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Covid-19 na Petrobrás: novos surtos em plataformas de Campos e explosão de casos entre petroleiros

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Débora Rolando
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Quase 30 infectados foram desembarcados de duas plataformas, e Sindipetro-NF acusa Petrobrás de não testar todos os trabalhadores. Levantamento do Sindipetro Unificado de São Paulo registra 1.605 novos casos entre petroleiros em apenas dois meses, mais que nos primeiros quatro meses da pandemia

Mais duas plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos registraram surtos de Covid-19, aponta o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Foram desembarcadas quase 30 pessoas de 26 de dezembro até a última quarta (6/1) com a doença. Os novos casos reforçam o levantamento do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo (Sindipetro-SP) com base nos boletins semanais de monitoramento da Covid-19 do Ministério de Minas e Energia (MME). O estudo mostra que, em apenas dois meses, entre 3 de novembro de 2020 e 4 de janeiro de 2021, foram registrados 1.605 novos casos de infecção entre trabalhadores da Petrobrás. Os dois sindicatos são filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Na Bacia de Campos, de 26 de dezembro a 1º de janeiro, foram desembarcados 14 trabalhadores da plataforma P-61, que opera no campo de Papa-Terra, que testaram positivo. E na P-35, no campo de Marlim, outras 14 pessoas foram desembarcadas com suspeita da doença entre segunda (4/1) e quarta. Segundo o Sindipetro-NF, apesar dos casos confirmados, a Petrobrás não testou os demais trabalhadores a bordo da P-61. Houve pelo menos cinco petroleiros que desembarcaram ao fim de seus turnos de trabalho e fizeram testes por conta própria, após terem conhecimento do surto na unidade.

A quantidade de casos apontada pelo Sindipetro-SP mostra que o número registrado em dois meses já supera a soma de contaminação entre petroleiros registrada nos quatro primeiros meses da pandemia no Brasil. Entre 26 de fevereiro (data da confirmação do primeiro caso da doença no país) e 29 de junho, foram confirmados 1.547 trabalhadores da Petrobrás contaminados.

No total, até 4 de janeiro deste ano, já foram infectadas 4.030 pessoas dos Sistema Petrobrás – 8,7% do quadro de 46.416 empregados próprios da companhia. Atualmente, a porcentagem no país é de 3,7% de contaminados em relação ao número total de habitantes, estimado em 212 milhões de pessoas.

“No trágico dia em que o Brasil superou a marca de 200 mil mortos por Covid-19, os números e a falta de ação e de respeito mostram que a postura da atual gestão da Petrobrás é idêntica à do governo federal, que minimiza a gravidade de uma doença tão contagiosa e não se preocupa com as pessoas. Reivindicamos desde o início da pandemia um acompanhamento epidemiológico preciso dos casos, com transparência na divulgação da distribuição de infecções por bases da empresa, mas isso nos é negado sistematicamente. E a situação é ainda pior entre os terceirizados, cujas contaminações desapareceram dos boletins do Ministério de Minas e Energia do dia para a noite”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

O MME deixou de divulgar o número total de contaminados na indústria de petróleo e gás natural – o que incluía terceirizados da Petrobrás e trabalhadores de outras empresas do setor – a partir da 4ª edição do boletim semanal de acompanhamento da Covid-19, divulgada em 11 de maio de 2020. Desde 23 de abril de 2020, data do primeiro boletim, até a última terça (5/1), o ministério já divulgou 38 boletins ao todo. Baseado nos números inicialmente divulgados pelo MME, cálculos do Sindipetro-NF apontam que os casos de Covid-19 na indústria brasileira de óleo e gás (Sistema Petrobrás, terceirizados e outras empresas) totalizavam 8.582 pessoas infectadas até 31 de dezembro.

A alta concentração de casos entre os trabalhadores da Petrobrás já havia sido apontada em parecer científico elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em outubro. O documento apontou na ocasião que o “diagnóstico da covid-19 em petroleiros é presumidamente relacionado ao trabalho” e que casos de coronavírus na petroleira equivalia a 4.448 por cada 100 mil pessoas, incidência maior que o dobro da verificada na população brasileira, que era de cerca de 2 mil casos por cada 100 mil habitantes.

ÓBITOS SUBESTIMADOS PELO MME

A falta de transparência da Petrobrás envolve também a divulgação do número de petroleiros mortos pela Covid-19. Desde o 12º boletim do MME, de 6 de julho de 2020, o número de óbitos permanece o mesmo – três pessoas. Entretanto, os sindicatos filiados à FUP têm informações de outras mortes pela doença que não estão sendo contabilizadas pela empresa.

“O ministério cita três óbitos há seis meses, mas temos fortes indícios de que até o momento houve mais de dez mortes pela doença”, ressalta Bacelar.


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