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Diário Econômico - Banco Original - quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

  • Sexta, 07 Janeiro 2022 10:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Verônica Mendes
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Marco A. J. Caruso

Lisandra Barbero

Eduardo Vilarim

Diário Econômico

O Diário de hoje comenta a Ata do FOMC, onde o Fed assume um tom mais hawkish, com destaque para o aumento da possibilidade de alta de juros mais rápida do que o previsto. Por aqui, o movimento do funcionalismo ganha mais destaque, enquanto a indústria apresenta resultado negativo pelo sexto mês consecutivo.

Comentário Original

Mercados. A Ata do FOMC, divulgada ontem, continua repercutindo sobre os ativos hoje. O documento do banco central norte-americano mais do que confirmou a expectativa de um tom mais hawkish – jargão de mercado que descreve um viés pró-retirada mais célere de estímulos monetários/alta de juros. Todas as cartas estão na mesa, com destaque para o aumento da possibilidade de alta de juros já no início deste ano (março versus maio) e redução do balanço do Fed logo após o início do ciclo de elevação.

Seguindo o livro-texto, vimos alta nas taxas de juros pelo mundo, fortalecimento do dólar e queda das bolsas, especialmente das ações cujo valor está no longo-prazo (como tecnologia). Uma preocupação que ronda as nossas discussões desde o início do ano passado é o fato de o juro real dos EUA (aquele descontado da inflação) ainda estar muito baixo/negativo mesmo com as mudanças; essa é a grande variável a ser monitorada e que pode descarrilhar os demais ativos. Se o Fed é sério em apertar o monetário, então o juro real tem que começar a subir porque é ele quem efetivamente restringe atividade e combate à inflação.

Para os ativos locais, o ambiente externo se torna mais hostil. A linha de defesa de defesa do real tem sido os juros altos – que atrai capital de curto prazo e “queima na mão” dos comprados em dólar – e a perspectiva de safra recorde de algumas commodities, mas as demais variáveis não ajudam. Para o Ibovespa, o que evita quedas mais expressivas é o seu valuation (resultado das empresas vis-à-vis preço). Tudo parece barato, mas sem gatilhos óbvios de melhora e com a maré da liquidez global mudando.

Entrega de cargos. Após movimentos dos servidores da Receita e do Banco Central, o sindicato que representa os auditores-fiscais do trabalho registra nesta semana a entrega de mais da metade dos cargos de chefia e coordenação, após votação em assembleia efetuada entre 27 e 29 de dezembro. Em entrevista à Folha, o vice-presidente da entidade, Carlos Silva, anunciou que até agora foram entregues 154 cargos dentre os 298 totais (51%) e que a tendência é continuar aumentando. Essa é mais uma manifestação de protesto do funcionalismo público após Bolsonaro sinalizar reajuste salarial apenas aos policiais federais. O Sindifisco estima que 1.237 auditores já abriram mãos de cargos.

Efeitos reais. Segundo o Estadão, a mobilização da elite do funcionalismo público por melhores salários começou a provocar os primeiros efeitos reais, com filas que podem prejudicar o abastecimento no Brasil. No Porto de Santos, a liberação de trigo vindo da Argentina está atrasada e já causa preocupação no setor. No Norte, 800 caminhos ficaram parados ontem na fronteira com a Venezuela.

Reajuste salarial. Paralelamente ao movimento da elite, com o aumento de arrecadação e às vésperas das eleições, União e estados começaram a reajustar os salários de servidores públicos, que estavam congelados para a maioria das categorias desde maio de 2020. Como exemplos, podemos citar: (1) São Paulo, onde Dória anunciou um plano de carreira para professores (aumento de até 73%), seguido pelo (2) Rio de Janeiro, onde o reajuste para servidores da saúde pode chegar a 191%, (3) Rio Grande do Norte, onde a assembleia aprovou um aumento salarial de 15% para 35 mil servidores do estado, (4) Bahia, com reajuste linear de 4% para todo o funcionalismo público e (5) Mato Grosso do Sul, com reajustes de 10% para 81 mil servidores a partir de janeiro. Alguns analistas pedem cautela, uma vez que o gasto com pessoal é a principal despesa dos estados depois dos gastos com previdência (despesas permanentes), enquanto a alta da arrecadação é pontual.

Produção Industrial. A indústria apresentou queda pelo sexto mês consecutivo, recuando 4,4% na comparação interanual de novembro, o equivalente a uma queda de 0,2% ante outubro (na série livre de efeitos sazonais). O resultado da indústria de transformação foi bastante heterogêneo: se por um lado, os destaques positivos foram a fabricação de alimentos e veículos automotores, por outro lado, os destaques negativos ficaram por conta da perfumaria, mobiliário, produção de metal e produtos diversos.


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