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Além de ganhos, investidores buscam sustentabilidade

  • Sexta, 28 Mai 2021 12:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Maurício Palhares
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Eduarda Fabris (*)

Seja na ponta do consumo, com um número crescente de pessoas baseando suas decisões de compra na imagem da marca, seja em decisões de fundos e investidores, que destinam seus aportes a empresas e projetos que atestem que suas atividades são socioambientalmente responsáveis e transparentes, o capital tem seguido para empresas que buscam a sustentabilidade.

Essa tendência é mais evidente na construção civil. Embora mantenha-se atraente para investidores, por ser dos segmentos da economia que melhor desempenho apresentam em meio à crise, carrega características que se confrontam com as novas exigências do mercado. Essas passam também pela escolha de seus fornecedores. Além de provocar impacto ambiental onde realiza seus projetos e consumir grande quantidade de recursos naturais, a construção civil é o principal impulsionador da indústria do cimento, um dos principais emissores de CO2.

Ao mesmo tempo, enquanto é o maior gerador de empregos da economia, o setor apresenta, historicamente, pouca ou nenhuma atenção à baixa qualificação de sua mão de obra. Além disso, nos últimos anos, muitas empresas da construção civil protagonizaram ou serviram de palco para escândalos de corrupção.

Ao ser cada vez mais observada pela sociedade, esse tipo de atuação, independentemente dos resultados financeiros obtidos no curto prazo, comprometem a perenidade das empresas. Desde já, o capital prioriza as que comprovam uma atuação socioambiental responsável e garantem a transparência de suas operações. Essas ganham e ganharão mais o mercado das que mantiverem sua atuação nos moldes antigos e que, assim, tendem a desaparecer.

O rumo que o capital segue não se deve apenas a preocupações com a sociedade e o meio ambiente. Mira a sustentabilidade dos negócios, o que garante a geração de resultados financeiros ao longo do tempo. Atentas a essas exigências, empresas da construção civil buscam, cada vez mais, certificações ambientais, como LEED, AQUA, EDGE, WELL etc., bem como outras que atestem boa governança e atuação socialmente responsável.

Entre grandes investidores e fundos, os princípios ESG (sigla para Environmental, Social and Corporate Governance - Ambiental, Social e Governança) são os mais observados, por atestarem a sustentabilidade em diversas frentes da atuação das empresas. Contemplam não somente a transparência das operações – que dificulta a prática de corrupção – e aspectos ambientais como também o bem-estar de colabores em empresas e projetos.

Um indicador de que a observação desses princípios não se restringe mais apenas a grandes investidores é observado numa modalidade de investimento surgida no país há poucos anos. O crowdfunding imobiliário consiste na reunião de aportes que partem de R$ 1 mil e que, ao serem reunidos, somam o capital necessário para que incorporadores custeiem etapas de empreendimentos que não são contemplados por financiamento bancários. Ao final do projeto, as empresas remuneram os cotistas com o pagamento dos valores investidos acrescidos de uma participação no Valor Geral de Vendas, o que tem proporcionado uma rentabilidade média próxima aos 15% ao ano.

Acessível mesmo com pequenos valores, o crowdfunding imobiliário é uma opção procurada por investidores de todos os portes, boa parte deles, pequenos. E estes, na primeira captação coletiva no país voltada a um empreendimento que adota os princípios ESG, realizada em maio, foram decisivos para que as incorporadoras obtivessem R$ 1,5 milhão em recursos em apenas duas semanas.

As principais tendências relacionadas a investimentos surgem a partir de grandes players. No caso dos princípios ESG, mesmo na primeira operação que lhes foi acessível, mostraram-se importantes também para pequenos investidores. Fica evidente que a preocupação com a sustentabilidade faz-se presente em toda a sociedade. As empresas que desejarem permanecerem ativas terão de observar essas exigências.

(*) Eduarda Fabris é sócia e COO da fintech de investimento imobiliário URBE.ME.


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