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Serviços surpreendem as expectativas e avançam 2,4% em novembro

  • Sexta, 14 Janeiro 2022 09:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Verônica Mendes
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Marco A. Caruso | Lisandra Barbero | Eduardo Vilarim

O setor de serviços surpreendeu positivamente as expectativas ao apresentar uma alta de sólidos 10,0% na comparação interanual de novembro, o equivalente a um aumento de 2,4% ante outubro (na série livre de efeitos sazonais). Dessa maneira, o setor se coloca em um patamar 4,5% acima do nível pré-pandemia, contrapondo de maneira excepcional as quedas contínuas que vêm sendo observadas na indústria. A alta foi generalizada, com um avanço de quase todos os segmentos com destaques para os serviços prestados às famílias (bares, hotéis e restaurantes) e os segmentos de tecnologia da informação, transporte e outros serviços. A única exceção foram os serviços profissionais, que recuaram 0,3% influenciados pela queda dos serviços técnico-profissionais (-1,9% m/m).

O resultado ficou bem acima tanto das nossas expectativas, que eram uma das mais altas do mercado (0,9% m/m), quanto do consenso de mercado (0,2% m/m). Para o fechamento de 2021, nossas previsões iniciais consideram um avanço do setor de serviços em dezembro, influenciado pelo catch-up dos serviços prestados às famílias (em razão da demanda por serviços presenciais), o avanço da mobilidade e a melhora do mercado de trabalho (tanto com empregos formais quanto informais para o setor). De toda forma, os números de hoje trazem um viés levemente positivo sobre a nossa projeção de PIB, hoje em 0,0% t/t e 4,5% para o fechamento de 2021, mas seguimos aguardando os dados do varejo, que devem sair amanhã.

Detalhes

O resultado do “carro chefe” da atividade econômica foi bastante positivo em novembro, com destaque para os serviços prestados às famílias (2,8% m/m). A excelente performance dos segmentos de “alojamento e alimentação” (bares, hotéis e restaurantes) sinalizou mais uma vez a existência de uma demanda reprimida no setor, de maneira que as famílias parecem estar a procura de serviços presenciais (em detrimento do consumo de bens) utilizando parte da poupança circunstancial criada no ápice da pandemia e mesmo diante de um cenário de inflação e taxa de juros mais elevados, que por sua vez corroem o orçamento familiar. Destacamos que setor também se beneficia do aumento da mobilidade e diminuição da restrição social, o que é evidenciado pelos dados de aumento dos passageiros transportados pela SPTrans e voos domésticos da ANAC.

Em relação à mobilidade, é interessante avaliar também o aumento de 0,5% no volume do índice de atividades turísticas (IATUR), na série livre de efeitos sazonais. O índice revela que o setor de turismo ainda se encontra em aproximadamente 15% abaixo do nível pré-pandemia, mas vem em constante avanço desde abril de 2021, após a queda observada entre janeiro e março do mesmo ano.

As demais grandes aberturas também se mostraram mais robustas em meio ao cenário econômico, como é o caso dos segmentos de informação e comunicação, transportes e outros serviços. A única exceção parte dos serviços profissionais, que recuaram 0,3% no período, influenciados pela queda de 1,9% dos serviços técnico-profissionais. Isso reforça o entendimento de que há uma certa dificuldade na alocação de profissionais mais qualificados no mercado de trabalho. Isso pode ser evidenciado por dados da PNAD, que demonstram que apesar da maior criação de vagas de trabalho, há uma queda no rendimento efetivo do trabalho bem como uma diminuição do “qualitativo” geral, sobretudo do próprio setor de serviços. Além disso, o avanço de 1,1% dos serviços administrativos e complementares (“menos” qualificados) também parece corroborar com a tese.

Para o fechamento de 2021, observamos de forma notória o desenvolvimento heterogêneo da atividade, isso é, enquanto a indústria tende performar negativamente até o fim do ano, o varejo deve apresentar um resultado negativo em novembro (o que deve ser confirmado pela PMC divulgada amanhã), seguido de um resultado positivo em dezembro, por conta de fatores sazonais, como as festividades de fim de ano. Já para o setor de serviços, nossas previsões iniciais consideram um avanço em dezembro, influenciado pelo catch-up dos serviços prestados às famílias (em razão da demanda por serviços presenciais), o avanço da mobilidade e a melhora do mercado de trabalho (tanto com empregos formais quanto informais para o setor). De toda forma, os números de hoje colocam um viés levemente positivo sobre a nossa projeção de PIB, hoje em 0,0% t/t e 4,5% para o fechamento de 2021.

*Polaridade de curto prazo: Alta se a performance mensal for superior à performance média dos últimos três meses. Baixa se for o contrário.


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