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Como conectar o mercado tradicional ao setor de criptomoedas

  • Quarta, 29 Setembro 2021 09:07
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ana Carolina Barbosa
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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*Roberto Cardassi

Podemos considerar as criptomoedas uma revolução no mesmo patamar que foi o surgimento da internet. Quando o Bitcoin foi criado, sua proposta era fazer emergir uma nova economia mais democrática e descentralizada. No entanto, mais de 12 anos após o seu surgimento, essa tecnologia ainda é vista com desconfiança e como algo complexo. Sua essência disruptiva causa medo na maioria das pessoas, fazendo com que o maior desafio para que a economia se torne verdadeiramente digital e descentralizada seja a adesão das pessoas à rede blockchain, junto ao conhecimento sobre a nova tecnologia.

Inserir as pessoas dentro desse novo universo financeiro e fazer com que seu uso seja natural, intuitivo e integrado às necessidades do dia a dia é a próxima grande barreira a ser vencida e, para isso, é preciso integrar os dois mundos que estão completamente desconectados: o mercado financeiro tradicional (de ações, instituições financeiras, instituições de pagamento e bancos) e o mercado financeiro digital (de fintechs, bancos digitais e empresas que trabalham com tecnologia blockchain). Por não interagirem de forma inteligente, qualquer operação financeira entre eles acaba sendo pouco intuitiva, demorada e muitas vezes custosa.

Antes de querer unir os dois mundos (digital e tradicional), é preciso entender que a relação entre as pessoas e os bancos está sendo construída há muito tempo, já que elas estão acostumadas a guardar seu dinheiro em uma instituição e confiam nesse sistema para proteger suas finanças e patrimônio. Quando as primeiras instituições financeiras surgiram, houve esse movimento de medo e desconfiança e isso se repete agora que existe a possibilidade de migrar dos bancos para fintechs. O que demonstra que qualquer mudança significativa leva um tempo considerável para ter um real efeito. Sabemos que a transformação de um sistema pode trazer inúmeros benefícios, mas ela também pode gerar desconfianças no início e para superar essas barreiras é preciso analisar a forma como novos serviços e produtos são ofertados.

Para alavancar uma nova economia é necessário facilitar o acesso, reduzir a complexidade que envolve a negociação das criptomoedas e acaba afastando e intimidando novos usuários. Sistemas complexos e mal projetados não incentivam as pessoas a adotarem as criptomoedas no dia a dia. A melhor maneira de inserir as pessoas neste novo universo é usar a familiaridade que essas já possuem com os bancos digitais, oferecendo um banco blockchain, uma modalidade nova que consegue integrar ambas tecnologias em uma só plataforma.

Qualquer solução de negócio ou abordagem tecnológica que se proponha a conectar as funcionalidades bancárias à blockchain precisa oferecer segurança e familiaridade aos usuários. Ao proporcionar uma boa experiência de uso, as pessoas se sentirão atraídas a esse novo modelo econômico que é mais seguro, aberto e transparente.

A boa notícia é que de uns anos para cá a adoção aos bancos digitais se tornou crescente e desejada pela maioria dos usuários, justamente pela facilidade e comodidade do novo modelo, e ainda com segurança garantida. A adesão de brasileiros que utilizam bancos digitais subiu 31% em 2021, de acordo com um levantamento feito pela Akamai Technologies encomendado pela Cantarino Brasileiro. Em 2020, o percentual era de 14%.

A adesão ao mercado cripto por parte dos brasileiros também tem aumentado. De acordo com dados levantados pelo Cointrader Monitor, de janeiro a dezembro de 2020 o volume de Bitcoins movimentados pelas exchanges somente no Brasil equivale a mais de R$ 53 bilhões. Se comparado com outros ativos de investimento, nenhum conseguiu atingir tal marco a ponto de ser atrativo para grandes investidores, o que só reforça o potencial para a fusão entre bancos e a tecnologia blockchain e investimentos criptos acontecer, não é à toa que grandes bancos já incluíram em suas carteiras de investimentos os cripto ativos, como o Itaú, por exemplo.

Enquanto houver dois sistemas independentes e desconexos as pessoas não vão conseguir aproveitar o melhor de cada um dos mundos financeiros. O que nos impede de antecipar o futuro e ser a mudança que o mercado anseia integrando dois universos com uma tecnologia verdadeiramente inovadora e disruptiva?

*Roberto Cardassi é fundador e CEO da BlueBenx, o primeiro Blockchain Brokerage Bank que conecta as finanças tradicionais ao universo das criptomoedas.


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