Dia Internacional do Ciclista - Região de Santos tem queda de 33% nas mortes envolvendo bicicletas
Novas estatísticas do Infosiga SP apontam redução no comparativo mensal e trimestral; óbitos de ocupantes de motocicletas também caíram em março
No mês em que se comemora o Dia Internacional do Ciclista, celebrado no dia 15 de abril, os novos dados do Infosiga, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran.SP, apontam redução de 33% nas mortes de ciclistas na região de Santos. O total contabilizado caiu de nove no primeiro trimestre de 2021 para seis em igual período deste ano. Na comparação mensal, a diminuição foi ainda mais acentuada, já que a quantidade diminuiu de quatro para dois (-50%).
O ciclismo está entre as modalidades mais apropriadas na prevenção e tratamento de doenças como hipertensão, colesterol alto, infarto do miocárdio, dentre outras. Melhoria do condicionamento físico e da capacidade cardiorrespiratória é um dos benefícios da atividade. “A data é importante para promover o uso da bicicleta, um meio de transporte sustentável e viável. É, ainda, um convite a todos para que façam uma reflexão profunda das atitudes que cada um toma diariamente e, diante disso, um marco da busca incessante para tornarmos o trânsito de nosso País mais seguro”, afirma Neto Mascellani, diretor-presidente da autarquia.
A tendência de queda se estendeu para o indicador de mortes envolvendo ocupantes de motocicletas. No acumulado, a soma caiu 80%, passando de cinco para um. O número total de óbitos também caiu 27% na análise mensal. Foram 11 mortes registradas em março deste ano, contra 15 no terceiro mês de 2021.
Reduções no Estado
No território paulista, os dados apontam redução de 13,4% nos óbitos de ciclistas. O total contabilizado passou de 82 no primeiro trimestre de 2021 para 71 em igual período deste ano. Na comparação mensal, a diminuição foi ainda mais acentuada, já que a quantidade passou de 38 para 31 (-18,4). A tendência de queda se estendeu para o indicador de mortes envolvendo ocupantes de automóveis. No acumulado, a soma caiu 2,9%, passando de 280 para 272.
O número total de acidentes com vítimas, fatais e não fatais, também caiu 2,5% na análise trimestral. Foram 40.279 acidentes registrados no primeiro trimestre de 2022 contra 41.295 em igual período do ano passado.
Sobre o programa Respeito à Vida
O programa do Governo do Estado de São Paulo atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, o Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que reúne informações sobre acidentes de diversas fontes, como as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.
O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.
Velocidade no atendimento
A redução no tempo de atendimento às vítimas de acidentes pode reduzir a mortalidade em até 60%. Em rodovias, esse aspecto é ainda mais relevante, dado os tempos naturalmente dispendidos entre o deslocamento da equipe de resgate até o local do acidente e, em situações mais graves, dali para o hospital mais próximo. Os socorristas chamam esse período crítico de “A Hora de Ouro”, que é absolutamente relevante para as estatísticas de salvamentos de acidentes de trânsito.
Iluminação em trechos urbanos
Estudos indicam forte redução de mortalidade em trechos urbanos de rodovias que foram iluminadas. Um estudo que reuniu resultados de 50 pesquisas referentes ao impacto sobre os acidentes da iluminação em vias previamente não iluminadas concluiu redução de 60% em acidentes fatais nessas áreas.
Cinto de segurança no banco traseiro
Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) em rodovias concedidas indicou, em 2019, que em torno de 10% das pessoas não usam o cinto de segurança nos bancos dianteiros e 30% no banco traseiro. Essa prática é de extrema importância e vem sendo estimulada por meio de campanhas educativas e fiscalização, uma vez que estudos indicam redução de mortalidade em torno de 25% para ocupantes do banco traseiro e 45% para os bancos dianteiros.
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