Brasil, 19 de Junho de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Não se Reprima: Como lidar com as emoções, que afetam o ambiente de trabalho e o sucesso dos negócios?

“Inteligência emocional” é uma das soft skills mais requerida dos profissionais hoje em dia. A expressão foi popularizada por Daniel Goleman, psicólogo especializado em inteligência emocional e autor de um famoso livro sobre o tema. Mas, como as emoções afetam o ambiente de trabalho, os relacionamentos e o sucesso nos negócios? Existe uma única forma de lidar com elas? É preciso reprimir as emoções no trabalho?

Para abordar estas questões, entrevistamos Fernando Cavalher e Valerya Carvalho, fundadores da Escola Sentido, que oferece técnicas e métodos para o desenvolvimento do potencial criativo e inovador das pessoas. Eles atuam como facilitadores do curso “Impacto das Emoções do Sucesso de Sua Carreira”, que tem uma turma agendada para o mês de julho.

Cavalher é Mind Hacker e Desenvolvedor de Consciência, há mais de 15 anos, autor do livro "O Paradigma do Sentido", sendo um autodidata em psicologia junguiana. Valerya é Management Hacker, administradora com MBA em Finanças e Controladoria. Tem mais de 30 anos de experiência como executiva e tem auxiliado empresas na implementação de projetos de gestão colaborativa e flexível, defendendo um novo modelo de liderança para o século XXI. Confira:

- O que são as emoções e como elas nos afetam?

CAVALHER: A emoção é uma reação que temos diante de alguém ou de algo que vivemos, sendo um estado momentâneo. As emoções intermediam a relação entre nossa consciência e nosso inconsciente. Uma emoção é um “recado" do inconsciente para a consciência, ela conta “segredos”. Por exemplo, quando sentimos “inveja” de fulano e não sabemos o porquê, essa reação revela para mim que o outro detém coisas/saberes de que preciso ou gostaria de ter. Além disso, as emoções são fontes de energia para entrarmos em ação.

- As emoções, como raiva, medo e inveja, devem ser reprimidas?

CAVALHER: Quando não ouvimos nossas emoções, elas crescem e se tornam negativas. Invadem nossa consciência e nos levam a tomar decisões e a agir de um jeito que não queremos. Por exemplo: quando não “ouvimos” nossa raiva em relação a outra pessoa, essa raiva vai se avolumando e, em algum momento, explodimos com ela, prejudicando a nós mesmos e ao outro, tanto humanamente quanto profissionalmente. Além disso, as emoções podem invadir nossos outros relacionamentos, gerando sobrecarga emocional.

Queremos frisar que as emoções consideradas negativas como, por exemplo, a raiva, a ansiedade, a traição e a inveja, têm tanta importância, utilidade e energia quanto as positivas.

- Por que precisamos entender nossas emoções no ambiente de trabalho?

CAVALHER: Quando ouvimos nossas emoções, ou seja, reconhecemos as sensações, conseguimos incluí-las em nossas decisões e ações conscientes. Elas cumprem seu papel e desaparecem, dando espaço às próximas emoções que surgirão. Não crescem, nem se acumulam, provocando explosões indesejadas, portanto inconscientes e automáticas. O contato consciente com as emoções permite que elas participem de nossas decisões e ações conscientes, portanto mais livres.

Como as emoções normalmente se manifestam dentro de relacionamentos, compreender as emoções torna os relacionamentos de trabalho menos carregados, mais humanos e mais produtivos. Finalmente, as emoções geram energia para que entremos em ação, gerando resultados muito mais abrangentes e eficazes do que ações que partem apenas da consciência.

- Qual o principal equívoco dos líderes em lidar com as emoções das pessoas que integram as suas equipes?

VALERYA: O principal equívoco é ignorar que as emoções existem e que pessoas são movidas à emoções, incluindo ele, o próprio líder. O primeiro passo para saber lidar com as emoções dos outros é saber lidar com suas próprias emoções. É saber reconhecer como as minhas emoções me impactam e como eu impacto as outras pessoas com as minhas emoções. Sem este movimento não há como ter acertos em lidar com as emoções dos outros. Se o líder adquire a autoconsciência, ele vai acertar ou, melhor dizendo, vai ser capaz de lidar com as emoções das outras pessoas. O líder vai conseguir adaptar a sua comunicação para combinar com as reações emocionais dos outros; vai saber lidar com as emoções daqueles com quem convive e interpretar os relacionamentos e interações de forma correta, conseguindo negociar e estabelecer cooperação. Ou seja, liderar.

- Como desenvolver e manter a inteligência emocional no ambiente corporativo?

VALERYA: A Inteligência Emocional requer cinco dimensões de competências, observáveis: Autoconsciência (conhecer as próprias emoções); Autogerenciamento (lidar com as próprias emoções); Motivação (reconhecer que a motivação é intrínseca); Empatia/Consciência Social (reconhecer as emoções dos outros); e Relacionamentos/Habilidades Sociais (lidar com as emoções dos outros). Para desenvolver e manter a inteligência emocional, precisamos estar atentos a, pelo menos, cinco passos:

1) Ter conhecimento de como funcionam as emoções no ser humano;

2) Ter conhecimento de qual é a mensagem que cada uma das emoções traz acerca de você mesmo, das outras pessoas e do ambiente de trabalho;

3) Prestar atenção às emoções que surgem;

4) Usar as emoções que surgem para apreender suas mensagens e tomar decisões mais conscientes;

5) Usar a energia que elas trazem para agir com mais humanidade, força e eficácia.

CAVALHER
Site: http://cavalher.com/pt/home/

VALERYA CARVALHO
Site: https://www.valeryacarvalho.com/

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