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Análise Copom - Banco Original

  • Sexta, 04 Fevereiro 2022 11:33
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Verônica Mendes
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Marco A. Caruso | Lisandra Barbero | Eduardo Vilarim

Como amplamente esperado, o COPOM elevou a Selic em 1,50 ponto percentual, para 10,75% ao ano. Mais interessante, o comunicado foi explícito sobre a preferência em reduzir o ritmo de alta em “seus próximos passos”. Valem alguns comentários sobre essa passagem:

• “Próximos passos” no plural, diferente da comunicação passada, nos sugere que o seu cenário base consideraria altas em março e em maio pelo menos. Se assim for, uma Selic terminal abaixo de 12,00%-12,25% perdem probabilidade.

• Ao mesmo tempo, não há uma sinalização clara sobre quão menor seria a elevação na decisão março. Preferiram aumentar o grau de liberdade daqui para frente, sem desenhar um piso explícito para essa alta menor que 1,50%. Parte dos analistas de mercado – nós inclusos – esperavam um guidance mais claro e enviesado para juros. Se assim for, uma Selic terminal acima de 12,00%-12,25% também perde probabilidade.

• Essa sinalização é sustentada pela mudança no horizonte relevante das suas decisões, que agora dá mais peso para 2023. Esse ponto é essencial para entender como ele pode se dar maiores graus de liberdade daqui para frente mesmo com a inflação de 2022 piorando de forma significativa (de 4,7% para 5,4% em suas projeções em dezembro e agora, respectivamente). Seus modelos ainda apontam um IPCA na meta no ano que vem.

Mais uma vez, como vimos no ano passado, parece haver uma esperança do comitê de que os inúmeros desafios de 2022 não transbordarão para 2023. Há o reconhecimento do colegiado de que (1) a inflação norte-americana está mais persistente, de que (2) o aperto monetário do Fed poderá ser mais célere, (3) de que a normalização das cadeias globais poderá ser mais lenta, e (4) de que a inflação corrente está pior tanto pelos itens voláteis, quanto principalmente pelos itens mais inerciais.

Juntando tudo, não vemos motivo para alterar a nossa projeção de Selic terminal em 12,25%, como nova elevação de 1,00 p.p. em março e uma derradeira de 0,50 p.p. em maio.


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