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Taxa Selic deve subir para 3,5%, segundo análise de especialista

  • Quarta, 05 Mai 2021 10:41
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Marcio Ribeiro
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Aumento da taxa dificulta tomada de empréstimos e financiamento; crescimento econômico depende fortemente de investimentos

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta semana para definir a taxa básica de juros. O resultado será anunciado nesta quarta-feira (5), após o segundo dia do encontro, e de acordo com a análise feita pelo professor da Fipecafi, Marcelo Neves, o Copom deve elevar a Selic em 0,75%.

Após alguns meses mantendo uma mínima histórica de 2%, em março o Copom elevou a taxa para 2,75%, e, para maio, é esperada uma nova alta que fará com que a Selic fique em 3,5%. “A expectativa é que ocorram ainda duas altas de juros de 0,75%, em maio e junho, e dependendo do comportamento da inflação nos próximos meses, o Bacen possa reduzir o ritmo de alta de juros das próximas quatro reuniões seguintes para 0,50%”, ressaltou Neves.

O especialista explica como o aumento da Selic pode impactar a economia do país. “Para a economia em geral o aumento da taxa básica é desfavorável para quem necessita de capital de giro, empréstimos e financiamento, desestimulando investimentos em aumento da produção e, consequentemente, reduz o consumo e a geração de emprego. É necessário que o crescimento econômico ocorra dentro de uma perspectiva de aumento de capacidade instalada de forma que o crescimento da demanda não pressione preço dos produtos para não gerar inflação e assim corroer o salário do trabalhador”, destacou.

O professor da Fipecafi comenta ainda sobre a relação entre a taxa de juros e a inflação neste momento. “A partir de meados de abril já podemos ver o dólar em patamares mais comportados entre R$ 5,40 e R$ 5,50 ajudado pela queda na dívida bruta em quase 1% do PIB em março. A expectativa de inflação para o mês de abril (0,38%) está bem inferior a inflação registrada em fevereiro (0,86%) e março (0,93%). Os juros reais acumulados em 12 meses (IPCA vs Taxa Selic) em março foram negativos (-3,17%). Caso o Copom aumente a Selic em 0,75% e se confirme a inflação esperada para o mês de abril em 0,38%, os juros reais ficariam negativos em -3,12%, marginalmente mais baixo do que se encontravam em março”, explicou Neves.

Crescimento econômico

O crescimento econômico depende fortemente de investimentos, considerando que o saldo da balança comercial brasileira é muito dependente do agronegócio. “Os gastos públicos que poderiam ajudar no crescimento econômico estão comprometidos com o déficit nas contas do governo e a perda de massa salarial nos últimos anos não tem capacidade de aumentar o consumo para ajudar no crescimento do PIB de forma sustentável. Desta forma o crescimento econômico, necessariamente, depende muito de investimentos sejam ele internos ou externos”, disse.

Investimentos

Os investimentos não devem ser fortemente afetados pelo resultado da Selic, o professor acredita que muito provavelmente os ativos em geral já estejam precificados com o aumento de 0,75%.

Para finalizar, Neves comenta sobre os investimentos mais atrativos neste momento. “A caderneta de poupança, o tesouro direto Selic e os fundos DI´s são os investimentos mais populares do pequeno e médio investidor que têm perdido em muito para a inflação. Por outro lado, taxa de juros muito baixas estimulam investimentos de maior risco, por exemplo, volume de recursos na B3 aumentou significativamente com a redução da Taxa Selic para 2%. Fundos com maior volatilidade e menos liquidez, como os Fundos Multimercados e de ações, tem sido mais procurados por investidores que buscam maior rentabilidade e aceitam correr mais riscos”, finalizou o professor da Fipecafi.

Sobre a Fipecafi

A Fipecafi foi fundada em 1974 por professores do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e atua desde então como órgão de apoio institucional ao departamento. Dentre seus principais objetivos estão: a missão de desenvolver e promover a divulgação de conhecimentos da área contábil, financeira e atuarial, organizar cursos, seminários, simpósios e conferências, prestar serviços de assessoria e consultoria e realizar pesquisas, atendendo entidades dos setores público e privado. Mais informações: https://fipecafi.org/.


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