coisa que desanimasse mais a minha visão de futuro e crença neste Brasil. A corrupção desenvolve severamente toda espécie de pobreza. E o sistema ineficiente de justiça não colabora com o desenvolvimento da verdadeira evolução humana. A capacidade de seu povo é imediatamente cerceada de eficácia. Porque a virtude se extingue em realização. Afinal, a concordância em se deixar do jeito que está, só agride essas pessoas que não conseguem, pela pequena e própria força, desmantelar esses níveis de corrupção de cima para baixo. Por isso o Dever do Estado, das pessoas, das empresas etc em denunciar e Punir.

No seguro, vemos, como um exemplo de hoje, o fiasco do "caso DPVAT" e as graves acusações que permearam todo o processo desse seguro social, infelizmente. Finalmente, e acho que felizmente, por vontade humana, em 31 de Dezembro se encerrará, talvez, um ciclo. Entretanto, haverá punição e devolução do dinheiro supostamente usado, segundo a avalanche de acusações, de maneira ilegal? Enfim, as demandas por se mudar cada espaço ocupado pela roubo e a corrupção não devem ser demonstradas com singeleza ou carícia afetiva, mas com o braço forte do judiciário. O monstro da corrupção deve ser afastado de uma indústria cujos princípios são de "Boa-Fé", ou Retidão e Pureza. Portanto, se de fato estão trabalhando os seguradores leais aos dogmas de sua atividade, e não somente a imperativa aliança de economistas e administradores pelo lucro acima de qualquer ponto de vista, há de se vogar a Retidão de sua personalidade e não somente um contexto econômico sem virtudes ou vicissitudes. Porque essa alternância em nada condiz com as homologadas insignes da Razão de existir do seguro: Mutualidade, Contrato e Boa-Fé. Afinal, como corretor de seguros, eu advogo esses princípios, que ainda aprendi no colo do meu pai.

Quando alguém ganha, por exemplo, pelo que não fez e mede o preço pelo que não mereceu; ou usa de suas prerrogativas para encher o bolso de dinheiro e alimentar as organizações famintas pelo despojo do vencido; ou quando o pastor, que deveria cuidar das ovelhas, come a carne desses pobres animais, alimentando-se de sua cobiça e o endeusamento do seu próprio ser, te digo e te garanto, sua vida é de plena corrupção e não há sombra de que queira mudar! Observe que os atos vão desde pequenos presentes não anunciados, até disfarçar um recebimento com uma ação que não vale o quanto se pesa na balança da prestação. Podendo formalizar assim em um exemplo hiperbólico: Certa pessoa, com prerrogativa de cargo, daria certo benefício a um certo grupo de empresas. Porém, negociou o benefício nos custos que entendeu ser o valor de seu ato. Entretanto, por se tratar de volume vultoso, não queria receber em malas, e o que fez? O Óbvio: direcionar a ficção para suas empresas. Porque, virtualmente, é exatamente isso que acontece com a maioria dos beneficiados da corrupção de hoje. A corrupção tem uma só direção e sempre deixa rastros expressivos. Hoje, diferentemente do dia de ontem, a hipótese dos crimes financeiros serem demonstrados, se afunilou e só não busca a punição o governo que não quer punir.

O vício é grande, portanto. E eu volto aos mandamentos de Deus - e que se respeite isso pelo menos, porque não adianta guardar o sagrado dia de sábado, como exemplo, e alimentar a corrupção, maquiada de qualquer coisa que não seja uma verdadeira necessidade das empresas, a fim de pagar pelo benefício que acredita poder conquistar, com a omissão pretendida ou realizada por certos cargos. Retirar dos mandamentos o roubo é um sinal de ignorância e um alerta aos homens mortais. Certamente, se houver corrupção no seguro, a gestão de quem corrompe tem tanta culpa nessa corrupção quanto o assecla da intemperança no ganho. É um crime hediondo! É repulsivo e provoca revolta moral. Afinal, você que me lê, sendo ou não do mercado de seguros, não acredita que pode equacionar sua razão para objetivos que provoquem mudança neste País? Por isso que eu apoio a moralidade implantada pela Susep. E digo mais, acredito que todos podem inovar na gestão deles. Mas eu também cobro não somente a imparcialidade, mas a execução do freio na corrupção e da punição aos culpados que receberam para prejudicar. Outrossim, me atrevo a realizar e empreender nesta área, mas somente se as realizações e as vanguardas que hoje conquistamos se mantiverem. Mas nada disso será tão importante como a punição aos malfeitores e a devolução ao erário Público. Porque, se nada for feito e não apresentar-se a punição à sua população, então acreditarei que a Lei não é feita para punir, mas amenizar certas castas envoltas no sangue bebido, vermelho e cheio de ais de sua população. Este mesmo sangue clama: Vigiar (Descobrir) e Punir., em nova redundância.

Ninguém é perfeito. Realmente, todos somos corruptos em comparação com a Lei de Deus. Mas há imoralidades que não deveriam existir em lugar algum dessa nossa sociedade. E o que passar do mandado divino " Do suor do teu rosto comerás do teu pão" é corrupção. O Estado tem o Dever de ser santo. As sociedades seguradoras têm o dever ser de Boa-Fé. Os corretores de seguros têm o dever de dar suporte para todos estes personagens. E a população tem mesmo que vigiar e denunciar esses graves delitos.

Ao governo eu aconselho, como povo: Por favor a população e obrigação de ofício: Vai atrás do corrupto, na forma da Lei, e consiga punir, severamente, o criminoso. Para que, quem sabe, possamos acreditar ainda neste País. Porque do jeito que está... nos resta o passado... não tão glorioso... não tão exuberante... de marajás (e cucamongas do outro lado). Onde os espelhinhos são dados aos índios em troca de suas riquezas. Salve Brasil, antes que morra de inanição!

Armando Luis Francisco
Jornalista e Corretor de Seguros


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