SEGS Portal Nacional

Economia

Em meio à crise gerada pela pandemia, Estado tem que ser indutor do crescimento econômico, afirma presidente da CNI

  • Quinta, 13 Mai 2021 11:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  CNI
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
  • Imprimir

Robson Andrade defendeu reforma tributária ampla e agenda de privatizações em debate, nesta quarta-feira (12/05), com a economista-chefe do Santander Ana Paula Vescovi

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, avalia que, em meio à aguda crise econômica e social gerada pela pandemia, é importante o setor público ser o indutor do desenvolvimento industrial e do crescimento do país, com aceleração da agenda de privatizações, concessões e reformas estruturantes. A afirmação foi feita durante o seminário “UOL Líderes”, ocorrido nesta quarta-feira (12/05), que contatou também com a participação da ex-secretária do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi.

Robson Andrade defendeu, ainda, que é fundamental a realização de uma reforma tributária ampla, que abranja os três entes da Federação (União, Estados e Municípios) e simplifique o sistema de cobrança de impostos no país, nos moldes da proposta apresentada no âmbito da Comissão Mista do Congresso Nacional.

Para o presidente da CNI, o governo está no caminho certo ao viabilizar privatizações e concessões de empresas públicas, destacando o sucesso de leilões já realizados, como o da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). Segundo ele, na área de infraestrutura, o Estado precisa atrair o capital estrangeiro com regras claras. “A pandemia só mostrou as deficiências que já existiam no Brasil, expôs as mazelas da regulação e a falta de reformas. Desta forma, é necessário criar um ambiente de negócios diferente, o que só será possível com a realização de uma reforma tributária ampla”, acrescentou.

“Custo Brasil” reduz competitividade das empresas e do país

Durante o debate, Robson Andrade citou estudo realizado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da CNI e de associações setoriais da Indústria, segundo o qual o chamado “Custo Brasil” consome R$ 1,5 trilhão das empresas brasileiras anualmente. “Isso reduz a produtividade e a competitividade do setor produtivo”, afirmou o presidente da CNI, lembrando que a indústria brasileira representa 20,4% do PIB, paga 33% dos impostos federais e 41% dos impostos estaduais, enquanto outros setores pagam apenas 2%.

“É preciso fazer, urgentemente, uma reforma tributária ampla. Se isso não ocorrer, o Brasil vai continuar com o crescimento pífio ocorrido na última década. Precisamos ter o sentido da urgência, da pressa e de necessidade, precisamos atacar de frente esse problema, se melhorarmos a questão do trabalho, do emprego e do desenvolvimento, vamos ter mais recursos para aplicar na saúde, educação e inovação”, concluiu Robson Andrade.

“Brasil precisa fazer dever de casa”, diz economista

Em sua participação no debate, a economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi, afirmou que o Brasil tem que fazer o dever de casa. “O país tem que entender suas restrições e temos que fazer o mais correto, do ponto de vista das políticas públicas, da melhoria das contas públicos, do papel do setor privado, e da melhoria do ambiente de negócios. Temos que ir nessa direção persistentemente”, afirmou.

Entre os desafios para a economia no pós-Covid, Ana Paula Vescovi afirma que o Brasil entrou na pandemia com uma situação fiscal frágil. Ela lembra que o Brasil estava enfrentando o ajuste das contas públicas e o próprio mundo convivia com alguns países com taxas de juros muito baixas e até negativas e um debate sobre estagnação secular, um excesso de poupança sob demanda de investimentos.

De acordo com a economista, o Brasil entrou em uma pandemia, que demandou uma presença maior do Estado e, por isso, a dívida pública, que era um pouco acima de 75% do PIB , subiu 15 pontos percentuais. “A trajetória de crescimento da dívida, por si só, revela um conjunto de problemas que nós temos: acertar as contas públicas e fazer a economia ser mais dinâmica, aumentar a produtividade para que ela possa crescer mais no longo prazo, e para isso precisamos realmente lidar com essa questão do ambiente de negócios”, explicou a economista.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+ECONOMIA ::

Mar 10, 2026 Economia

Renda passiva com imóveis exige conta fechada e não…

Mar 09, 2026 Economia

Na hora de escolher o imóvel, a palavra final é delas

Mar 06, 2026 Economia

Contribuintes podem destinar parte do Imposto de Renda…

Mar 05, 2026 Economia

Ano eleitoral pede planejamento financeiro rigoroso e…

Mar 04, 2026 Economia

Custos invisíveis de produção desafiam rentabilidade da…

Mar 03, 2026 Economia

Recuperação judicial é alternativa estratégica para o…

Mar 02, 2026 Economia

A Reforma Tributária e as negociações sindicais: como…

Fev 27, 2026 Economia

Malha fina: veja os erros mais comuns no Imposto de…

Fev 27, 2026 Economia

Pagamento por Pix no ponto de venda: praticidade no…

Fev 26, 2026 Economia

Tarifaço global entra em 2026, pressiona o comércio…

Fev 25, 2026 Economia

Queda de 1 ponto no juro do financiamento imobiliário…

Fev 24, 2026 Economia

Planejamento tributário inadequado aumenta riscos e…

Fev 23, 2026 Economia

Você sabe como fica a rotina do empreendedor com a…

Fev 20, 2026 Economia

Da teoria à prática: como a Reforma Tributária deve…

Fev 19, 2026 Economia

Mercado de financiamento de litígios chega a US$ 20…

Fev 18, 2026 Economia

Reforma Tributária muda regras do aluguel e aumenta…

Mais ECONOMIA>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version