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Reforma no imóvel entra no Imposto de Renda? Saiba o que entra ou não

  • Quinta, 26 Março 2026 18:44
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Andressa Aricieri
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Gastos relacionados ao imóvel podem ser declarados no Imposto de Renda - Freepik

Especialistas explicam o que pode ser declarado e por que a organização das reformas impacta diretamente o custo do imóvel

O interesse por reformas e manutenção residencial segue em alta impulsionado pela valorização do imóvel como ativo financeiro. Segundo a Obramax cerca de 73% dos consumidores do setor de materiais de construção realizam reformas e reparos e não obras novas.

Com a abertura do prazo de declaração do Imposto de Renda muitos proprietários revisitam esses gastos. O que poucos sabem é que quando corretamente documentadas determinadas reformas podem ser incorporadas ao valor do imóvel reduzindo o imposto sobre ganho de capital em uma eventual venda.

Mais do que uma questão fiscal, o tema revela um problema estrutural. A falta de controle e rastreabilidade das obras residenciais.

A Houser, plataforma americana que estrutura e executa serviços residenciais com previsibilidade e controle financeiro, aponta que a maior parte das reformas ainda ocorre sem documentação adequada, o que impede seu aproveitamento fiscal.

“Não é apenas uma questão de declarar ou não declarar. Quando o proprietário não organiza os custos ao longo do tempo, ele perde a capacidade de tratar a reforma como parte do ativo e isso impacta diretamente o imposto pago no futuro”, afirma Felipe Rossi CEO da Houser.

O que pode ser declarado no Imposto de Renda

A Receita Federal diferencia os gastos com base no impacto econômico gerado no imóvel.

Reformas que aumentam valor vida útil ou funcionalidade podem ser incorporadas ao custo do bem como:

- troca completa de telhado
- reformas estruturais
- ampliação ou construção de novos ambientes
- instalações permanentes como móveis planejados, piscinas ou energia solar.

Esses investimentos são considerados benfeitorias e podem reduzir o imposto devido na venda do imóvel desde que comprovados.

O que não entra na declaração como valorização

Despesas de manutenção e conservação não podem ser incorporadas ao valor do imóvel pois não geram valorização econômica direta. Entre elas estão:

- pintura
- troca de torneiras ou peças
- reparos elétricos pontuais
- manutenção de portas, janelas e estruturas básicas.

O ponto crítico: documentação de controle e qualificação da mão de obra

Para que os valores sejam aceitos pela Receita Federal, é necessário comprovar os gastos com documentação formal, como notas fiscais, contratos e comprovantes de pagamento.

A qualificação da mão de obra é um fator determinante nesse processo. Profissionais qualificados operam com maior nível de formalização, o que garante a emissão de documentos válidos e reduz riscos de inconsistências fiscais. Além disso, diminuem retrabalho, erros técnicos e desvios de orçamento, fatores que impactam diretamente o custo total do imóvel.

Sem esse nível de organização mesmo reformas relevantes podem ser desconsideradas pela Receita Federal.

Dados de mercado indicam que uma parcela significativa das obras residenciais no Brasil ainda ocorre de forma informal, sem rastreabilidade financeira, o que limita o uso desses custos no planejamento tributário.

Reforma como estratégia financeira não apenas manutenção

Segundo a Houser o principal erro está na forma como as reformas são conduzidas e não apenas na declaração.

A ausência de controle, orçamento estruturado, documentação e mão de obra qualificada pode gerar dois impactos diretos: aumento do custo total do imóvel ao longo do tempo e maior carga tributária no momento da venda.

“A casa deixou de ser apenas um bem de uso e passou a ser um ativo financeiro relevante. Quando existe previsibilidade de preço, rastreabilidade da execução e organização da documentação a reforma deixa de ser um custo isolado e passa a ser parte da estratégia patrimonial”, conclui Rossi.

Sobre a Houser

A Houser é uma startup que conecta clientes residenciais a profissionais de instalação, reparo e manutenção de imóveis. Pela plataforma 100% online, os usuários podem obter orçamentos instantâneos, agendar e pagar pelos serviços em poucos cliques, com profissionais licenciados, segurados e avaliados por desempenho.

Fundada em 2023 na Flórida pelo engenheiro aeroespacial Felipe Rossi, ex-Embraer, a Houser já realizou cerca de 4 mil atendimentos residenciais e reúne 20 mil prestadores ativos. Seu diferencial está na tecnologia proprietária de precificação instantânea, por meio de IA, capaz de gerar cotações em até 10 segundos — um modelo inédito no segmento.


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