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Estudo revela que cerca de 82% das multinacionais brasileiras não consideram o compliance em decisões estratégicas e comerciais

A pesquisa conduzida por Baker McKenzie, em cooperação com Trench Rossi Watanabe, ouviu líderes de empresas em diversos países com faturamento igual ou acima de US$ 1,3 bilhão a respeito de suas abordagens de compliance

Uma pesquisa global divulgada pelo escritório de advocacia Baker McKenzie, em cooperação estratégica com Trench Rossi Watanabe, aponta que , apesar dos grandes escândalos recentes de corrupção e do crescente incentivo para adoção de práticas integradas com os departamentos internos de compliance, ainda há um claro isolamento destes departamentos que ocupam posições secundárias na cadeia de tomada de decisões estratégicas e comerciais.

O estudo Connected Compliance: The global case for integration ouviu mais de 1.300 líderes de empresas com negócios em sete jurisdições – Canadá, Estados Unidos, China, Hong Kong, Alemanha, Espanha e Brasil –, e com faturamento igual ou acima de US$ 1,3 bilhão a respeito de sua forma de abordagem e de suas maiores preocupações com compliance.

No contexto de fusões e aquisições de grande escala, por exemplo, o estudo aponta que, no cenário global, apenas 43% dos entrevistados admitiu ter envolvido suas equipes de compliance no planejamento e na implementação de transações multibilionárias, enquanto no Brasil este percentual é de 57%.

Ainda no contexto de fusões e aquisições, o estudo também aponta que 59% das multinacionais brasileiras admitem fazer investimentos em companhias com problemas já conhecidos de compliance, enquanto outros países adotam uma posição mais conservadora quanto a esse risco, como no caso do Canadá (53%), Alemanha (53%) e China (48%). Empresas dos EUA (67%) e do Reino Unido (63%), por outro lado, ponderam mais cotidianamente e com maior naturalidade os riscos de compliance nas operações de M&A.

“As empresas brasileiras precisam encontrar um equilíbrio mais adequado entre compliance e crescimento estratégico, alinhando as práticas de compliance aos objetivos comerciais, mitigando riscos e aumentando o valor de seu negócio,”, frisa Heloisa Uelze, sócia de Trench Rossi Watanabe e líder da área de compliance no escritório.

Outro dado relevante apontado pelo estudo demonstra que 63% das empresas brasileiras ainda não tem políticas estabelecidas quanto ao seu relacionamento com terceiros, apesar das graves consequências que isso pode acarretar: "Com a Lei Anticorrupção as empresas podem ser responsabilizadas por atos de seus fornecedores, por essa razão, é importante o monitoramento, não só considerando os altos patamares de multa estabelecidos pela lei mas, também, o impacto negativo na imagem e reputação da empresa", conclui Heloisa Uelze.

Quarenta e dois por certo das lideranças brasileiras entrevistadas apontaram ter ciência de problemas de compliance, que ainda poderão ser descobertos por órgãos reguladores, o menor índice dentre as jurisdições pesquisadas, e 44% esperam que as violações de compliance aumentem conforme a legislação se tornar mais complexa. O cenário atual, revela o estudo, tem provocado medo nos empresários brasileiros em abordar o assunto: mais da metade (53%) reluta em falar abertamente a respeito do tema, cerca de 13 pontos percentuais acima da média global.

Falta integração

A falta de conexão entre as diferentes áreas de uma mesma empresa é o calcanhar de Aquiles das organizações quando se trata de compliance. Ante 51% da média global, , 68% dos entrevistados brasileiros descreveram os diferentes setores de sua organização como "muito ou um pouco isolados", evidenciando a falta de integração entre os seus departamentos.

De acordo com Heloisa, “as empresas precisam trabalhar para garantir que tenham o compliance efetivamente integrado as demais áreas de negócio evitando exposições indesejadas da companhia. No contexto de M&A, problemas de conformidade podem afastar uma alavancagem potencial para negociar o preço ou os termos de um negócio”.

O estudo demonstra que 74% dos líderes no país acreditam que as questões de Compliance são de responsabilidade exclusiva da equipe de compliance.

Para Heloisa, “essa mentalidade é evidenciada no fato de que apenas 18% das empresas no Brasil afirmarem gerenciar o compliance de forma integrada. A mudança cultural destas companhias tem que partir das lideranças, que precisam também atuar na integração das diferentes áreas de suas organizações com o Compliance, fazendo com que o Compliance seja visto como o aliado que é, e não como um mero entrave aos negócios”.

Juntamente com o relatório, Baker McKenzie, em cooperação com Trench Rossi Watanabe, disponibilizam uma ferramenta de diagnóstico que permite que as empresas vejam os benefícios de implementar o compliance em suas organizações. As empresas também poderão comparar o próprio desempenho com o de outras empresas do mesmo setor em que atuam.

Sobre Trench Rossi Watanabe

Trench Rossi Watanabe é um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil. Sua banca de advogados é composta por equipes especializadas em advocacia empresarial com foco em negócios, preparadas para orientar seus clientes nacionais e internacionais, auxiliando-os a antecipar, gerenciar e solucionar os desafios criados, além de assessorá-los em um ambiente cada vez mais complexo, em termos de economia e negócios. Nesse quadro de pressão competitiva, Trench Rossi Watanabe desenvolve e executa, de forma coordenada, uma estratégia efetiva para proteger seus interesses e preservar o valor das suas operações e investimentos.

Pela cooperação com Baker & McKenzie, Trench Rossi Watanabe oferece, ainda, acesso a uma das mais fortes redes globais no mercado legal, trabalhando com advogados qualificados e que estão familiarizados com as jurisdições nas quais seus clientes operam. Saiba mais em: http://www.trenchrossi.com.


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