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Nos EUA, anúncio da vacina não estimula retorno ao ensino presencial

  • Terça, 29 Dezembro 2020 09:55
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Wanessa Vieira
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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Mais de 6 milhões de americanos estão matriculados no ensino superior online. Universidades americanas iniciaram, na pandemia, oferta expressiva de disciplinas online. Cenário não deve mudar, mesmo com a vacina, acredita especialista em educação e tecnologia que dirige a Ambra University nos Estados Unidos.

Com fronteiras fechadas e a maioria dos estados americanos aplicando medidas de isolamento e fechamento presencial de instituições de ensino, o intercâmbio presencial para estudantes estrangeiros nos Estados Unidos deve demorar a acontecer. Enquanto isso, a modalidade de ensino remoto no país ganha força e novas matrículas. Um cenário que não deve mudar mesmo após a vacinação, segundo Alfredo Freitas, que é diretor de educação e tecnologia da Ambra University nos EUA.

A oferta de cursos e diversidade de instituições nos EUA é um dos atrativos para que estudantes de todo o mundo procure capacitação na terra do tio Sam. Nesse sentido, profissionais tem mais possibilidade de explorar e se especializar em áreas que serão mais atraentes no mercado de trabalho global. Durante os oito anos do governo Obama, entre 2009 e 2016, o sistema de Ensino Superior nos EUA foi impulsionado por diversos programas e projetos ligados ao ensino via internet que ganhou força.

Alfredo Freitas explica que mesmo antes da pandemia o ensino nos EUA já tendia mais ao perfil remoto que presencial. Segundo dados mais recentes da Education Data Organization, há um total de 19,7 milhões de alunos matriculados em cursos de instituições de ensino superior no país. Destes, 6,6 milhões eram matriculados em alguma modalidade de ensino online. O resultado é um recorde histórico que não deve demorar a ser superado, segundo o especialista em educação Alfredo Freitas.

"A pandemia escancarou a eficácia do ensino via internet no mundo inteiro. Por meio desta modalidade o ano letivo não está totalmente perdido e, certamente, as ferramentas online continuarão auxiliando escolas em todo o país na recomposição dos conteúdos. O que observamos é que não podemos contar prioritariamente com o ensino presencial novamente. É preciso seguir investimento no ensino via internet que, mesmo antes da pandemia, já mostrava crescimento expressivo no Brasil e no mundo", afirma Alfredo.

O especialista está correto, o ensino a distância no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais.

O Censo EAD.BR, realizado recentemente pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), mostra que o ensino superior a distância no Brasil já corresponde a 26% do número total de alunos no Brasil, são mais de 9.374.647 alunos matriculados na modalidade EAD. Enquanto isso, nos EUA, mais de 6 milhões de americanos estão buscando uma educação online atualmente. Para o especialista em educação, Alfredo Freitas, o número de matrículas pode dobrar no pós-pandemia.

"Aqui nos EUA o modelo de educação via internet ganhou força entre as universidades americanas durante a pandemia. Agora, mesmo com o início da distribuição das vacinas, nenhuma universidade até agora se posicionou favorável à retomada completa do ensino presencial no ano que vem", pondera Alfredo Freitas que dirige a Ambra University, que há mais de 10 anos forma, em português, mestres e doutores nos EUA.

*Alfredo Freitas é pós-graduado em 'Project Management' pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil.


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