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Coronavírus expõe fragilidades e oportunidades de empresas e trabalhadores

A pandemia do coronavírus (COVID-19) expôs em velocidade recorde as rachaduras existentes na sociedade, mais especificamente, no modelo de negócios de diversas empresas e a forma como milhares de brasileiros buscam seu sustento e de sua família, ainda se adaptando aos impactos econômicos causados pela crise de 2015.

As plataformas brasileiras de tecnologia, com uma dinâmica de inovação pelos últimos 5 anos, apresentavam grande capacidade de gerar valor

As quarentenas pelo Brasil se iniciaram há meses e no meio de muitas incertezas, fechamentos e reaberturas, picos ou platôs, de uma perspectiva econômica, mesmo sem a divulgação de muitos dados confiáveis sobre a extensão do problema, o que se vê com muita clareza, é o fechamento de diversos negócios, a falta de renda dos trabalhadores informais, o aumento de demissões de trabalhadores registrados e a insegurança de como será o futuro.

O sofrimento é visível e ainda devemos apurar por meses os reflexos sociais, econômicos e sanitários da pandemia. Vidas reviradas para sempre em um curto espaço de tempo. De uma forma geral, na virada de 2019 para 2020, os estados do país (em sua maioria) vinham numa crescente produtiva e/ou de expectativa, tanto sobre os serviços (incluindo os autônomos) e comércio, como em relação à construção civil, bancos e universo digital.

“As plataformas brasileiras de tecnologia, com uma dinâmica de inovação pelos últimos 5 anos (apesar do cenário político e econômico), apresentavam grande capacidade de gerar valor e soluções principalmente para os segmentos de mobilidade urbana, finanças, saúde, educacional, jurídico, bem-estar e beleza, agro, infoprodutos em geral e outros importantes setores da economia nacional. Os brasileiros que dependem da sua própria força (diária) de trabalho, ainda em fase de retomada do crescimento econômico no início de 2020, buscavam gerar renda via aplicativos, a exemplo dos taxistas, motoristas de apps, entregadores (motofretistas), caminhoneiros, profissionais autônomos em marketplaces, professores em núcleos de ensino, advogados e psicólogos em plataformas nichadas, entre outros” comenta Bruno Gallo, CEO da insurtech Amar Assist.

Diante desta nova realidade, é notada a mudança comportamental dos brasileiros e o esboço de um futuro que parecia distante, agora já é visto com clareza no horizonte. Parte das empresas antes buscavam a digitalização do seu negócio como um complemento dos seus resultados, porém, agora, o digital se tornou a principal estratégia para o futuro. Aquelas que já estavam no universo digital, fortalecem seus negócios e buscam formas de inovar enquanto gozam da escolha feita no passado, enquanto as que ainda não estavam, correm para incorporar seu negócio ao mundo dos bits.

Neste momento, há um crescimento expressivo nas compras e contratações realizadas pela internet, destacando-se em pessoas com mais de 50 anos e classes de baixa renda. O confinamento criou o hábito de compras para classes que antes não era observado em escala. Compras para pets, medicamentos, alimentos, produtos de higiene e limpeza são alguns exemplos dos alvos do momento, bem como a contratação de serviços de streaming, aulas, planos de saúde e seguros.

A COVID-19 aflorou a necessidade de proteção dos brasileiros, que imediatamente aderiram a uma economia mais digital e acelerada pela demanda proporcionada pelas plataformas de tecnologia no Brasil.

Unido aos impactos e mudança de comportamento, sugiram novas oportunidades de negócio. Coberturas de seguros e financeiras para contratação online de vida, renda, viagem, saúde, pet, celular, crédito consignado, dentre diversas outras modalidades criadas ou aperfeiçoadas para adequar às condições econômicas ao perfil do usuário (e novo contratante), que era desprezado pelos grandes bancos, operadoras de cartão de crédito, seguradoras mais conservadoras e estruturas mais tradicionais, basicamente pelas margens confortáveis de resultados e nível de esforço muito elevado de especialização, prejudicial ao core dessas empresas.

Dentre as novas oportunidades, uma das novidades apresentadas em 2020 às plataformas digitais visa proteger todas as categorias de autônomos a nível Brasil com o Seguro Renda Protegida, concebido pela Amar Assist e garantido pela Seguros, conforme Gallo destaca: “Em diversas ocasiões (pré-pandemia), em contato direto com grupos articulados e engajados de autônomos, pesquisamos e apuramos que a possibilidade de recomposição de renda era a principal preocupação de todos os profissionais, condicionados à sua iniciativa diária e dedicada de trabalho. Os empreendedores, executivos de grandes empresas, líderes setoriais e sobretudo os autônomos, diante de uma perspectiva de lenta retomada da atividade econômica brasileira pós-Covid19, com senso maior de responsabilidade social e familiar, terão uma enorme oportunidade para reavaliar suas prioridades e decidirem como devem apurar valores recíprocos dentro dos seus ecossistemas.”

Embora a pandemia da Covid-19 seja um momento muito difícil, também pode ser um tempo de criatividade, inovação e renovação. Repensar os trabalhos em torno das restrições do ambiente de negócios desafiador de hoje pode acelerar o futuro do trabalho e abrir maneiras novas e inovadoras de como, onde e por quem o trabalho é realizado.


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