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O que esperar de 2021? – Saiba o que pensam os principais porta vozes do setor de seguros

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Veja reportagem especial do Sonho Seguro

Investir em pessoas, tecnologia, comunicação e adotar um modelo de negócios “ganha-ganha”, ou seja, que beneficie a todos. Essas são as quatro palavras chaves citadas nas expectativas de dezenas de executivos em conversa com o blog Sonho Seguro. Sem exceção, todos sabem que 2021 será um ano muito desafiador para o Brasil, com necessidade de caixa para fazer frente a tantas obrigações fiscais e com a volatilidade que um ano pré eleitoral sempre traz para os principais indicadores macroeconômicos. Em seguros, além da volatilidade da economia, o setor ainda conta com mudanças regulatórias, queda na taxa básica de juros, a Selic, aperto na renda dos consumidores e também novos hábitos de consumo.

Porém, há muitas oportunidades para o setor crescer, desde serviços para as classes menos favorecidas, como telemedicina e proteção para celular, até seguros para garantir os bilionários investimento em infraestrutura, estimados em R$ 700 bilhões até 2023. Tudo vai depender da intensidade da crise econômica. Essa incógnita é quem ditará a velocidade das mudanças de tendências nas áreas de seguros e previdência, por mais importantes que estas sejam numa perspectiva de longo prazo.

2021 também promete muita competitividade, o que certamente beneficiará o consumidor. Monitorar as informações é condição sine qua non para que os executivos batam suas metas, tanto de crescimento das vendas como de lucratividade para manter o acionista no negócio. E isso só será possível se agradar (muito, muito mesmo) os consumidores, a razão de ser do mercado, e corretores, o principal canal de vendas no Brasil. Simples assim.

A expectativa de todos é de que a pandemia fez com que os brasileiros pensassem mais no futuro, o que cria uma demanda positiva para seguro de pessoas. Ao mesmo tempo, torna o gerenciamento de risco, a maior especialidade dos players do setor, a pauta diária da vida das pessoas. Como andam dizendo por ai, o seguro é equivalente a mascara: um item necessário para se proteger de infortúnios. Em todas as esferas. Desde o jovem que sonha viajar para fazer um mestrado fora do país até o presidente da República que precisa garantir os projetos necessários para a infraestrutura, ou seja, as pontes do desenvolvimento da economia do Brasil.

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das Seguradoras, acredita que 2020 está chegando ao fim como um ano em que ficou evidente a importância da cooperação e da solidariedade. “Mundo afora pessoas, empresas e governos tomaram iniciativas para apoiar os mais vulneráveis e combater a pandemia. E todas foram importantes. Desde as pequenas ações de assistência aos mais pobres em cada bairro até doações de grandes empresas para apoiar o combate ao vírus e os programas governamentais de socorro financeiro a empresas de todos os portes. São tempos ainda difíceis, a recuperação ainda é lenta, mas a direção está correta”.

Em setembro, a arrecadação cresceu 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa taxa é maior do que a registrada ano contra ano em julho (4,3%) e em agosto (7,3%), e credencia o setor a fechar o ano no azul, com avanço das vendas estimado em 3% sobre 2019. “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o que torna o setor de seguros um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico. Um setor segurador forte é essencial ainda para desonerar as contas públicas, transferindo para iniciativa privada parte dos gastos com saúde e previdência, para só citar dois exemplos.”

Para a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), 2020 se caracterizou como um ano singular, com todos impactados pela pandemia. “O mercado de seguros mostrou que pode se organizar rapidamente em questões como tecnologia e reorganização do trabalho. O trabalho remoto foi um exemplo disso. Como toda crise também pode ser catalisada para processos de aprendizados e evolução, o setor tem dado esses sinais com as organizações viabilizando novos produtos e processos, entre outras medidas. Podemos observar, por exemplo, evolução do seguro liga-desliga, que regulamentamos no ano anterior e foi uma alternativa relevante neste momento. Esperamos até o fim de 2020 voltarmos ao mesmo patamar de prêmios emitidos de 2019”, destacou.

Solange desta que a autarquia conseguimos criar uma solução tecnológica de gestão desse trabalho que acabou sendo adotada por todo o ministério da Economia e está sendo oferecida a outras unidades do governo. “Do ponto de vista da regulação, acreditamos que o Sistema de Registro de Operações irá nos permitir avançar muito em novos produtos e na desregulamentação do marco regulatório de Seguros. Poderemos oferecer mais transparência, segurança e menores preços ao consumidor. Exemplos disso são os novos instrumentos financeiros que poderão ser utilizados pelo mercado como alternativas de redução de custo de capital – ILS e dívida subordinada”.

Para 2021, Solange Vieira aposta em um setor mais eficiente. “Por meio de ações mais “principiológicas” que “prescritivas”, como as novas normas para os seguros de Danos – massificados e grandes riscos -, que acabaram de passar por consulta pública recentemente, será permitida às empresas a criação de novos produtos e a evolução nas relações contratuais. Isso, claro, apoiados num trabalho de proteção ao consumidor. Entendemos que o novo momento vai exigir das empresas mais visão e busca de conexão com esse consumidor. Esses serão diferenciais competitivos, sem dúvida. A tendência deve ser de mais produtos e preços melhores, com mais oportunidades para todos. A inovação estará presente em todas as etapas; compreendendo isso, também implementamos durante a pandemia o Sandbox que aproxima ainda mais as insutechs do universo dos seguros e permitirá avanços consistentes para o setor.”

“Há transformação nas seguradoras e na corretagem, mas não pode haver transformação digital que tornem as empresas menos humanas. Isso serve apenas para garantir maior eficiência e melhorar a experiências do usuário. O corretor pode ser eficiente digitalmente, mas sem perder o seu principal capital que é a relação direta com os consumidores”, diz Edson Franco.

Certamente o corretor de seguros é uma peça chave nesta jornada descrita por todos os seguradores entrevistados nesta série “O que esperar de 2021”. “O corretor de seguros tem que diversificar sua operação”, disse o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, ao participar do painel “Direto & Reto com as autoridades do mercado”, durante o Sincor Digital, evento virtual realizado pelo Sincor-SP, em outubro. “Ficou mais uma vez provado, na pandemia, o valor agregado que o corretor traz nessa relação de mercado. Isso já era relevante, mas dentro da nova ordem, ele precisa diversificar sua atuação, se converter em um planejador financeiro e de proteção”, conclamou Vergilio.

A 22ª edição do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros será realizada em São Paulo em outubro de 2021. “Faremos um grande evento em São Paulo, em conjunto com o Sincor-SP e todos os demais Sindicatos e o apoio das seguradoras”, destacou Vergilio. “Esse será um evento histórico. Em primeiro lugar porque o Congresso volta a São Paulo após 21 anos. A última edição realizada na capital paulista foi em 1999. O estado gera aproximadamente 50% da receita global do mercado de seguros no Brasil. Atuam em São Paulo mais de 43,9 mil corretores de seguros, entre pessoas físicas e jurídicas (45,5% da categoria). Outro fator relevante é que esse será o primeiro congresso brasileiro da categoria organizado dentro da chamada “nova ordem”, no pós-pandemia.

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) segue apostando na educacao e formação dos profissionais do setor. Lançou no final do ano o Nuv.ens, um ambiente de trabalho colaborativo e inovador construído pela , em sua representação na cidade de São Paulo. O espaço é exclusivo para alunos e ex-alunos da Escola que estiverem atuando em atividades relacionadas ao mercado de seguros e áreas afins.

Os usuários do Nuv.ens têm à disposição hotdesks, sala de reunião para 12 pessoas equipada com smartTV, possibilidade de realização de videoconferências, estação de trabalho fixa e exclusiva e auditório com sistema de som, projetores e capacidade para 166 pessoas. “Ao criar o Nuv.ens, nossa intenção é contribuir e estar ainda mais inseridos na movimentação econômico-financeira do setor de seguros. Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios, especialmente em um momento em que precisamos alavancar e investir ainda mais nas operações do setor”, afirma o presidente da ENS, Robert Bittar.


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