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Mudanças na escala 6x1 exigem mais do que o fim do modelo tradicional

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Por Paulo Brenha

O debate sobre a organização das jornadas de trabalho no varejo, incluindo a escala 6x1, avança no Brasil e reflete uma preocupação legítima com bem-estar, produtividade e sustentabilidade das relações de trabalho.

Nesse contexto, mais do que defender ou rejeitar formatos específicos, torna-se essencial analisar como essas mudanças se conectam a temas estruturais do varejo, como cultura organizacional, liderança, engajamento e execução.

Mesmo se aprovada, precisamos ter clareza que a mudança na jornada, por si só, não resolve os principais desafios de gestão de pessoas no varejo e pode até criar uma falsa sensação de solução.

O erro está em tratar o problema como uma equação de horas, quando, na verdade, ele é uma questão de sentido. O varejo que prospera no longo prazo não é aquele que apenas ajusta escalas ou processos, mas o que entende que resultado sustentável nasce de propósito, cultura e liderança. Sem isso, essa mudança se tornará paliativa.

Um dos maiores riscos do setor é manter pessoas operando como “meras engrenagens” de um sistema. Independentemente da escala adotada, o desengajamento persiste quando o colaborador não encontra significado no que faz. Um dia a mais de folga não compensa a sensação de invisibilidade, de falta de reconhecimento ou de ausência de pertencimento.

As pessoas não se conectam com planilhas ou discursos genéricos; elas se conectam com causas, com ambientes onde sentem que importam. Sem esse vínculo emocional, o cansaço muda de forma, mas não desaparece.

É por isso que a liderança ocupa um papel central nesse debate. O varejo ainda carrega o estigma de ser um ambiente exaustivo e, muitas vezes, hostil. Porém, a raiz desse problema não está apenas na carga horária, mas na forma como se lidera.

O fim da escala 6x1 não corrige uma liderança tóxica, baseada exclusivamente em cobrança e números frios. O novo varejo exige líderes capazes de inspirar, escutar e desenvolver pessoas. Líderes que atuem como embaixadores do propósito da empresa, transformando metas em desafios compartilhados e não em ameaças constantes.

Essa discussão nos leva, inevitavelmente, à cultura organizacional. Cultura não é o que está escrito na parede, nem o que aparece em campanhas internas. É o que se vive todos os dias.

Uma empresa pode adotar o fim da escala 6x1 e ainda assim continuar perdendo talentos se mantiver uma comunicação truncada, decisões incoerentes e uma estrutura que não respeita as pessoas.

A retenção acontece quando há transparência, diversidade, ética e alinhamento entre os valores do colaborador e os da organização. O varejo é, acima de tudo, sobre pessoas: quem compra e quem faz a experiência acontecer. Ignorar isso é tratar o setor apenas como uma máquina transacional, e não como um ecossistema vivo.

O debate sobre a escala 6x1 é insuficiente se vier desacompanhado de uma mudança mais profunda. O varejo precisa de alma. Precisa entender que resultado financeiro não é inimigo da humanidade, ao contrário, ele é consequência dela.

No fim, não é apenas sobre trabalhar menos ou mais. É sobre trabalhar com sentido. É isso que sustenta negócios, preserva pessoas e constrói um varejo verdadeiramente relevante.

Paulo Brenha é executivo, Top Voice no LinkedIn e autor de “Varejo com propósito e resultado”.


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