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Diário Econômico - Banco Original - 26 de janeiro de 2022

  • Quinta, 27 Janeiro 2022 07:58
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Diário Econômico

O Diário de hoje comenta a recuperação das principais bolsas internacionais, ao passo que o mercado se mantém ansioso para a decisão do FOMC hoje, que deve definir o caminho da política monetária americana. Por aqui, os indicadores macro se mostraram acima das expectativas do mercado, com IPCA-15 avançando 0,58% em janeiro.

Comentário Original

Marco A. Caruso | Lisandra Barbero | Eduardo Vilarim

Mercados. As principais bolsas parecem ter se se recuperado do pessimismo observado desde segunda, com o futuro do S&P 500 avançando 1,1%, acompanhado pela Nasdaq100 (1,7%) e EuroStoxx (2,2%). Já as bolsas asiáticas fecharam mistas, com Nikkei recuando 0,4% e Hang Seng avançando 0,2%.

O principal destaque do dia para o mercado deve ser o anúncio da decisão do FOMC (16:00). A expectativa é que o comitê mantenha seu discurso mais hawk, sinalizando 4 altas de juros para 2022, sendo a primeira em março. De qualquer maneira, os sinais determinarão a direção dos ativos de risco no curto-prazo.

Por aqui, os dados macro se mostraram muito acima das expectativas do mercado. Do lado monetário, a divulgação do IPCA-15, que avançou 0,58% em janeiro, reforça o entendimento de uma posição mais hawk também por parte do nosso BC, que projetava alta de 0,15%, no RTI. Do lado fiscal, a arrecadação federal alcançou um nível recorde, conforme lê-se mais abaixo. Dados da B3 também nos sugerem que o fluxo estrangeiro no mercado secundário é bastante positivo, alcançando R$ 20,1 bilhões até o dia 21. No momento, o futuro do ibovespa avança 1,15% enquanto o futuro dólar recua 0,42%, cotado a R$ 5,42.

IOF. Paulo Guedes afirmou ontem que o Brasil se comprometeu com a OCDE a zerar o IOF das transações cambiais até 2029 para fazer parte do grupo. Segundo ele, a promessa foi possível após a aprovação da lei do novo marco cambial, aprovada pelo Congresso e sancionada em 30 de dezembro pelo presidente Jair Bolsonaro. As alíquotas sobre entrada e saída de recursos estrangeiros com permanencia de até 180 dias se encontram hoje em 6% e serão zeradas neste ano. Já as aliquotas com cartão de crédito, débito e pré-pago no exterior, se encontram em 6,68% e serão zeradas em 2028. Medindo estas e outras mudanças, as estimativas do Ministério da Economia mostram que o impacto da renúncia fiscal será de 7 bilhões até 2029.

Arrecadação Federal. A arrecadação de impostos fechou o ano em R$ 1,878 trilhão, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1995. Segundo a FGV, os fatores que levaram a esse crescimento são conjunturais, e destaca: o desempenho da demanda e dos preços das commodities, o câmbio, a inflação e a própria recuperação da economia. Já os fatores atípicos ficaram por conta dos impostos IRPJ e CSLL, que somaram R$ 40 bilhões em 2021.

Fluxo de estrangeiros. Apesar de incertezas eleitorais e desafios macroeconomicos, o ingresso líquido de recursos externos no emrcado secundário da B3 alcançou R$ 20,1 bilhões, fluxo mensal mais forte desde janeiro de 2021 (no acumulado até o dia 21), quando as entradas totalizaram R$ 23,6 bilhões.

IPCA-15. O primeiro IPCA-15 divulgado no ano avançou 0,58% em janeiro, o equivalente a 10,20% no acumulado em 12 meses, acima tanto das nossas expectativas, quanto da mediana do mercado (ambas em 0,42%). As aberturas que mais divergiram das nossas projeções foram comunicação (1,09%) e saúde (0,93%), que contribuíram com 5 e 9 bps, respectivamente, para que o número oficial ficasse acima de nossa previsão.


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