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Inflação no Brasil ultrapassa dois dígitos em 12 meses, especialista comenta

  • Quarta, 13 Outubro 2021 07:39
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Saskia
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Dia 08 de outubro, foi divulgado pelo IBGE o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. E desde 1994, durante o Plano Real, o Brasil não enfrentava um setembro tão alto - 1,16%. Esse dado mostra que a inflação atingiu 10.25% nos últimos 12 meses - uma casa alarmante dos dois dígitos, que desestimula investimentos e impacta no consumo das pessoas.

A prova disso é o consumo de carne, que foi o menor nos últimos 25 anos, mostrando que a inflação está disseminada por toda a economia, e impacta preços de transportes, gasolina, energia, entre outros elementos fundamentais. "Em setembro, também, os custos com com habitação subiram 2,5%, alimentação e bebida mais de 1% no mês, e transportes 1,8%. O Banco Central vai continuar subindo as taxas de juros em busca de uma melhora na inflação, e na próxima reunião pode subir acima de 1% essa taxa básica de juros", comenta o economista Igor Macedo de Lucena.

Segundo ele, em 2021 a inflação não estará controlada, e essa queda só vai poder ser vista em 2022. "Isso porque, a pandemia já vai estar mais controlada e teremos volta das cadeias produtivas. Além disso, as grandes empresas de transporte e produção agrícola vão se organizar a partir do ano que vem", esclarece o especialista.

Com este cenário, o Brasil que já foi analisado como país de menor crescimento da América Latina, também vai encontrar o mesmo problema no ano que vem, com a maior taxa de juros do mundo. A taxa de juros pode ajudar a combater a inflação, mas ao mesmo tempo desestimula investimentos, créditos, atividade econômica e contratação de novos empregos. Assim a retomada da economia em 2022 vai ser mais complicada.

É uma notícia preocupante para os investidores. "Isso deve impactar todo o mercado, real e financeiro. No mercado financeiro de títulos e fundos de investimento de rendas fixas, nunca tiveram uma demanda tão grande nos últimos dois meses, há uma corrida para o mercado de renda fixa e estamos vendo com a diminuição da bolsa. Tem uma mudança considerável dentro dos parâmetros econômicos do Brasil", finaliza o especialista.


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