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O Diário de hoje comenta a abertura negativa das principais bolsas em uma semana em que vários bancos centrais apertam suas políticas monetárias, reconhecendo a ameaça da alta inflação

  • Segunda, 20 Dezembro 2021 09:33
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Marco A. J. Caruso

Lisandra Barbero

Eduardo Vilarim

Diário Econômico

O Diário de hoje comenta a abertura negativa das principais bolsas em uma semana em que vários bancos centrais apertam suas políticas monetárias, reconhecendo a ameaça da alta inflação. Por aqui, a agenda política segue recheada de emendas e medidas provisórias enquanto o governo articula o orçamento de 2022.

Comentário Original

Mercados. Abertura negativa nessa manhã, especialmente nas bolsas. Futuro do Ibovespa cede 0,4%, enquanto Europa (-1,0%) e Nasdaq (-0,8%) se destacam negativamente em uma semana em que vários grandes bancos centrais reconheceram a ameaça representada pela alta inflação.

O exemplo mais emblemático vem do Reino Unido, onde o Banco da Inglaterra subiu os juros ontem mesmo com o aumento de casos de Covid-19 por lá. Também nessa quinta-feira, o BCE disse que reduziria seu programa de compra de títulos da época da pandemia em resposta à alta nos preços, embora ainda sinalizem que uma alta de juros não deverá ocorrer até 2023.

Entre as moedas, chama atenção a nova desvalorização de mais de 7% da Lira turca, atingindo quase 17 por dólar um dia depois de o banco central cortar as taxas pelo 4º mês consecutivo, mesmo com a inflação batendo 21% ao ano. Nesse ambiente, mesmo com um contágio controlado entre os emergentes, o real se sustenta acima de R$ 5,70/US$ mesmo com os leilões do BC – os quais, na verdade, parecem ser direcionados ao fluxo de saída do período.

PEC dos Precatórios. O Congresso promulgou ontem a proposta da PEC que autoriza o governo a não pagar a totalidade de suas despesas judiciais até 2026, além de viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400 em 2022.

Refis. A Câmara aprovou ontem o projeto do novo Refis, que permite o parcelamento de dívidas tributárias para micro e pequenas empresas do Simples. O programa permitirá, se for sancionado pelo presidente, a renegociação de cerca de R$ 50 bilhões em dívidas, com prazo de até 180 meses (15 anos).

Emendas de relator. O Supremo decidiu ontem liberar a execução das emendas de relator (RP9), que somam R$ 16,8 bilhões no Orçamento de 2021.

MP policial. O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem a MP que permite o custeio de despesas com saúde de servidores da Polícia Federal, estendido também a seus dependentes. De acordo com a Secretária-Geral da Presidência, a medida permitirá “ampliar o escopo”, permitindo o custeio de transporte, hospedagem e alimentação.

Pacote de bondades. Segundo publicado hoje pelo Estadão, o pacote eleitoral de Jair Bolsonaro pode ter custar mais do que R$ 90 bilhões, o dobro do previsto para o rombo nas contas do governo no ano que vem, estimado hoje em R$ 42 bilhões. Entre os benefícios, estão: (1) a elevação da faixa do imposto de renda de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil, equivalente a uma renúncia de R$ 23,5 bilhões, (2) custo adicional do Auxílio Brasil de R$ 54,4 bilhões, (3) o “vale-gás” de quase R$ 2 bilhões, (4) possibilidade de aumento salarial dos policiais, da ordem R$ 3 bilhões, (5) prorrogação da isenção do IPI, da ordem de R$ 1,8 bilhão e (6) possibilidade de criação do bolsa-caminhoneiro, de R$ 4 bilhões.

Fundo eleitoral. O Congresso deve realizar hoje uma seção para aumentar o valor do fundo eleitoral, retirando recursos do TSE. O Centrão encabeça uma articulação para levar um valor estimado em R$ 5,7 bilhões em 2022, sob argumento de que o Poder Judiciário tem um orçamento superior a de outros órgão e contribuir na contenção das despesas gerais do governo.


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